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Imagem de GloboEsporte.com

O ano de 2015 começou em 10 de dezembro de 2014. A saída da Unimed deixava o torcedor tricolor aflito e receoso quanto o futuro do Fluminense, afinal de contas, foram 15 anos de muito dinheiro injetado e colaboração para o renascimento de nosso amado clube, que amargava desde os anos 80, a falta de um título expressivo. Sem falar na chegada ao fundo do poço, a série C, nos anos 90.

Com a parceira, foram três títulos nacionais e muitas participações em torneios internacionais, com dois vice campeonatos, o que trouxe ao Fluminense a alcunha de melhor carioca neste início de século. Muitos fizeram profecias apocalípticas, vibravam com um utópico fim de algo que nunca vai deixar de existir. Porém, o fato do Fluminense ter superado esse fim de parceria sem muitos danos não significa que o ano foi positivo, como disse o vice de futebol, Mário Bittencourt.

Por mais desprezível e desnecessário que seja o Campeonato Carioca atualmente, a forma como fomos eliminados decepcionou bastante. Queda para uma equipe ridícula de fraca como o Botafogo de 2015, que disputou a Série B, após classificação nos acréscimos diante de um Madureira, futuro rebaixado na Série C. Muitos relatam sobre final de cartas marcadas, mas na semifinal, o Flu só não despachou o adversário na primeira partida por desleixo. Na partida de volta, a mesma coisa. Começou de forma sonolenta e recuperou no decorrer do jogo, mas não fez o suficiente. Acabou eliminado nos pênaltis de forma patética.

Ainda no Carioca, o indício de um péssimo planejamento para 2015 e uma aposta tão ruim quanto a renovação do demitido Cristóvão Borges. Ricardo Drubscky chegou ao Fluminense com data pra sair. Minou sua passagem ao ser sincero e covarde demais. Caiu antes do que todos imaginavam. Era maio, quinto mês do ano e o clube já tinha seu terceiro técnico na temporada. Chegou Enderson Moreira.

Talvez o momento de paz na temporada tenha sido com a chegada do sósia do tiozinho do Posto Ipiranga. Enderson emplacou mais de dez partidas invicto, levando o Flu desacreditado e candidato a queda até a vice-liderança. O futebol dentro de campo não era brilhante, mas a entrega e boa percepção do que o técnico pedia vinha dando certo. A torcida inflamou e cegou. Esqueceu que o elenco era limitado. Para somar com isso, o erro que decretou de vez a falta de competência ao gerir uma equipe de futebol. Bittencourt enxergou na janela de transferências a chance de rechear o elenco e brigar de vez no topo da tabela. Contratou cinco e ganhou um na marra. Ironicamente, Cícero foi quem deu certo. Magno Alves, Antônio Carlos, Osvaldo, Ronaldinho e Wellington Paulista. Este é o momento em que você coloca a mão no rosto e não sabe se ri ou chora.

Ronaldinho e sua passagem apagada simbolizam a temporada do Fluminense. (Créditos da imagem: IG)

Faço aqui a mea-culpa. Achei que todas as contratações agregariam, principalmente o maior da história, na minha visão pessoal. O fato é que o vice-líder com Enderson invicto há mais de dez jogos passou a ser a pior equipe do campeonato. Derrota atrás de derrota e a pior campanha do returno. Boatos e mais boatos (falsos) de racha no elenco com a chegada de R10. A única coisa verdadeira no meio dessa história toda foi a perda de comando do técnico. Chegou ao ponto do atacante e líder do elenco, Fred, comandar o Flu diante do Coritiba fora de casa. Era quem gritava e conduzia o time naquela partida. Não demorou e a bomba estourou no colo do terceiro técnico demitido na temporada.

Nessa época, o Fluminense já estava fadado ao meio da tabela e a temporada indo para o ralo. Apostou em Eduardo Baptista, que deu esperança ao torcedor tricolor na Copa do Brasil. O time morto e sem empolgação eliminou o Grêmio fora de casa e avançou a semifinal. Antes disso, o mico da temporada. Menos de três meses depois de sua chegada, Ronaldinho rescindia com o Flu. Muito marketing e futebol zero, infelizmente. No Brasileirão, ficava claro que a equipe não queria mais nada, outro fato que torna a temporada uma lástima e contribui para o aproveitamento ruim de Eduardo no comando nessa reta final. O destino disso foi a 20ª colocação no returno do Brasileirão. 

A única coisa que restava era a Copa do Brasil. O Flu foi guerreiro. A equipe de Eduardo Baptista na Copa do Brasil sabia encarar de frente seus adversários. Equipe focada, ligada no 220, dedicada ao que o técnico pedia, mesmo limitada. Acabou eliminado pelo Palmeiras nos pênaltis após duas arbitragens desastrosas, tanto no Rio, quanto em São Paulo. 2015 terminou como todos imaginavam: sem nada. Isso não pode ser considerado positivo.

Em meio ao ano ruim, Fred provou o quanto é ídolo e importante para o Flu. (Imagem/Rede Globo)

Isso porque apenas agora está sendo citado aquele pacote de apostas horroroso no início do ano. Vinícius foi o único a vingar temporariamente. Graças ao olho grande e a cabeça fraca, se perdeu. Se podemos agradecer por algo em 2015, seria a importância de Xerém na temporada. Gustavo Scarpa, Marcos Jr, Leonardo, Douglas e Ygor Nogueira. Revelações que só reforçam o quanto nossa fábrica de jogadores é qualificada. Gérson também merece o destaque. Vendido a Roma no meio do ano, o garoto teve momentos brilhantes, como momentos apagados. A pressão da torcida em cima do jogador foi fruto da expectativa criada desde o sub-15. Tem bola. Assim como precisa de um pouco mais de foco. Que tenha sucesso, pois o Flu agradece no futuro.

Quatro técnicos, onze contratações inúteis e nenhum título. Não foi positivo. Quem acha isso, perdeu ou nunca soube do que é feito um time grande. Quem disse isso, deveria deixar o comando do futebol. Como não vai, que haja luz em suas escolhas para o Fluminense daqui pra frente. A torcida vai cobrar. Também vai votar no final de 2016. Recado dado.

Saudações tricolores.
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E mais um ano se foi sem nenhum título pro Flu...não podemos nos acostumar com isso, nosso DNA é de vencedores e que 2016 chegue com uma nova mentalidade, a da conquista de títulos. Sobre o jogo de anteontem, no final das contas a disputa ficou somente entre nós torcedores mesmo, de um lado os que arderiam no "mármore do inferno" por torcer contra nosso time e do outro os fidalgos que não admitiam que os jogadores entregassem o jogo, mesmo que isso rebaixasse nosso rival carioca, no fim, para nosso alívio, não houveram vencedores, e sim somente 1 perdedor, o Vice da Gama! Então as atuações e notas ficaram em segundo plano, mas estão aqui para vossas avaliações:

JC:  que goleirinho bom rapaz, fez um ótimo jogo (para os "fidalgos") fico tranquilo em saber que na falta do Cava temos um goleiro com futuro promissor...fez uma defesaça e não teve culpa no gol dos caras, aliás saiu várias vezes muito bem fora da pequena área...nota 9

WS:  graças a Deus chegaram as férias e não vamos ter o dissabor de vê-lo jogar (os do "mármore" gostaram), no ataque, pífio e na defesa, esforçado. Quando foi para a esquerda continuou na mesmice...ele é muito ruim nos 2 lados...nota 4

Artur: o pior do Flu no domingo ("mármores" vibrando) entrou MUITO nervoso, tanto que fez a "gumzice" do jogo em fazer golpe de vista na "não" saída da bola pela lateral...falhou muitas vezes e parece que não assimilou o esquema do EB, como foi estreia, daremos outra chance...nota 2,5

Capitão Nogueira: ainda acho que o EB deveria treiná-lo mais para fazer a dupla com o Marlon, se preocupou tanto com o Artur que deixou algumas brechas, mas o vejo com muito futuro também...nota 5

Léo: coitado, estava lá na dele, tranquilo, sem apoiar e fazendo o básico na defesa até que veio o MARGINAL do CA e fez uma falta desqualificada, merecia até ser expulso (todos os "fidalgos" ansiosos) mas não, o desgraçado do árbitro não quis se comprometer e o deixou em campo, azar do Léo que teve que levar uns pontos na canela, deve ter sido mais do que o Flu fez em todo o 2o. turno...nota 4

Pierre: nosso cão de guarda estava mansinho mansinho, quase não participou do jogo (para alegria dos "mármores") tanto que foi sacado no 2o. tempo para a entrada do Robert, tornando o time mais ofensivo (para alegria dos "fidalgos"). Não conseguiu segurar o ataque do Figueira que entrou como quis na nossa defesa, logo quando da estreia do Artur, em que teria de ser mais protegido...nota 4,5

Edson: jogou nada, meu Deus, o que aconteceu com o Pedreiro? É a pergunta do ano...perdido e sem força no ataque faz dele um sério tripulante da barca (tirando os "fidalgos" do sério)...eu ainda daria mais uma chance, quem sabe na terra do Disney ele volta a ser o que era no início do ano...nota 2

Cícero: a diretoria tem a OBRIGAÇÃO de mantê-lo para 2016, jogou bem, mas melhorou quando voltou para a 2a. volância, se bem que recuava também para buscar a saída de bola mesmo com os outros 2 volantes em campo...toque refinado e passes certeiros que levaram os do "mármore" a loucura...nota 7,5

Scarpa: sumido na maior parte do jogo, era outro que já estava em ritmo de férias, não por vontade própria, mas pelo o que jogou durante todo o ano...as seguidas idas dele para a lateral esquerda fizeram o garoto ter o gás reduzido no fim do BR15. Que em 2016 não tenhamos mais que improvisá-lo por lá...nota 5

MJr: o Resolve foi o ídolo dos "mármores" anteontem, pois fez de tudo para ser expulso, parecia até que ele jogava uma final de Libertadores, tamanha a vontade de reclamar e fazer faltas bestas, mas não foi expulso, foi sim, sacado pelo EB no 2o. tempo. De resto, NADA acrescentou...nota 3,5

Magnata: o que foi esse cara no início do jogo? Corria mais que chuva em ladeira, disposição pra todo lado (para o delírio dos "fidalgos") eu já tinha confidenciado à amigos que ele iria jogar assim mesmo, por causa da vontade de deixar o seu gol antes do fim do BR15, mas não conseguiu...pela disposição...nota 6 

Jonathan: o Aldo do novo século é a esperança de todos nós para acertar a lateral direita em 2016. No jogo ficou na média, não comprometeu, nem se destacou, muito por ainda estar fora de forma. Como chegou no meio do campeonato foi pouco cobrado, mas agora é pra valer...nota 4,5

Robert: como uma esperança, uma joia das divisões de base, consegue se depreciar tanto como esse garoto? Não queria que ele fosse o nosso novo Gérson, que se despede do time das Laranjeiras com mais reclamações do que elogios...que ele coloque sua kabessa no lugar pro novo ano. No jogo deu 1, 2 passes bons e MAIS NADA (os "mármores" gostaram). Uma pena para um jovem que se esperava muito...quem sabe em 2016? Nota 2

Lucas Gomes: kkkkk foi a alegria final dos que estavam torcendo no "mármore", se alguém tinha a esperança dele entrar e ajudar o time a fazer o gol, acabou quando ele entrou em campo. Que volte para onde não deveria ter saído...Biro's vem aí...nota ZERO 

Eduardo Baptista: montou o time para ganhar o jogo, mas tenho certeza que os jogadores ainda não assimilaram seu estilo de jogo, pois vimos que quase nada funcionou, talvez pelo excesso de reservas...que então em 2016 ele consiga colocar na kabessa dos jogadores sua filosofia de trabalho e que tenha todo o sucesso do mundo nessa empreitada, por falta de tempo para treinar não poderá reclamar. Então que ajude a diretoria a escolher os caras certos para as posições certas...nota 6


Kabessadas:

- Achei meio "over" aqueles torcedores tricolores comemorarem o gol do Figueira...que o Fluminense nunca mais deixe sequer passar esse pensamento por nossas kabessas...se estivesse lá em cima brigando por título ou vaga na Liberta, não passaríamos por essa situação...
 
- EI WASQUINHO, ÃO ÃO ÃO SEGUNDA DIVISÃO...E PONTO (FINAL)

- Quero deixar meu agradecimento à GIGANTESCA audiência e parceria de todos vocês, 2015 foi um grande ano para nós do Flulink e esperamos que 2016 seja melhor ainda...Obrigado à toda Torcida Tricolor! Tamo junto e Compartilhado!

Edu Kabessa
@kabessatricolor no twitter

FOTO LANCENET
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Faixa estendida no Orlando Scarpelli pela torcida do Fluminense pedindo a derrota do time (Foto: Hector Werlang/GE)


O último sábado havia sido um dia eminentemente tricolor.

Relembramos os 5 anos do tri, Engenhão lotado, a taça levantada, o término de uma longa travessia pelo deserto dos 26 sem anos sem um título brasileiro. Um Fluminense que se regozijava de suas próprias glórias e méritos.

Havia sido também a inauguração do busto de Oscar Cox, fundador da nossa paixão, carregado pelos seus “descendentes” em périplo pelas ruas de Laranjeiras.  Um dos tantos símbolos da fidalguia tricolor, do jogo limpo, da ética que não se regula pela ética alheia ou pela falta dela, mas por princípios inegociáveis.

Aí veio o domingo.

E começou a se respirar um ar estranho nas redes sociais.

“Entrega”, “Eu escolhei te rebaixar” e uma série de dizeres estranhos ao Fluminense, de um revanchismo desinibido, convidando a todos a beberem da taça da retaliação.

Desnecessário eu me estender aqui relembrando todos os episódios em que fomos alvo dos achincalhes do asqueroso Eurico Miranda e de suas maquinações recentes em conluio com o fétido presidente da FERJ, Rubens Lopes, para prejudicar o Tricolor.

Comum a todos nós a certeza de que se Fluminense e Vasco estivessem em situações invertidas, Eurico mandaria seu time entregar para nos rebaixar.

Mas era nossa oportunidade de afirmarmos perante o mundo que somos diferentes. De que somos incapazes de defender práticas que abominamos, e que costumamos atribuir à natureza dos nossos rivais. Práticas, inclusive, das quais fomos vítimas, em 1996, quando nas rodadas finais Vasco e Flamengo não fizeram nenhum esforço para derrotar um rival direto nosso na luta contra o descenso, o Bahia.

Mas boa parte (espero que a internet não seja indicativo de uma maioria) preferiu cair na vala comum da trapaça e defendeu a entrega. Certamente com a consciência anestesiada pela máxima “isso é apenas futebol”, como se o esporte bretão representasse uma dimensão da vida com moralidade própria e sem maiores consequências práticas.

Ou movidos pela certeza de que, por mais intensas que fossem nossas súplicas para que o time adotasse o corpo mole, elas não seriam atendidas, fazendo com que tudo não passasse de uma divertida galhofa para passar o tempo.

No final das contas, o Vasco nem fez a sua parte. Sequer venceu sua partida e provou do gosto amargo de lhe negarem um pênalti claro. Logo o Vasco, que no estadual do Roubinho tem pênaltis distribuídos às dúzias, até quando não faz questão de ser agraciado com um.

De volta ao Orlando Scarpelli, foi muito estranho ver a torcida tricolor presente vaiar qualquer marcação do árbitro que favorecia o Fluminense ou jogador nosso cumprindo o papel que é remunerado para exercer.

A inversão de valores ganhou cores mais vivas quando saiu o gol do Figueirense e torcedores pulavam e se regozijavam como se fosse gol do Fluminense. Uma torcida tricolor ao avesso de sua própria dignidade, com quem teria dificuldade de dividir a arquibancada.

Eu não sei se alguém já se deu conta, mas demos motivos para nossos rivais pensarem que, no fundo, não somos diferentes deles. A princípio, nos sentimos justificados, porque estamos dando o troco. Mas se os papéis estivessem invertidos em 1996? Faríamos igual? Mandaríamos rebaixar o Flamengo?

Agora tudo parece uma mera questão de cronologia. Fomos sacaneados primeiro e agora tivemos a possibilidade de sacanear de volta. Não há mais mocinhos e bandidos, apenas alternâncias nos papéis de escarnecedores e escarnecidos.

Não vai faltar quem junte essas estranhas imagens aos gatos pingados que fizeram festa na porta do STJD com a decisão de rebaixar a Portuguesa. Decisão inquestionável, fiel à letra do regulamento, mas que jamais deveria ensejar festa e sim consternação. Sobretudo porque tal episódio nos salvou de um rebaixamento obtido em campo.

São exemplos de desserviço voluntário à própria imagem, absolutamente desnecessários.
Logo a torcida do Fluminense, que é capaz de ser a mais bela e poética do mundo quando se incumbe da tarefa de lotar o Maracanã e fazer festa para conduzir seu time à vitória.

E ontem não havia a mínima necessidade de pressionar por uma entrega. O time que começou a partida já era pouco competitivo e as substituições do 2º tempo trataram de expor toda a fragilidade do nosso elenco. Até que fizemos um 1º tempo digno e conseguimos tirar algum proveito do horrendo time catarinense. Mas bastou sair Léo Pelé, machucado, e entrar Jonathan, sair Marcos Jr e entrar Lucas Gomes, e Robert no lugar de Pierre, para que tivéssemos em campo uma perebada incapaz de “machucar” o adversário.

O adversário, por sua vez, nos machucava literalmente, descendo a bota, e contando com a conivência do inclassificável Dewson de Freitas. A imagem que melhor sintetiza o espírito carniceiro do time do Figueirense foi a entrada criminosa de Carlos Alberto, com a sola da chuteira, logo abaixo do joelho de Léo Pelé. Um talento perdido para a marginalidade.

Falemos um pouco agora da nossa realidade local.

São tempos estranhos no futebol carioca.

Vasco rebaixado na série A, Macaé rebaixado na série B e Madureira na série C, todos aliados da federação. Sintomático ver Eurico Miranda e Elias Duba, representantes da malandragem coca-cola, colherem os frutos do próprio arcaísmo.

Mas ano que vem estarão lá, mudando o regulamento do estadual a cada duas semanas, pendurados no saco do Rubinho, imaginando extrair sei lá que vantagens. Cantarão de galo no terreiro de um estadual esvaziado e correrão para não fechar as portas no segundo semestre.

Mas sempre contando com as portas abertas de grande parte do radialismo carioca, tão mofado e destituído de credibilidade quanto a própria FERJ.

E assim segue a valsa do futebol carioca. Uns se iludiram com a volta do respeito, outros se empolgaram precocemente com a volta ao G4 após 4 anos de ausência, tricolores (eu incluído) caíram no conto do ex-craque de renome internacional e botafoguenses comemoram título da série B.

É preciso modernizar a gestão dos clubes, decerto. Mas isso também passa pela modernização das mentes, incluindo torcedores. Caso contrário, se deixarão levar novamente por cantos de sereia e reconduzirão ao poder projetos arcaicos, que só fazem perpetuar ciclos de alegria efêmera e dor.

A imagem de um Eurico Miranda envelhecido, abatido, e, diz-se por aí, portador de uma incontinência urinária que o faz molhar as calças é o próprio emblema da falta de rumos.
Não só do Vasco, mas de um futebol que terminou sem ocupar a 1ª página da série A. Sem dinheiro, estrangulado pelas condições impostas pelo Profut, sem estádio decente durante boa parte do próximo ano.

Estamos todos, tricolores, flamenguistas e botafoguenses, rindo do naufrágio da caravela. Mas ao rirmos, expomos nossas bocas banguelas.

Por Bruno Leonardo


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O texto a seguir foi escrito por Ed Paes, tricolor que solicitou o espaço do nosso site para expressar sua opinião acerca da recente polêmica envolvendo Fluminense e Vasco na última rodada do Brasileirão. O FluLink tem por princípio abrir as portas para a manifestação do torcedor, sempre que solicitado, e ressalta que o conteúdo é de inteira responsabilidade do autor.


O Fluminense é o único clube de futebol do mundo detentor da taça olímpica (Foto: André Luiz Marques Costa de Sá)


Nós tricolores temos no DNA a fidalguia. É a nossa marca, nossa diferença e o símbolo de nossa grandeza.  O verdadeiro torcedor do Fluminense Futebol Clube não pode concordar com aqueles que pregam e praticam a violência. O tricolor verdadeiro não pode e não deve cair na tentação de pregar a entrega de um jogo para ferir seus rivais.

O verdadeiro tricolor não deve aceitar esse tipo de atitude, não deve nem mesmo aceitar esse tipo de pensamento. Não devemos ser como aqueles que se dizem seguidores de Jesus Cristo, mas aceitam e o racismo, a pedofilia e inúmeros crimes em nome da religião.

Pode ser exagero, mas no fundo é a verdade. Certos setores da torcida do Fluminense vem pregando nas redes sociais e anti-sociais a entrega do jogo contra o Figueirense para prejudicar ao Vasco.  Para mim, trata-se de um erro crasso. Ao prejudicar o Vasco o Fluminense se prejudica também. Nossos quatro clubes são grandes porque cultivam a grandeza e são grandes porque jogam e competem entre si. Você só se torna grande quando disputa contra outros grandes, quando ganha, empata, perde para os grandes. O esporte é isso e apenas isso.

Entendo que há um sentimento de generalizado de revolta contra o atual presidente do Vasco, mas eu pergunto quem é o presidente do Vasco. Na história dos grandes clubes, grandes e pequenos presidentes passaram por suas administrações e foram esquecidos. E assim devem ser, porque o que importa são os Clubes. E esse pequeno atual presidente do Vasco não merece que demos a ele a menor importância, ele tem seu lugar garantido na lata de lixo da história.

Esse pequeno atual presidente do Vasco é apenas mais um apóstolo da ira que se beneficia pessoalmente da confusão, da discórdia, do tumulto. Esse pequeno atual presidente do Vasco não se importa que suas atitudes nefastas levem à morte de jovens que acreditam que futebol seja algo além de um esporte.

Esse pequeno atual presidente do Vasco é digno de pena e é apenas um senhor que se aproveita da grandeza do Vasco para perpetrar seus malfeitos contra o contra o futebol. Fosse ele devidamente estudado pela psicanálise, seus medos, seus traumas, suas frustrações comporiam um retrato fiel dos fracos, dos tolos, dos boçais.

Só os tolos acreditam em suas bravatas e não enxergam que ele semeia e se alimenta do ódio, que sobrevive de manobras de bastidores típicas de professores como os Caixas D'água e Rubens Lopes da vida e da vez.  Todos devem lembrar que ele viveu das bravatas contra o Flamengo e que agora faz o mesmo com o Fluminense. O pequeno atual presidente adoraria incendiar as ruas bradando que o seu time caiu por culpa do Fluminense e não por sua truculência e incompetência, mas ele não merece esse troféu, não merece essa desculpa. Chegou à hora do Fluminense lhe dar mais uma lição de grandeza e assim quis o destino e não devemos perder essa oportunidade. Coitado desse pequeno atual presidente do Vasco.

A divisão do futebol Carioca só interessa a esse tipo de Cartola, aos que ocupam as cadeiras da FERJ e aos clubes de São Paulo que cada vez mais conseguem melhores cotas e melhores patrocínios.  A instituição Clube de Regatas Vasco da Gama merece todo o nosso respeito e devemos ir a campo com a missão de vencer o nosso jogo e manter intacta a nossa hora e o nosso nome.


O Fluminense tem que ser o que sempre foi e o que sempre será: um clube que não tem mecenas e nem dono.  Um clube que tem orgulho de possuir a Taça Olímpica.
Não importa se torcedores pouco afeitos à leitura, ao conhecimentos da história e dos bastidores do futebol brasileiro, gritem que somos e fomos beneficiados em algum momento de nossa existência. Pouco importa se o pequeno presidente tente desestabilizar nosso ambiente. Pouco importa tudo isso, porque no fundo o que importa é o Fluminense Football Club e sua grandeza.

E a certeza de que estamos muito acima de pequenas vinganças, contra pequenos presidentes.


Por Ed Paes (vulgo Vidente Cego)

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"Adeus ano velho, Feliz ano novo, que tudo se realize, no ano que vai nascer"...isso é o que desejo a todos os tricolores, porque com muitos jogadores já de férias, foi o que deu pra hoje...um primeiro tempo PATÉTICO e um segundo ESFORÇADO...HO HO HO...e vamos às notas que o Papai Noel está chegando:

  
Cavalieri: sem culpa no gol e vai pedir bicho dobrado ao Marlon, que com sua defesa, o salvou de uma furada gigante no segundo tempo...pela atuação: nota 9 e, pelo uniforme nota 10, me amarro em goleiros que colocam o segundo ou terceiros uniformes, fica MUITO maneiro... 

WS: ê Mulambinho hein, um primeiro tempo BIZARRO DE RUIM, e um segundo tempo bem melhor...como explicar? Melhor não né...sofreu um pênalti ESCANDALOSO que o cegueta do FDP do juiz não deu (ou não quis dar). Pelo primeiro tempo: nota -2 pelo segundo nota 8, na média tivemos nota 3, e lambe os beiços...

Marlon: tô preocupado com o nosso "Black Baresi", apesar da distribuição de chapéus, deixou, novamente, muito a desejar, algumas falhas que me geram uma certa preocupação com relação ao ano que vem, espero estar "skolmente" errado. Tomara que os ares de Orlando e da Disney o façam bem...nota 4

Capitão Nogueira: quem é Gum mesmo? Para uma estreia foi muito bem, e conseguiu assimilar bem o esquema do EB...nota 8

Ayrton: coitado do moleque, acho que aquele beijo tatuado no pescoço foi de alguma namorada que depois o corneou, né possível, jogou mal DEMAIS...esse se queimou com a torcida...se eu fosse o Baptistão, não o colocaria hoje não...nota ZERO

Edson: CADÊ O PEDREIRO QUE ESTAVA AQUI? (o do primeiro turno) SUMIU, DESAPARECEU...devolvam aquele volante que seria o próximo CINCÃO da Seleça, alguém, por favor. Falhou no gol dos caras e no segundo foi mero espectador...Mortinho, Mortinho...tava mais pregado que Jesus na cruz, mas melhorou um filhote de piolho, portanto...nota 1

Cícero: essa vai ser com a ajuda, toda, da amiga Dani Lin: "A braçadeira lhe caiu muito bem! Bem na marcação e na saída de bola do time, ainda cobrou o penalti com imensa categoria. Fica pra sempre, Cícero...nota 8 (nunca critiquei...)" - Nem eu Dani! kkkk Valeu

Scarpa: meu futuro camisa 10 do Flu. O EB achando sua posição e o orientando bem, tem tudo pra ser O CARA do Flu pra 2016, hoje jogou bem, mas não decidiu...nota 6,5

Obrigado Osvaldo: Valeu, Merci, Thanks, Gracias, pela sua expulsão, graças a ela, o time jogou BEEEM melhor no segundo tempo, impressionante...se tinha estreado na semana que vem graças ao gol que fez, já se "desestreou" tudo de novo...e segundo meu amigo Silvio Jr., pena que não vai jogar contra os Figueiras...nota ZERO, não péra, ele ajudou sendo expulso, então, nota 10...

MJr: o Resolve jogou seu feijãozinho com arroz e não foi mal, mas também não foi bem. Melhorou muito no segundo tempo pois com a saída do Osvaldo, jogou mais centralizado no meio, posição em que estava muito bem n o primeiro semestre. De ótimo, o passe certeiro pro pênalti (MUITO cavado por sinal) no Magnata, então...nota 6,5

WP: amigo do camisa preta, joga nada, enganador, fazedor de falta, não amarra a chuteira RESERVA do Fred, tem mais gols que o Guerrêro, nem sabe dar entrevista...tive que dizer coisas aleatórias sobre ele, pois não entrou em campo...nota ZERO ao CUBO

Magnata: cara, eu gosto dele, de verdade, me julguem, por mim fica pra 2016, MUITO melhor que WP's e LG's e Michael's da vida, como disse o amigo Everton Cândido, tem muita disposição, dá opção pro ataque e ainda ajuda com desarmes...quando não é expulso babacamente, ajuda o time, gosto dele...nota 6 

Léo (pra mim, Léo Pelé): deu outra movimentação e marcação ao time no segundo tempo, entendo que está voltando de uma séria contusão, e deve estar pronto no ano que vem, hoje entrou com personalidade...nota 6,5

Lucas Gomes: o cara corre, e só...seria exigir muito dele querer que corresse e jogasse...e tem que ser o PRIMEIRO a entrar na Arca do PS...nota ZERO 

Eduardo Baptista: rezo muito pra que consiga se dar bem no Flu, é um cara competente e se os jogadores ajudarem vai fazer, sim, um bom ano de 2016. Quanto ao jogo, deu mole no Ayrton, garoto novo demais e que não aguentou a pressão, mas entendo que o Léo não aguentaria os 90...deu mole também com o Edson, testou e pelo jeito reprovou, acabou perdendo o esquema no primeiro tempo com a falha dele. O Osvaldinho o ajudou sendo expulso, conseguiu arrumar a meiuca sem ele no segundo tempo e com a entrada do Magno deu movimentação aos ataques e contra-ataques...LG nem comento...agora, cá pra nós, Baptistão, WP não dá...dá uma encostada leve nele e não escala mais esse bosta, seu emprego tá em jogo hein...nota 6,5


Kabessadas:

- Quero mandar aqui um GRANDE abraço pro meu novo ídolo, o Bernardo, sobrinho da querida amiga Elenir Terra, 2 aninhos e já mandou um NENSE P*RRA!!!! kkkk muito bom!!!

- Meu placar para domingo que vem, 2x0 Figueira, e Feliz 2016 para todos, menos pros padeiros patrícios...

- O que salvou o PÍFIO primeiro tempo no Maraca hoje, foi um pedido de casamento na arquibancada...que fase Fluzão...

- Não percam, daqui a pouco, às 13:00hs do domingão, o amigo Bruno Leonardo estará ao vivo no programa Voz da Galera, na Rádio Bradesco Esportes, 91,1 FM, defendendo o Fluzão, NÃO PERCAM!


Edu Kabessa
@kabessatricolor no twitter

FOTO NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
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Jogadores comemoram gol de Gum, que abriu o placar na vitória diante do Avaí (Imagem: Bruno Haddad/Divulgação FFC)

Eduardo Baptista foi a campo com uma escalação a princípio estranha. Wellington Silva novamente improvisado na esquerda. Higor Leite na direita. Pierre e Jean fazendo a dupla de volantes. Cícero centralizado, jogando na linha de 3 meias.

Embora tenha se mostrado não muito funcional ao longo da partida, a escalação tinha sua razão de ser. O Avaí é uma das equipes mais fracas do campeonato (a meu ver só é melhor que o Joinville), mas tem no seu lado direito sua maior virtude. O lateral Nino Paraíba faz o estilo lateral ultra-ofensivo, à semelhança de Apodi, da Chapecoense. Suas subidas ao ataque recebem sempre o apoio do atacante Anderson Lopes.

Seria um tanto temerário escalar o garoto Ayrton, ainda com visíveis dificuldades defensivas, para guarnecer o setor. Giovanni e Léo Pelé estão retornando de suas respectivas lesões. Breno Lopes é abaixo da crítica. Fazia algum sentido optar por Wellington Silva. Das opções possíveis para a lateral esquerda, era a mais consistente, pelo menos defensivamente.

Na lateral direita, Jonathan, opção mais natural, foi poupado em função de dores musculares. Renato, assim como Breno Lopes, não pode ser considerado opção decente (dá-lhe scout!). Sobrava Jean, recém-recuperado de dores musculares em ambas as coxas (dá-lhe preparação física) e avesso à ideia de jogar de lateral. Não seria agora que toparia (no Flu, jogador escolhe onde atua). Sobrou mesmo Higor Leite.

No comando de meio de campo, tínhamos Gerson suspenso e Vinicius sob licença (remunerada) para encaminhar sua saída do Fluminense. Restava escalar Robert, em baixa no elenco, ou adiantar Cícero. Baptista ficou com a última opção.

O Fluminense mudou as peças, mas não a forma de jogar. Estranhamente coube a Pierre e não a Jean a tarefa de iniciar a saída de bola junto aos zagueiros. E esse foi um erro fundamental.

O Fluminense joga espaçado no seu 4-2-3-1: três jogadores (dois zagueiros e um volante) iniciam a saída de bola, enquanto os laterais avançam. O outro volante agrupa com os 3 da saída de bola para dar opção de passe, mas a linha seguinte, dos 3 meias por trás do Fred, não retorna para agrupar, deixando um vão na intermediária. Os laterais dobram a ocupação dos lados com os meias abertos (Scarpa, Marcos Jr.), em vez de darem opção por dentro, isolando o cara da articulação (Cícero).

Se isso já dificulta o trabalho de quem tem que dar a saída de bola, imagina quando o cara da saída de bola é Pierre e não o Cícero, que sabe achar os homens de frente com passe vertical, enquanto Pierre dá voltas, ou faz o trivial, recuando ou abrindo no lateral.

Com esse estilo de jogo engessado, o resultado é que terminamos o primeiro tempo com 67% de posse de bola e 3 míseras finalizações. Sem escape, o gol só poderia sair de bola parada. E saiu, em bela antecipação de Gum, cabeceando no cantinho. Que fique devidamente registradas as boas atuações de Gum nas duas últimas partidas, pondo em prática o que sabe fazer de melhor: ser um eficiente rebatedor de bolas.

O gol obrigou o Avaí, ameaçado de rebaixamento, a sair de trás e buscar o resultado, mas isso só foi ocorrer de maneira mais efetiva no final da primeira etapa. A tendência manteve-se no 2º tempo e o Fluminense foi inexplicavelmente recuando e aceitando a pressão. Com um agravante: demonstrou dificuldade de jogar atrás e encaixar a marcação. Batemos cabeça.

Andamos no fio da navalha durante os 25 primeiros minutos do 2º tempo e parecia que o empate se anunciava. Nos momentos em que fomos pressionados, uma figura se destacou: Wellington Silva. Venceu disputas de bola com Nino Paraíba, interceptou passes que visavam jogadas em suas costas, e até evitou gol cobrindo cruzamento no 2º pau. Defensivamente uma atuação muito consistente. Ofensivamente, ficou limitado por jogar em lado trocado.

Neste momento do jogo, Eduardo Baptista produziu um acerto. Retirou Jean, pôs Osvaldo e reconduziu Cícero, que se encontrava apagado, à função de 2º volante, onde seu futebol realmente aparece. Mudou o desenho para um 4-4-2, tendo em Osvaldo um 2º atacante móvel para jogar pelos 2 lados. Vale registrar também a inversão de lado entre Scarpa e Marcos Júnior, que fez melhorar um pouco o futebol do primeiro, mais desgastado fisicamente e desobrigado de auxiliar WS na função de acompanhar a dupla Nino-Anderson.

O Fluminense retomava assim o domínio do meio de campo e os gols surgiram. Primeiro aos 29’ em uma jogada na qual Wellington Silva foi pressionar Pablo na linha de fundo e o obrigou a rifar a bola. Marcos Jr. aproveita a sobra e cruza na medida para Osvaldo finalmente desencantar. Onze minutos depois, tabelinha entre o indefectível Wellington Paulista e Fred, resultando numa pintura do capitão, antevendo o arqueiro adiantado e tocando por cobertura. Golaço de quem joga de cabeça erguida. 161 gols com a camisa tricolor, a 5 de se tornar terceiro maior artilheiro do clube isolado.

Léo Gamalho ainda descontaria aos 45’, em um pombo sem asa indefensável. O Fluminense já pode dar adeus a um 2015 que não deixará saudades. E que tinha tudo para ser um ano mais feliz se o Fluminense, mesmo sem brilho, fizesse valer sua condição de time superior sobre equipes de menor investimento, como fez contra o Avaí. Não teríamos perdidos tantos pontos bestas.

Para 2016 a prioridade será se livrar de jogadores caros e decadentes, pouco cobiçados pelo mercado. Henrique, Wellington Paulista e Magno Alves encabeçam a lista. Entubamos esses caras e a única chance de empurrar para alguém é topando dividir salários ou envolvendo em algum tipo de troca, na base do 3 nossos por 1 deles com alguma serventia.

Mas não será suficiente. Lembram quando descartei lá em cima Breno Lopes e Renato como opções de escalação viáveis? Juntem a esses caras Victor Oliveira, João Filipe, Lucas Gomes e Antônio Carlos. O zagueiro Arthur é uma incógnita, mas pelo tempo que está nas Laranjeiras e sequer é relacionado, parece não inspirar confiança.

São jogadores que não podem entrar no time sob o risco de comprometer um resultado. Alguns não titulariam nem em times da série B, sem exagero.

Caso a saída de Vinicius se confirme, reposições no meio de campo se fazem urgentes. Gerson também está de saída e Robert parece nunca conquistar a confiança dos treinadores que passam pelas Laranjeiras. Talvez fosse o caso de emprestá-lo para forçá-lo a sair da zona de conforto que o Fluminense lhe proporciona. Scarpa estará sujeito a convocações para amistosos da seleção olímpica. Eduardo, retornando de empréstimo, é um nome a ser observado, mas ainda abaixo do que realmente necessitamos.

Não faço o tipo preconceituoso com Xerém. Entendo apenas que para brigar na parte de cima da tabela um time constituído só de garotos não vingará. Não por incapacidade, mas pelo fato de não terem se desenvolvido totalmente nos aspectos técnico, físico e mental. Nem tampouco vingará se enchendo de jogadores acima dos 30. Os dois extremos, claro, têm seu lugar e bem utilizados podem ser muito úteis. Mas o Fluminense também precisa ser abastecido de bons jogadores na faixa entre 23-28 anos, faixa em que a maioria dos jogadores estão no seu ápice.

Observem os 6 primeiros colocados no campeonato e observem se não existem ao menos de 3 a 4 jogadores nessa faixa-etária, atravessando o melhor momento da carreira.

No ataque, perspectiva de boa concorrência entre Osvaldo e Biro-Biro, com vantagem para o último, que fez grande temporada. Falta um reserva confiável para Fred. O nome de Alecsandro vem sendo especulado e recai no que falei antes: jogador caro e em fase declinante.

Para concluir, mais do que uma montagem equilibrada do elenco para 2016, espero que a gestão de grupo não seja tão desastrosa quanto a deste ano. Olhem para como Tite gerencia o grupo do Corinthians e foi capaz de fazer um time reserva comer a bola e jantar o time do São Paulo numa goleada histórica. É preciso fazer com que todos se sintam úteis e incluídos nos planos do treinador.

Podem começar por Edson, um cara que reabilitado tem tudo para se tornar um dos melhores volantes em atuação no Brasil. É um desperdício desistir dele. Outro ponto importante para não descartar jogador é parar de contratar quem não tem condições de vestir nossa camisa.

Tiro Livre:

- Belíssima festa da torcida em Cariacica. Recebeu o time com carinho e uma nuvem de pó de arroz, disposta a levar o time no colo. O Fluminense precisava desse bálsamo, após tantos tropeços. A torcida capixaba merece aplausos.

- O estádio Kléber de Andrade é um belo equipamento esportivo e pode ser alternativa para alguns jogos da Liga Rio-Sul-Minas, caso o campeonato realmente saia do papel. Boa capacidade, bom estado de conservação e torcida receptiva.

- Grandes chances de um certo clube de São Cristóvão chegar à última rodada precisando de nossos valiosos serviços. Penso que ao Fluminense não cabe nem entregar jogo nem atuar como se estivesse lutando por um prato de comida. Encaremos como um jogo normal e procuremos nos divertir com os acessos súbitos de humildade de quem sempre fez questão de nos espezinhar. Que se fodam.

Por Bruno Leonardo



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Quando Eduardo Baptista assumiu o cargo de treinador do Fluminense, logo me pus a imaginar a figura de uma esfinge guardando a entrada das Laranjeiras, lançando-lhe o famoso desafio: “decifra-me ou te devoro”, à semelhança do personagem mitológico Édipo, quando se defrontou com a monstruosa figura na entrada da cidade de Tebas.

Em contextos e gestões diferentes até nomes de prestígio no mercado como Cuca, Muricy e Abel foram devorados pela esfinge da política tricolor. Todos saíram ressentidos, se sentindo desprestigiados e vítimas de conjunturas políticas que não conseguiram identificar com clareza. A permanência de um treinador no Fluminense envolve a leitura de uma intricada trama que mescla vaidades da cartolagem, controle de egos no vestiário, prêmios e salários atrasados, promessas não cumpridas, elencos desequilibrados, etc.

Eduardo não escolheu um clube qualquer para treinar, escolheu um gigante adoecido. Em levantamento recente feito pelo jornal mexicano “El Economista” envolvendo as dez maiores ligas de futebol do mundo, para saber quais os times que mais mudaram de técnico desde 2002, o Fluminense aparece encabeçando a lista. A prática é mantida pelo atual comando de futebol, que já acumula o quarto treinador em menos de um ano.

Não estivesse o Fluminense subordinado ao projeto pessoal de poder de Mário Bittencourt, este já teria sido demitido, provavelmente da mesma forma covarde e sumária com que já demitiu treinadores por ele mesmo escolhidos.

Poucos gerentes de futebol no Brasil, em condições normais, sobreviveriam a 18 derrotas no campeonato brasileiro, quase um turno inteiro de derrotas. À condição de lanterna do returno, com indigentes 10 pontos. A três trocas infrutíferas de treinador. À contratação desastrosa de Ronaldinho Gaúcho.

Nenhum gerente de futebol que se respeite permite que um jogador como Vinicius, com contrato em vigência, se ausente de um jogo para negociar transferência para outro clube. A anuência, até onde se sabe, não veio acompanhada de um desconto em seu salário. É tudo muito mole e fácil.

O Fluminense  atual, digo com dor no coração, é uma zona. Uma máquina de triturar gente.

Por isso, louvo o esforço de alguns confrades da escrita no sentido de oferecer sugestões de contratação de técnico ou jogador para a próxima temporada. Certamente escolhas criteriosas hão de surtir algum resultado. Mas é questão de tempo para que quaisquer avanços sejam boicotados por um ambiente de trabalho montado para não funcionar.

Esta mediocridade gerencial que assola as Laranjeiras pleiteia continuidade. E só parece boa o suficiente para merecer seu voto por contraste, quando comparada à provável candidatura do jurássico Celso Barros. Não é a possibilidade de ver Celso Barros, o mecenas falido, voltar ao poder que configura uma ameaça.

A maior ameaça que enfrentamos é ficarmos sempre presos a polarizações políticas de segunda categoria. Escolher entre o sujo e o mal lavado, entre o advogado que se mete a gerente de futebol e um executivo que levou sua cooperativa a um estado pré-falimentar, e que na primeira oportunidade vai reconduzir às Laranjeiras um séquito de ressentidos, encabeçados por Renato Gaúcho, Sandrão e Alcides Antunes, isso é que assusta.

O argumento de que o investimento no futebol este ano está mais reduzido e que passamos por um processo de transição já foi testado e não cola mais. Clubes como Ponte Preta, Atlético-PR e Chapecoense, com orçamentos menores e constantes trocas de técnico, fazem campanha melhor. Se considerarmos o returno apenas, todos fazem campanhas melhores.

O futebol brasileiro passa por uma crise técnica e financeira. Mesmo o Corinthians, campeão brasileiro, não é um time recheado de craques. Assim como o nosso adversário de ontem, o Grêmio, é um time que tem a marca do trabalho, da repetição de jogadas, da jogada insistentemente lapidada. Na falta de talento, compensa-se com eficiência.

O Grêmio provavelmente nos venceria mesmo sem o pênalti marcado. É apenas um time bem treinado e isso faz toda a diferença. Ganhou sem sobras do lanterna do returno, o que faz parecer que a diferença para o Flu é ínfima e fica na conta de erros de arbitragem ou do retardo mental do Gerson. Mas de vitória em vitória por diferença mínima está inabalável no 3º lugar e irá para a Libertadores. A diferença abissal não se estabelece no duelo direto em campo, mas na constância e no foco dentro do campeonato. O Grêmio é 90% trabalho e 10% talento. Eis uma fórmula na qual o Fluminense não acredita. No Fluminense não se treina com afinco nem cobrança de faltas. Fomos capazes de passar um campeonato inteiro sem arranjarmos um batedor. Nem Ronaldinho Gaúcho nos tirou dessa condição.

Encerrado o primeiro tempo do jogo, o tricolor genérico do sul acumulava 12 finalizações contra apenas 5 nossas. Os gaúchos alternavam arremates na trave com conclusões tortas sobre o gol, mas reparem: sem nunca diminuir o ritmo de jogo, sem jamais abdicar de pressionar, marcar, confundir a marcação adversária com movimentação. No time dos caras, até os volantes Wallace e Ramiro se projetam à linha de fundo para cruzar. Douglas e Giuliano invertem posições. Luan sai da área e se infiltra entra nossas duas linhas de 4 para armar jogadas, enquanto Everton preenche a grande área. Tudo com pouco brilho técnico, mas muita correria, intensidade, fé de que aquilo vai dar em alguma coisa. Se tivessem um finalizador mais qualificado poderiam ter encerrado o jogo com um placar mais elástico.

Já no Fluminense reinava a pasmaceira. Não se fazia pressão na saída de bola, laterais ficavam presos à defesa e não subiam, Osvaldo sempre tentava mais um drible e desperdiçava a oportunidade de um cruzamento. Passamos todo o 1º tempo sem alternar posições entre Scarpa, Osvaldo e Marcos Júnior, tornando fácil o encaixe defensivo do adversário. Éramos lentos na transição para o ataque e na recomposição defensiva. E na impossibilidade de se contar com Vinicius, Eduardo Baptista centralizou Scarpa, que não se encontrou nesta função. Na volta para o 2º tempo, Baptista tentou consertar, reconduzindo Scarpa à posição onde é mais efetivo: aberto na meia esquerda. Para tanto, Osvaldo foi sacado. Quem ocuparia, portanto, a faixa central?

Gerson.

Sem saber, Baptista assinaria o próprio atestado de óbito do time na partida.

Em 18 minutos de jogo, Gerson desfilou um repertório de atitudes dementes. Aplicou falta dura e sem necessidade para interromper contra-ataque de Luan, no meio de campo. Não satisfeito, resolveu bloquear uma cobrança de escanteio com o braço acintosamente aberto, lance pelo qual poderia ter sido expulso com o segundo amarelo. Para dar um gran finale a seu recital de descompromisso, escolheu novamente Luan como alvo e entrou de sola na canela do atacante gremista, numa falta criminosa que lhe rendeu um cartão vermelho direto.

No vestiário, Gerson receberia do seu treinador um cartão vermelho moral, sendo chamado aos berros de irresponsável.

Justo tratamento a quem retribui o Fluminense com atuações relapsas. Se está próximo de realizar o seu sonho e o de seu pai de jogar na Europa, Gerson deve ao Tricolor das Laranjeiras. Não precisa ser velho e vivido para saber praticar a gratidão. Basta ter caráter. E isso independe de idade.

Depende é de berço. E nesse quesito Gerson está muito mal servido.

Corremos, nas projeções dos matemáticos, chances minúsculas de rebaixamento. Espero poder comemorar uma vitória ante Inter ou Avaí e considerar o ano encerrado.

A Mário e Simone, faço um apelo, sem qualquer cunho político: peçam demissão ao fim do campeonato. Sem demora. Não é só pelos resultados. É pelo desconhecimento do ofício. Ganha o clube e ganha Mário, cuja candidatura ficaria dissociada dos resultados de campo. Sobraria mais tempo para brincarem com um desses fantasy games da moda e simular uma extensão de contrato para o Wellington Paulista. Ou chamar o Drubscky de volta.

Tiro Livre:

- Onde está o presidente Peter? É conveniente botar a dupla dinâmica para levar bordoada enquanto se finge de morto.

- Gum teve ótima atuação, daquelas que só confirmam que toda regra tem suas exceções.

- Peritos constataram que a barragem das Laranjeiras pode romper a qualquer momento pelo excesso de rejeitos que contratamos e não paramos de acumular. Alecsandro pode ser o próximo. Estamos na iminência de uma tragédia ambiental sem precedentes.

Por Bruno Leonardo


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