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Imagem de GloboEsporte.com

O ano de 2015 começou em 10 de dezembro de 2014. A saída da Unimed deixava o torcedor tricolor aflito e receoso quanto o futuro do Fluminense, afinal de contas, foram 15 anos de muito dinheiro injetado e colaboração para o renascimento de nosso amado clube, que amargava desde os anos 80, a falta de um título expressivo. Sem falar na chegada ao fundo do poço, a série C, nos anos 90.

Com a parceira, foram três títulos nacionais e muitas participações em torneios internacionais, com dois vice campeonatos, o que trouxe ao Fluminense a alcunha de melhor carioca neste início de século. Muitos fizeram profecias apocalípticas, vibravam com um utópico fim de algo que nunca vai deixar de existir. Porém, o fato do Fluminense ter superado esse fim de parceria sem muitos danos não significa que o ano foi positivo, como disse o vice de futebol, Mário Bittencourt.

Por mais desprezível e desnecessário que seja o Campeonato Carioca atualmente, a forma como fomos eliminados decepcionou bastante. Queda para uma equipe ridícula de fraca como o Botafogo de 2015, que disputou a Série B, após classificação nos acréscimos diante de um Madureira, futuro rebaixado na Série C. Muitos relatam sobre final de cartas marcadas, mas na semifinal, o Flu só não despachou o adversário na primeira partida por desleixo. Na partida de volta, a mesma coisa. Começou de forma sonolenta e recuperou no decorrer do jogo, mas não fez o suficiente. Acabou eliminado nos pênaltis de forma patética.

Ainda no Carioca, o indício de um péssimo planejamento para 2015 e uma aposta tão ruim quanto a renovação do demitido Cristóvão Borges. Ricardo Drubscky chegou ao Fluminense com data pra sair. Minou sua passagem ao ser sincero e covarde demais. Caiu antes do que todos imaginavam. Era maio, quinto mês do ano e o clube já tinha seu terceiro técnico na temporada. Chegou Enderson Moreira.

Talvez o momento de paz na temporada tenha sido com a chegada do sósia do tiozinho do Posto Ipiranga. Enderson emplacou mais de dez partidas invicto, levando o Flu desacreditado e candidato a queda até a vice-liderança. O futebol dentro de campo não era brilhante, mas a entrega e boa percepção do que o técnico pedia vinha dando certo. A torcida inflamou e cegou. Esqueceu que o elenco era limitado. Para somar com isso, o erro que decretou de vez a falta de competência ao gerir uma equipe de futebol. Bittencourt enxergou na janela de transferências a chance de rechear o elenco e brigar de vez no topo da tabela. Contratou cinco e ganhou um na marra. Ironicamente, Cícero foi quem deu certo. Magno Alves, Antônio Carlos, Osvaldo, Ronaldinho e Wellington Paulista. Este é o momento em que você coloca a mão no rosto e não sabe se ri ou chora.

Ronaldinho e sua passagem apagada simbolizam a temporada do Fluminense. (Créditos da imagem: IG)

Faço aqui a mea-culpa. Achei que todas as contratações agregariam, principalmente o maior da história, na minha visão pessoal. O fato é que o vice-líder com Enderson invicto há mais de dez jogos passou a ser a pior equipe do campeonato. Derrota atrás de derrota e a pior campanha do returno. Boatos e mais boatos (falsos) de racha no elenco com a chegada de R10. A única coisa verdadeira no meio dessa história toda foi a perda de comando do técnico. Chegou ao ponto do atacante e líder do elenco, Fred, comandar o Flu diante do Coritiba fora de casa. Era quem gritava e conduzia o time naquela partida. Não demorou e a bomba estourou no colo do terceiro técnico demitido na temporada.

Nessa época, o Fluminense já estava fadado ao meio da tabela e a temporada indo para o ralo. Apostou em Eduardo Baptista, que deu esperança ao torcedor tricolor na Copa do Brasil. O time morto e sem empolgação eliminou o Grêmio fora de casa e avançou a semifinal. Antes disso, o mico da temporada. Menos de três meses depois de sua chegada, Ronaldinho rescindia com o Flu. Muito marketing e futebol zero, infelizmente. No Brasileirão, ficava claro que a equipe não queria mais nada, outro fato que torna a temporada uma lástima e contribui para o aproveitamento ruim de Eduardo no comando nessa reta final. O destino disso foi a 20ª colocação no returno do Brasileirão. 

A única coisa que restava era a Copa do Brasil. O Flu foi guerreiro. A equipe de Eduardo Baptista na Copa do Brasil sabia encarar de frente seus adversários. Equipe focada, ligada no 220, dedicada ao que o técnico pedia, mesmo limitada. Acabou eliminado pelo Palmeiras nos pênaltis após duas arbitragens desastrosas, tanto no Rio, quanto em São Paulo. 2015 terminou como todos imaginavam: sem nada. Isso não pode ser considerado positivo.

Em meio ao ano ruim, Fred provou o quanto é ídolo e importante para o Flu. (Imagem/Rede Globo)

Isso porque apenas agora está sendo citado aquele pacote de apostas horroroso no início do ano. Vinícius foi o único a vingar temporariamente. Graças ao olho grande e a cabeça fraca, se perdeu. Se podemos agradecer por algo em 2015, seria a importância de Xerém na temporada. Gustavo Scarpa, Marcos Jr, Leonardo, Douglas e Ygor Nogueira. Revelações que só reforçam o quanto nossa fábrica de jogadores é qualificada. Gérson também merece o destaque. Vendido a Roma no meio do ano, o garoto teve momentos brilhantes, como momentos apagados. A pressão da torcida em cima do jogador foi fruto da expectativa criada desde o sub-15. Tem bola. Assim como precisa de um pouco mais de foco. Que tenha sucesso, pois o Flu agradece no futuro.

Quatro técnicos, onze contratações inúteis e nenhum título. Não foi positivo. Quem acha isso, perdeu ou nunca soube do que é feito um time grande. Quem disse isso, deveria deixar o comando do futebol. Como não vai, que haja luz em suas escolhas para o Fluminense daqui pra frente. A torcida vai cobrar. Também vai votar no final de 2016. Recado dado.

Saudações tricolores.
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Fred comemora com lágrimas seu gol contra o Palmeiras pela Copa do Brasil (Foto: Rodrigo Gazzanel/ Agência Estado)

Durante a disputa de pênaltis que decidia o confronto entre Fluminense e Palmeiras por uma vaga na final da Copa do Brasil, o tricolor Flávio Gusmão de Figueiredo Mendes, carioca de 51 anos, sofria um infarto. Um outro tricolor, médico de profissão, prestou os primeiros socorros. A polícia foi chamada a intervir, mas demorou para se aproximar, conferir a  situação e chamar o atendimento. Quando este chegou, outro espetáculo deprimente de despreparo: os bombeiros chegaram sem maca e não sabiam onde encontrá-la. Entre o mal-estar de Flávio e seu traslado em um maca de madeira até o ambulatório, decorreram-se 30 minutos!!!

A vida vale cada vez menos no Brasil. A de um torcedor de futebol, menos ainda.
A de um torcedor de futebol visitante então....esta está na encruzilhada entre o despreparo, o desprezo e o descaso. Flávio não está mais entre nós. Aos familiares, toda a força do mundo para suportar a terrível perda. Só eles têm a dimensão exata desta dor. Que o Pai amantíssimo o receba de braços abertos.

Vamos ao contexto do jogo.

Valeu tudo para que o Palmeiras se classificasse. Valeu o pênalti inventado por Vuaden na partida de ida. Valeu o pênalti inventado por Daronco no Allianz Parque, uma falta cometida fora da área. Valeu negar ao Fluminense a cobrança de um escanteio no final da partida, antes de encerrados os 4 minutos de acréscimo. Valeu passar por cima do regulamento que previa disponibilidade de 10% da carga total de ingressos para os visitantes.

Mas não foi só isso. 

Valeu o indeferimento do nosso recurso junto ao STJD. Vivemos tempos tão nebulosos que a procuradoria do órgão toma a iniciativa de denunciar Fred pelo chute desferido contra uma lixeira, mas faz vista grossa à atitude abusiva da diretoria palmeirense para com os torcedores tricolores. Quem ainda acredita na neutralidade deste sistema precisa de suprimentos diários de alfafa.

Nas redes sociais, a barbárie grassava como jamais vista. Vinicius sofreu ameaça de morte, extensiva à sua família, por um marginal travestido de torcedor do Palmeiras, que à moda típica dos covardes, deletou posteriormente sua ameaça. O cronista Fagner Torres, do Blog Laranjeiras (ESPN FC), também recebeu, via Facebook, ameaças de morte por parte de torcedores (ou bandidos?) palmeirenses. Estes incautos responderão sob a forma da lei, posto que o cronista já tomou as devidas providências legais. 

Fagner é um cara tão brioso e consciente de seus direitos que eu sinto muito mais pena desses detratores babacas do que dele. Mas é revoltante que alguém sofra perseguição tão sórdida pelo simples exercício equilibrado da liberdade de expressão.

Era para ser apenas uma bela e disputada partida de futebol. Mas quando se brada por aí que tal dia ou tal jogo é guerra, há quem leve ao pé da letra. Mesmo na guerra há regras e uma certa ética a ser obedecida. Neste embate entre Fluminense e Palmeiras prevaleceu algo ainda mais torpe que a guerra: o vale-tudo, a completa ausência de limites.

De tudo isso, fica apenas um convite para que não nos sirvamos da taça do ódio ou da retaliação. E que nem caiamos na armadilha da generalização. Há, decerto, muitos palmeirenses de bem. Alguns dos jornalistas mais lúcidos e isentos da imprensa esportiva são alviverdes: Mauro Beting, Paulo Vinicius Coelho e Maurício Noriega.

Doeu muito esta eliminação. Sobre todos nossos erros, uma constatação saltou aos olhos: nós merecemos mais. Nós jogamos mais. E não apenas eu digo isto, mas uma pá de jornalistas não-tricolores. Dos 4 tempos disputados, o Fluminense foi superior em 3. Mesmo no 1º tempo disputado no Allianz, o único disputado com superioridade pelo Palmeiras, dez minutos de apagão foram suficientes para selar o nosso destino. O restante da etapa inicial registrou muita disputa, pouco brilho técnico e equilíbrio entre as duas equipes.

Na etapa final, sobramos. Admito que cornetei Baptista por suas mexidas. Deslocar Scarpa, que sempre acusa cansaço no 2º tempo, para a sacrificante posição de lateral, me preocupou. E achei a mexida ainda mais preocupante quando me dei conta que ela visava encaixar Osvaldo pelo setor esquerdo de ataque. Entrar com o costumeiramente desinteressado Gerson no lugar de Marcos Júnior, também havia me parecido bola fora. Posteriormente, Vinicius, em jornada apagada, daria lugar a mais um atacante: Magno Alves. No entanto, as substituições, para minha surpresa e aprendizado, surtiram efeito. O Fluminense botou a bola no chão, alugou o meio de campo, encaixou a marcação e viu o Palmeiras ficar acuado, saindo à base de chutões.

Destaque especial para Gerson: como jogou! Marcou, roubou bolas, arrancou, tabelou, assistiu Fred.

O Palmeiras por sua vez caía pelas tabelas. Robinho, e depois Gabriel Jesus, ambos com câimbras, foram substituídos. O time que havia se poupado no fim de semana estava incrivelmente mais desgastado que o nosso. E só saía à base de chutões ou lançamentos longos. Aos 40 minutos do 2º tempo, o alviverde paulista acumulava 52 bolas longas, entre rifadas de bola e lançamentos, sendo 37 delas erradas. Uma pobreza de repertório.

Até que nosso gol saiu. E premiou a perseverança de Fred. Há uma patrulha para que se elogie Fred com comedimento. Há quem faça questão de lembrar do seu vultoso salário para tirar o peso de sua importância e entrega.

A estes, com todo o respeito, peço para que se danem, e recebem latas de cerveja imaginárias na sua arrogância.

Futebol não é um cálculo frio de custo e benefício. Jogadores não estão aí para serem avaliados como produtos expostos em uma prateleira.

Pela condição física precária que exibia, sentindo o joelho a cada impulsão para cabecear, arrastando-se em campo, Fred justificaria sua substituição no intervalo se fosse um jogador normal. Repito: se fosse um jogador normal.

O gol foi a recompensa pelo treino solitário de domingo. De um cara que calça chuteira preta e não exibe cortezinhos de cabelo escrotos. De um cara que vê o futebol como sua vida e não mero meio de vida. Que curte ser ídolo, e mais do que isso, escolheu ser ídolo do Fluminense.

Eu não leio mentes, mas arrisco dizer que quando Fred chorou na comemoração do seu gol, havia ali mais do que o choro de uma superação. Era o choro de um tricolor. De quem tem a noção que para o Fluminense tudo é mais difícil e sofrido.

Mais do que isso: o choro de quem possui a exata noção de que pelo Fluminense nenhum sacrifício é em vão.

Nossas lágrimas ontem não foram em vão.

Havia previsto em meu texto anterior que qualquer que fosse o desfecho deste confronto morreríamos de orgulho do Fluminense. Mas cabe aqui uma correção: vivemos de orgulho pelo Fluminense.

O ano, no entanto, não terminou. Precisamos ainda de duas vitórias no Brasileirão para não ficarmos reféns de contas. Precisamos ter força mental para virar a página e abraçar a equipe nesta reta final de temporada.

2015 terminará sem títulos. E exigirá uma reflexão de todos nós, sobre os muitos erros cometidos, os acertos que precisam ser mantidos, e os desafios de um 2016 em que não contaremos com Maracanã e Engenhão por vários meses.  2016 também será ano de eleição. Que em nome do poder não se pratique uma luta fratricida e lesiva à nossa instituição.

Já temos inimigos externos demais. Por amor ao Fluminense, tenhamos toda a serenidade e senso de justiça possível. O Fluminense é eterno, mas sofre quando no front interno é tratado com desamor e mesquinhez. Seja você da situação, da oposição, ou um tricolor sem engajamento político, trate o Fluminense com carinho.

Afinal, pela nossa paixão, estamos todos no mesmo barco. Quando saiu o gol do Fred, todos vibramos com a mesma explosão de sentimentos. Éramos todos incrivelmente iguais. Iguaizinhos.

Viva o Fluminense!

Tiro Livre:

- Gum é merecedor de nossa gratidão e carinho pelos títulos brasileiros de 2010 e 2012. Pelo caráter e profissionalismo. Mas que essa gratidão não seja confundida com escalação garantida. Sua péssima fase é prolongada e tem atrapalhado o time. Para que não corramos mais o risco de perder competitividade com sua presença em campo, faz-se urgente negociá-lo.

- Marlon fez sua pior partida com a camisa do Fluminense ontem. Sem tempo de bola, bobeada no rebote do pênalti desperdiçado por Zé Roberto, etc. Mas tem muita margem para evoluir, desde que não perca a humildade.

- Só eu achei muito estranho o Eduardo Baptista não ter colocado o time para treinar pênaltis na véspera do jogo? Está o mundo inteiro errado em manter esta prática e nosso treinador certo? E por que cargas d'água escalar Gum entre os 5 primeiros batedores de pênalti??

- O gol perdido por Fred nos acréscimos ficará rodando em nossas cabeças por dias e dias a fio. Na cabeça do Fred ficará rodando mais tempo ainda. Mas com certeza, em uma realidade paralela, essa bola entrou. E nós a habitamos.

Por Bruno Leonardo


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Por que? Por que os tricolores tem que sofrer tanto? Por que não conseguimos seguir em frente com tranquilidade? Por que tudo tem que ser assim? Sem respostas, só sentimentos, é o que todos nós tricolores sentimos, mas um alento, ver o que fizeram alguns jogadores do Flu, principalmente o Fred, é caso de orgulho, orgulho de ter presenciado o que esse cara fez no jogo de ontem, presenciado mais um jogo histórico do Flu, pena que terminou do jeito que terminou...jogar do jeito que jogou é um EXEMPLO a muitos garotos, e que definitivamente escreveu seu nome na história, do Fluminense e do futebol brasileiro...mesmo contra tudo e contra todos, seguem as notas e atuações:


Cavalieri: pegou um pênalti nos 90 minutos e foi atento e firme durante todo o jogo, únicas falhas dele foram em duas bolas que passaram na sua frente e dentro da pequena área que dariam pra ele cortar, a do 1o.gol e no lance que o Porco pediu penal no Barrios. Nas cobranças de pênaltis, tentou adivinhar os cantos e não deu sorte...nota 9

Mulambo Peladeiro: espero sinceramente que não renovem o contrato do WS, que cara ruim, só está jogando porque não temos nenhum outro no banco...errou TUDO, eu disse TUDO, cruzamentos, passes, domínios, marcação, TUDO. No lance do "pênalti", estava fazendo a cobertura da falha da zaga e faz a falta, CLARAMENTE fora da área. Mesmo assim não tem a mínima condição de jogar pelo Fluminense...nota ZERO

Gum: temos que agradecer pelos títulos brasileiros e liberá-lo para descansar...se é tão tricolor assim, que o clube dê a ele um cargo da Comissão Técnica sei lá, mas não tem mais condições de ser jogador de futebol, lento, faltoso, displicente, sem reflexos, ou seja, um ex-jogador em atividade. Falhou no 1o. gol em que sequer estica a perna pra cortar o cruzamento e que toma a bola nas costas no lance do 2o. gol deles. Quanto ao pênalti no fim nem deveria estar ali batendo, teríamos que entender antes se ele se prontificou a bater ou se os outros é que amarelaram, ele ter perdido esse penal foi pra "fechar sua conta". Podíamos aproveitar essa reta final do BR15 para deixar ele no banco e tentar o Artur ou até o Nogueira. No mais, chega de "Gumzices", obrigado por tudo e adeus...nota ZERO

Marlon: alguém do clube tem que dar uma chamada forte nele, há vários jogos ele vem jogando com excesso de confiança, achando que é o todo-poderoso do time, e não é bem assim, jogar elegante é uma coisa, fazer o correto é outra...é o nosso melhor zagueiro? É, disparado, mas isso não lhe dá o direito de jogar displicentemente como vem jogando, deixando as bolas passarem por ele, ou achando que toda bola ele pode sair jogando com "tranquilidade", não é assim, de vez em quando tem que ser zagueiro-zagueiro, como no lance do 2o. gol dos caras, era óbvio que tinha que dar um BICO na bola e tirá-la do perigo, a bola estava dentro do gol praticamente, é inacreditável que não tenha isolado aquela bola, não achei firula dele, mas autoconfiança demais. Ontem ficou claro que seu problema é de cabeça, de conversa, pois jogador ele é, só precisa de mais orientação. Com isso, sua nota ficou muito prejudicada, pois foi um lance capital no jogo...nota ZERO

Breno Lopes: ele não tem culpa de ser tão fraco, a bola "engana" ele em vários momentos, é muito fraco, muito, principalmente na marcação...ainda acertou uns cruzamentos, mas é muito pouco para jogar num gigante como o Flu. O time até melhorou com sua saída...tem que ser mais um passageiro da barca...nota ZERO

Jean: desde sua entrada no lugar do Pierre eu o questionava, e tinha razão, ele não consegue jogar de 1o. volante, não mais, fica perdido na marcação e no jogo não conseguiu proteger a zaga, ontem nem conseguiu ajudar o WS na compactação...e no ataque? Inútil...tinha hora que eu o procurava no campo e não o achava, parecia que nem tinha entrado em campo...a única coisa de bom foi a conversão do pênalti, muito pouco para um jogador que dizem ser um dos líderes do time...se é por falta de adeus, vá com Deus, o Abel o espera...nota ZERO

Cícero: mais uma ótima partida dele, dominou o meio de campo, lançou, marcou, passou, chutou, cabeceou, fez de tudo pra dar a vitória pro Flu mas não conseguiu, é um que pode se orgulhar em ter se doado ao máximo. Numa cabeçada no 2o. tempo quase marcou, apesar que nesse lance parece ter sido empurrado, mas o desgraçado do juiz nunca daria penal num lance desse. Pelo empenho e dedicação...nota DEZ

Scarpa: outro que jogou demais, seja no meio, seja na lateral, é um que temos a certeza que vai se doar, que vai ajudar, e ajudou, vários passes certos e lançamentos perfeitos. Pena que não conseguiu converter o penal, mas foi mais méritos do goleiro do que dele, que bateu certo...nota DEZ

Vinícius: mais um que não jogou nada, parecia com medo de se expor, só toques pra trás, nada pra frente, parecia que não queria se comprometer...pífio na marcação e displicente no ataque, vide o gol que perdeu ainda no 1o. tempo, deveria ter sido substituído no intervalo. Começo a questionar sua permanência pra 2016, pois parece que não está muito a fim...por ontem...nota ZERO

MJr: infelizmente a contusão não o deixou muito a vontade, nitidamente não conseguia chegar nos lançamentos pra ele, jogou no sacrifício e não conseguiu ajudar muito o Flu, pelo menos se entregou ao máximo tentando ajudar na marcação já que não conseguiu chegar no ataque bem. Saiu no intervalo...nota 4,5

Fred: o que falar desse cara? Não tem o que falar dele, o que fez ontem é pra ficar registrado na história e na memória de todos os tricolores...sua entrega, dedicação e raça, o fazem um dos maiores ídolos do Fluminense Football Club, senão o MAIOR. Ontem foi caçado em campo, foi gravata, soco na cara, empurrão, pancada, levou de tudo, mas nada coibido pelo apitador filho da mãe...por tudo isso ele acaba entrando no hall dos que jogaram se sacrificando pelo Fluminense, assim como o Castilho que amputou o dedo para continuar jogando pelo clube e mais recentemente o Cavalieri, que jogou com pontos na MÃO devido a uma contusão grave, um corte profundo na mão...enfim, o que dizer de um cara que consegue jogar e fazer gol apenas com uma perna? Não tem palavras, só admiração e reverência...seu choro foi o nosso choro, o choro de todos os tricolores, uns choraram de raiva, outros de tristeza pela derrota, mas um choro de que tudo que fez, valeu a pena, valeu a pena se esforçar para jogar com a camisa do Fluminense...enfim, o Fred é FODA...nota ÍDOLO ETERNO

Magnata: sempre entra com disposição, correndo, mas meio que sem rumo, não consegue formar jogadas, aliás, por pouco não tirou o gol do Fred...nota 1 

Osvaldo: o mesmo de sempre, NADA, não acredito que vamos ter que aturar esse cara por mais 3 ANOS, 3 ANOS!!!...nota ZERO (pra ele e pra quem fez esse contrato)

Gérson: entrou e mudou o ataque do Flu, não digo nem na marcação, pois não marca ninguém, mas foi importante pra mudar a configuração do ataque, o jeito que chegávamos na frente, tanto que fez uma linda assistência pro Capita e quase que mata o jogo com um chute de fora da área, coisa difícil de acontecer com o Vinicius em campo. Se jogasse com essa vontade, não tinha sido sacado do time titular. Por incrível que pareça, do jeito que o Vinicius está jogando, vamos precisar muito dele pro restante do Brasileirão...nota 8

Eduardo Baptista: entrou com o que tinha de melhor, e não poderia ser diferente, era o jogo do ano para o Flu, e não teve culpa nas falhas individuais, não foi um problema no esquema e sim de alguns jogadores. Quanto às substituições, deveria ter tirado o Vinícius no intervalo, era nítido que sentiu o ritmo no 1o. tempo, demorou muito para sacá-lo, tanto que depois de sair, o time melhorou muito no ataque, ficou mais agudo...o Gérson deveria ter entrado no lugar do Vinícius, mas ok, sacou o Breno e colocou o Scarpa de lateral e não decepcionou. Errou no Osvaldo, em TODOS os jogos tem entrado perdido, poderia ter testado o LG em vez dele, e quanto ao Magno, foi uma tentativa, que também não surtiu efeito. O problema é que não temos banco, não tem como o EB mudar o jogo com esses jogadores...enfim, espero que no Brasileirão, faça o time jogar mais e conseguir vitórias fora de casa, coisa que ainda não conseguiu...nota 6


Kabessadas:

- Daronco: conseguiu o que queria, amarrou o Flu no segundo tempo de um jeito que não deixou nós crescermos, era falta toda hora pros caras...no 1o tempo deu 4 minutos e no 2o, que parou MUITO mais, deu só 3, e ainda me acaba o jogo num escanteio pro Flu...SAFADO, SEM VERGONHA. Outro penal dado pro Porco com a ajuda dele, nitidamente a falta foi fora da área, nessas horas que a ajuda externa só vale contra o Flu, a favor, NUNCA...Desgraçado, Corno etc...NOTA ZERO

- Torcida Tricolor: a sofrida torcida tricolor não merece o que fazem com ela, todos sabem como somos sacaneados, mesmo assim, os tricolores do SP mostraram à porcada o que é torcer, o que é cantar, calamos mais uma vez a paulistada, parabéns aos tricolores que foram ontem e que cantaram o tempo todo...nota DEZ

- Agora é foco TOTAL no BR15, do jeito que os times acima estão, se o Flu quiser ainda pode brigar pelo G4, ainda mais que podemos ter G5, e a arrancada começa no domingo contra os padeiros...


Edu Kabessa
@kabessatricolor no twitter
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Torcida do Fluminense deu um espetáculo de festa e incentivo na arquibancada do Maracanã (Foto: Bruno Leonardo)

Eu costumava participar de um fórum de tricolores muito animado, hoje extinto, chamado Mural Tricolor, numa época em que fóruns de discussão cumpriam um papel importante de interação entre torcedores, que acabou sendo absorvido pelas redes sociais.

E no Mural havia um integrante muito participativo, codinome Preguinho, que gostava de asseverar: “eu não gosto de futebol, eu gosto é do Fluminense”.

Nesses tempos estranhos em que se pratica no Brasil um esporte parecido com futebol e o presidente da CBF é um foragido da justiça suíça, a máxima do querido Preguinho fake é mais atual do que nunca.

Não é mais possível ser um amante do futebol brasileiro, simplesmente porque o que conhecíamos por futebol brasileiro foi trocado por uma mistura de jogo feio com canalhice. E nessa mistura o Fluminense tem dançado muito mais do que tem sido ajudado.

O lance capital da partida de ontem foi uma pantomima. Após converter o pênalti por ele mesmo cavado, em um lance no qual se atirou na área, esticando a perna esquerda para trançá-la com a perna de Gum e fazer parecer que foi derrubado, Zé Roberto ergueu a mãos aos céus e agradeceu a Deus, como se Deus tivesse parte nesse engodo de quinta categoria.

Ontem à noite e ao longo do dia de hoje a discussão vai ficar centrada no pênalti pateticamente cavado. O problema é que, se concentrarmos a análise no pênalti, e não no padrão de arbitragem praticado pelo Sr. Leandro Vuaden, o pronunciamento do presidente Peter (exemplar, por sinal) ficará parecendo mero piti.

Um olhar mais atento há de verificar que o Palmeiras praticou o dobro de faltas, mas quem ficou com mais do que o dobro de cartões amarelos (5 a 2) foi o Fluminense. Que faltas foram marcadas a favor do Fluminense em lances nos quais a lei da vantagem poderia ser aplicada, interrompendo contra-ataques. Faltas e laterais foram invertidos. Faltinhas eram marcadas a todo momento para picotar o jogo. Fora a trapalhada de confundir Breno Lopes com Wellington Silva na hora de aplicar cartão amarelo.

Todos esses detalhes serão encobertos por dois discursos preguiçosos que estão em voga e servem para desviar o foco: 1) o revoltado de hoje foi o beneficiado de ontem, e quando beneficiado, calou-se. 2) A arbitragem é calamitosa e erra muito, mas erra para todos os lados. O 1º discurso joga a culpa sobre a vítima do apito, como se tudo não passasse de indignação seletiva e não houvesse urgência em melhor o nível da arbitragem. O 2º discurso se esquece que, se a arbitragem erra contra todos os clubes, erra mais contra uns do que contra outros, e em favor de alguns poucos, ainda conserta o erro com a interferência de um observador externo.

Ou seja, não há isonomia no erro. Nem esse suposto equilíbrio na distribuição dos erros. O Fluminense que o diga.

Arbitragem à parte, a noite de ontem serviu para deixar o coração desse blogueiro em paz.

Primeiro com a torcida, que compareceu, cantou e apoiou o tempo inteiro, provando ao GEPE que os temores relativos às bandeiras e ao pó de arroz eram completamente infundados. Fizemos uma festa que transcendeu o futebol. Eu vi um gesto que estava caindo em desuso no Maracanã: estranhos se abraçando espontaneamente nas comemorações de gol. A alegria que pulsava das arquibancadas transcendia o amor pelo Fluminense. Eu vi pessoas emanando generosidade pelo próximo e um amor à vida a cada sorriso, a cada abraço, como se por alguns breves minutos fôssemos capazes de ser uma humanidade muito melhor.

Aqui abro um parêntese: vou me abster de empreender um discurso contra os que não foram. Que cada um faça, como cidadão tricolor, seu exame de consciência. Mas quando se concentra a culpa sobre o torcedor, o clube se exime do trabalho de aperfeiçoar as estratégias para atraí-lo. A experiência comprova que chamar o torcedor aos brios rende discursos muito bonitos, mas pouco eficazes no sentido de elevar a média de público.

Meu coração também ficou em paz com o time. Ainda que esta paz seja temporária e sujeita a mudança de humor nos tropeços do campeonato brasileiro. Como é bom ver o Fluminense fazer dois gols de jogada ensaiada. Como é gratificante ver Marcos Júnior e Scarpa balançarem as redes e ouvir o “Uh, vem que tem” sair a plenos pulmões das arquibancadas, mudando o paradigma de uma torcida que até pouco tempo atrás só colocava fé nos medalhões da Unimed e enxergava Xerém como quebra-galho. Mais do que tudo, fico contente de ver que à garra e disposição para buscar a vitória, foram adicionados progressos táticos.

Foi auspicioso ver que a temida bola aérea do Palmeiras foi neutralizada pelos treinamentos específicos de Eduardo Baptista. Ainda precisamos resolver a saída de bola quando ela fica a cargo de Gum e os adversários correm pra cima dele pra forçar uma rifada ou passe errado, comprometendo nossa transição. Voltamos para o 2º tempo adotando o costumeiro expediente de recuar, marcar muito atrás e partir em contra-ataques.

Dessa vez, porém, encontramos desafogos que antes não encontrávamos. Scarpa, em noite inspirada, e Vinicius, ainda se ressentindo de melhor condição física, verticalizaram passes e encontraram, respectivamente, Magno Alves e Marcos Júnior em condições excelentes para finalização. No primeiro lance, equívoco grave do Magnata, que deveria chutar a gol em vez de assistir o Resolve, à frente da linha da bola. No outro lance, erro de Marcos Júnior em dominar e chutar rasteiro, quando o lance pedia um toquinho por elevação. Gerson, constante alvo de minhas críticas, entrou muito bem no jogo, e participou de uma das chances de gol criadas pelo Flu ao acionar Magno Alves na direita, após conclusão que tinha endereço certo e foi desviada.

Uma análise tática mais cuidadosa eu ficarei devendo porque fui traído pela grade de programação da NET. Programei o aparelho para gravar um VT que passaria às cinco da madrugada e quando acordo, descubro que em vez da reprise do jogo o Sportv transmitiu um documentário sobre Pelé. No estádio não reúno frieza para fazer análises táticas. Como qualquer torcedor, me concentro em emanar vibrações para que a bola entre na rede do adversário.

Concluo este texto já com a notícia de que Fred não teve lesão grave e joga a partida de volta. A notícia robusteceu meu otimismo quanto a nossas chances de classificação. Não há ninguém no adversário que se assemelhe a Fred no que tange a sua liderança dentro de campo e sua inteligência para ler o jogo. O capitão participou ativamente dos 2 gols, com uma cabeçada e um corta-luz, e foi destaque da partida.

Sua saída, no intervalo de jogo, deixou evidente uma coisa: com Fred, o Fluminense é mais soberano dentro de campo. Não importam quais sejam seus defeitos como jogador. O Fluminense não se resume a Fred, mas dele se utiliza para traduzir sua grandeza. Também de Fred se utiliza para expiar suas dores. É a Fred que escolhem perseguir quando querem alvejar o Fluminense. Não pode haver maior prova de identificação entre um clube e um jogador, para o bem e para o mal.

Felizmente, muito mais para o bem. Seja qual for o desfecho do jogo da próxima quarta, uma certeza me domina: morreremos de orgulho do Fluminense. O Fluminense é foda.

Tiro Livre:

- Presidente Peter, por um dever de justiça, é preciso que se reconheça que sua entrevista após o jogo representou a postura que sempre esperei de um presidente do Fluminense. Que as hienas da mídia classifiquem como chilique, faniquito, o que for. Diariamente somos convidados a acreditar que o torcedor enxerga chifre em cabeça de burro e pêlo em ovo. Mas nós sabemos que no país das papeletas amarelas, do Ivens Mendes e do Edílson Pereira de Carvalho, principiantes e bons moços acabam sempre chupando dedo.

 - Concluo este texto fazendo uma referência ao Vinicius Toledo, do Explosão Tricolor. O que me marcou foi que seu sorriso, quando lhe procurei para dar um abraço, foi totalmente espontâneo. A sua satisfação com aquele fato inesperado também era a minha. Naquele momento, algumas feridas se fecharam. Diferenças à parte na forma de conceber o Fluminense, nossa felicidade quando o Tricolor das Laranjeiras alcança as glórias é exatamente a mesma. No final das contas, é somente isso que importa.

Por Bruno Leonardo


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2x1 é melhor que 0x0? Essa é a pergunta, só que a resposta só será "respondida" depois dos exames do Fred, vamos pedir ao São João Paulo II, no seu dia, que abençoe nosso Capitão e o livre de um mal maior. Quanto à arbitragem SAFADA falarei lá embaixo no Kabessadas. E o jogo vinha muito bem pro Flu até a saída do Fred, o time é outro sem ele, chegou num ponto que parecíamos que estávamos com um a menos, impressionante...ontem a noite foi uma guerra e na próxima quarta, pra nós tricolores, será um nova, maior ainda...vamos às notas:


Cavalieri: muito bem, muito atento às jogadas lançadas na nossa área, fez 2 saídas do gol providenciais...a verdade é que não teve muito trabalho, principalmente no primeiro tempo...se tivesse pego o penal, teríamos que fazer uma estátua pra ele no Laranjal...nota 9

WS: era um que sabíamos que não jogaria os 90 minutos, mas no tempo que jogou deu o seu máximo, e foi bem..teve suas falhas como sair jogando pelo meio e perder a bola, mas poucas. Depois que saiu, não tivemos a mesma marcação por ali...não apoiou como gostaríamos, mas na defesa foi um monstro...nota 8,5

Gum: tirando seus lançamentos pros gandulas e seu pânico quando a bola chega aos seus pés, fez uma partida sólida. O coração dele está ótimo, pois se fosse qualquer outro já teria tido um ataque cardíaco quando tocam a bola pra ele...mas tem torcedor tendo esses ataques quando a bola chega nele...foi muito bem na marcação e nas coberturas, esse esquema do EB ajuda muito o zagueiro Guerreiro pois não precisa sair nos laterais adversários. Quanto ao penal, todos sabemos que não foi, mas o Gum parece que chama confusão, é sempre com ele...Mostrou oportunismo no nosso segundo gol com seu leve toque desviando o chute do Chutavinho...gostei dele ter feito o gol, dá mais moral...boa partida dele...nota 9

Marlon: muito nervoso, muitas faltas bobas e perigosas, poderia ter sido expulso quando foi reclamar com o bandeira no impedimento do Resolve...esperava mais dele, mas não comprometeu. Temos que dar um desconto porque ele está jogando direto vários jogos seguidos, Guerreiro também...nota 7

Breno Lopes: todos os olhos voltados pra ele, e até que foi bem, no início bem nervoso errando alguns lances e tomando bolas nas costas, mas depois dos gols do Flu se soltou e no segundo tempo foi muito bem, deu até caneta e conseguiu segurar o Rafael Marques que foi colocado lá em cima dele de propósito...Espero que cresça mais, o time precisa muito dele...nota 7

Jean: engraçado que escutei várias opiniões diferente sobre ele e foi um dos mais fracos ontem, junto com o Vinicius...não conseguiu dar muita segurança pra defesa, mas até que apoiou um pouco mais que em outros jogos, bons lançamentos e chutes a gol. Ele seria o responsável da ajuda ao Gum na hora de fazer a ligação defesa a ataque, e só fez isso uma vez ontem, resultado, o zagueiro abusou nos chutões pro nada...nota 6,5

ÔÔÔÔÔ Cícerô: o melhor do Flu ontem, cada vez mais melhorando, caiu como uma luva como segundo volante nesse time, apoiou bem e conseguiu dominar o meio de campo. Fez o que o Jean não conseguiu em ir pegar a bola dos zagueiros e sair jogando. Eu o pouparia no jogo de sábado, pois precisamos dele inteiro na próxima quarta...nota DEZ

Scarpa: como o moleque jogou, a verdade é que fez o segundo gol (se ninguém tocasse na bola, ela entraria) numa antecipação genial...ajudou muito em fechar o meio de campo e ainda apoiou muito bem, chegou bastante na frente. Outro ponto importante que mudou seu posicionamento, não jogou isolado na ponta...ele é outro que ainda vai dar muitas alegrias ao Flu, tenho certeza disso...nota 9,5

Vinícius: seu problema é o físico, visivelmente está mal fisicamente, mas tem MUITA habilidade, coloca a bola onde quer, e a prova disso é que deu ótimos passes que poderiam ter sido assistências, inclusive nos 2 gols, que saíram de seus pés...qualquer bola parada é com ele, coloca onde quer, parece que com a mão, mas não conseguiu jogar assim com a bola rolando durante todo o jogo, perdeu muitas bolas no meio...nota 8

NeyMarcos Jr: apelido pegou, como está jogando o moleque de Xerém, até sair sentindo dores, coisa que vem se repetindo em todos os jogos. Foi um dos melhores do Flu também, jogou demais, chegando na frente e ajudando o WS e depois o Higor. Só não foi perfeito por não ter percebido que estava adiantado no lance do seu impedimento no passe do Magno. Tirando isso, foi perfeito. É outro que TEM que ser poupado no sábado...nota 9,5

Fred: como nosso Capitão joga e por um desastre, saiu machucado num lance de pura falta de sorte...não tem como jogar sem ele, depois que saiu, o time era outro, o time o procurava em campo, e não achavam, chegou uma hora que parecia que o time jogava com 10, de tanta falta que ele faz, espero que se recupere para a próxima guerra. Participou nos 2 gols e com participação mais que importante...e concordo com o que disse o amigo Gustavo Couto, o Marlon e Cícero fizeram um bloqueio de basquete, em mais uma jogada ensaiada pelo EB, e nessa saiu um "tiro" pro gol como se batesse um pênalti com a cabeça...por tudo isso, mesmo só jogando meio tempo...nota DEZ

Magnata: até que entrou bem, deu muita mobilidade ao time e chutes perigosos pro gol, mas foi fatal seu erro em ter passado a bola pro Resolve, impedido, em vez de chutar e fazer o gol...nota 7 

Higor Leite: entrou bem nervoso e conseguiu segurar o ímpeto deles até o fim, mas não tem condições de jogar mais na lateral...mesmo assim é melhor que o Renato...nota 5 

Gérson: bom jogo do meia-atacante...quando joga bem, temos que ressaltar! Gostei da disposição que outrora inexistia, cobriu até o Higor num ataque perigoso deles. Só não conseguiu chegar muito na frente...mas volto a dizer, mostrou uma outra postura no jogo...será que os esporros do Fred estão fazendo efeito? Espero que sim...pode ser ele o nome do jogo no sábado, então que jogue como titular e arrebente...nota 7 

Eduardo Baptista: nosso comandante conseguiu se impor sobre o outro técnico, se não fosse o roubo do árbitro, seria um jogo perfeito...conseguiu dominar o meio de campo e consegui também que os meias não ficassem tão distantes, isso se chama treinamento...conseguiu até que WS e Breno Lopes joguem bem, isso é CONSIDERÁVEL...rss. Jogadas ensaiadas que não víamos há séculos, agora aparecem, ótimo sinal! Quanto às substituições, nenhuma na ordem tática, só por ordens físicas. Espero que o Fred consiga voltar na próxima guerra, senão o EB terá uma dor de kabessa maior que a dor do atacante no seu joelho. Com tudo isso, nosso treinador está de parabéns...nota DEZ


Kabessadas:

- Vuaden: SAFADO, SEM VERGONHA, COMPRADO, isso é o que ele é, foi uma falha que pode ser decisiva para o confronto...FDP...NOTA ZERO

- Peter Simpsen: já foi muito bem em interceder a favor da torcida, e sua declaração de ontem sobre esse filho da mãe do árbitro foi perfeita, esclarecedora, ele TEM que fazer isso sim e mostrar a todos que OPERARAM o Flu SIM, parabéns presidente...nota DEZ

- Torcida Tricolor: o que dizer dessa torcida maravilhosa? Nada, só PALMAS...que show, desde o corredor humano até os aplausos no fim do jogo, TUDO foi perfeito, o pó de arroz e as bandeiras...isso é TRADIÇÃO, é HISTÓRIA, não existe torcida igual...uma festa sem igual...quero fazer essa festa de novo na final...nota MIL

- Que a SAMPAFLU faça a festa também na semana que vem, certeza que lotarão nossa área no chiqueiro deles...

- É GUERRA, É GUERRA, É GUERRA, QUARTA-FEIRA É GUERRA...


Edu Kabessa
@kabessatricolor no twitter

FOTO NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
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Torcida do Fluminense e sua tradicional festa com o pó de arroz (Foto: reprodução)
Pensei em escrever mais um daqueles textos convocatórios para jogos importantes, mas você leitor do FluLink é bem-informado e está mais careca que o Alex Escobar de saber que o jogo de amanhã é decisivo e vale classificação para a final de uma competição cujo título dá vaga para a Libertadores, pererê-pão-duro.

Não convém, portanto, ficar chovendo no molhado.

Além de incentivar o seu amado clube rumo a um objetivo importante, razão número 1 para sair de casa e se dirigir ao Maracanã, você já se deu conta que terá a oportunidade de mandar uns recados para uma turma que ultimamente só tem nos perturbado?

São aqueles que nos dão a certeza de que o Fluminense, para incomodar, não precisa nem conquistar título. Imagina então conquistando.

Portanto, vou dar aqui algumas sugestões de cartazes que você poderá levar ao Maracanã, endereçados aos adversários e detratores de plantão. A primeira é manjada, mas sempre faz sucesso.

“Tem um  molambo me assistindo”.

“Tem um procurador do STJD, defensor de lixeiras, me assistindo”.

“Tem um capacho do Eurico, preocupado com a Liga, me assistindo”.

"Tem um ex do Zandonaide me assistindo"

“Tem um gremista mau caráter e nada extraordinário me assistindo”.

“Tem um lobisomem arrependido me assistindo (e tomando vinho)”.

“Tem um vasCAINDO sem lado direito me assistindo”.

“Tem um comandante boçal do GEPE me assistindo”.

Só não tem cartaz pra você, tricolor. Você é o único que tem a opção de curtir o jogo no estádio. O resto só pela tv, secando. Ajude a cortar essa energia negativa que estará no ar.

No entanto, não faço ideia se no momento em que o leitor se deparar com este texto o veto do GEPE às bandeiras e ao pó de arroz estará derrubado ou não.

Portanto, se não der para levar bandeira, leve uma segunda camisa do Flu, para agitá-la no lugar da bandeira, mas vá para a festa.

Se não der para levar o pó de arroz, leve talco de casa, mas vá para a festa.

Mas se por alguma razão esdrúxula um policial implicar com o talco, não discuta, não brigue. Entregue o produto a ele.

Mesmo com o GEPE atrapalhando, futebol continua sendo festa.

Até os cambistas estarão fazendo a festa.


Por Bruno Leonardo



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Jogadores comemoram ajoelhados o gol de Fred, que abriu o placar na Arena (Imagem: Nelson Perez/ Divulgação FFC)

Antes de publicar este texto, eu me pus a refletir sobre meu papel como cronista.

Considerei arriscada a ideia de compartilhar com vocês algumas divagações, temendo me alongar demasiadamente, ou soar amargo, ou ainda pior, me levar a sério demais.

Fato é que uma classificação heroica como a que obtivemos na Arena do Grêmio gera uma pressão para que o colunista endosse o Fluminense majestoso e irrepreensível que muitos viram. Seria mais conveniente para mim escrever sob encomenda para os torcedores mais eufóricos, mas receio embicar no caminho da demagogia desta forma.

Essa coluna é antes de tudo um exercício de liberdade e não se presta a atender expectativas, a não ser a de escrever com honestidade d´alma. Opção arriscada e que nem sempre resultará em popularidade. 

Quem acompanha esta coluna há algum tempo sabe que já fui um escriba mais entusiasmado. Falava de um Fluminense imbatível, candidato ao penta, que se recusava a perder qualquer que fosse sua formação em campo. Um Fluminense que ganharia até com gol do roupeiro, se necessário fosse.

Aproveitando o momento mea culpa, admito que fiz força até para acreditar no sucesso da contratação de Ronaldinho. Tentei enxergar, talvez empolgado com a fugaz vice-liderança, a oportunidade perfeita para que o craque dentuço provasse aos seus detratores que não estava morto e que ainda poderia reeditar suas melhores páginas no futebol. Errei.

Não vou me alongar especulando sobre os efeitos que a passagem de R10 pelo Fluminense possa ter causado no ambiente e no futebol tricolor, mas é fato que sua chegada coincide com a queda vertiginosa de produção da equipe. Enderson Moreira por sua vez perdeu o vestiário e emplacou uma sequência de 11 derrotas em 13 jogos, mas está longe de deter alguma exclusividade nesse aspecto.

Em 2013, Luxemburgo chegou, acumulou 8 jogos de invencibilidade e foi ladeira abaixo, até seguir reto na direção do rebaixamento. Em 2014, Cristóvão encantou nas 10 primeiras rodadas do brasileirão e depois o time não parou de oscilar, chegando ao cúmulo de ser eliminado pelo América-RN na Copa do Brasil.

Nos últimos anos, portanto, tem sido assim: tudo parece correr bem até que fatores tanto de campo quanto extracampo se consorciam de maneira a fazer tudo desandar. E a equipe passa a dar sinais claros de que corre para não chegar. Com a corda no pescoço, costura-se um acordo de paz, atende-se a exigências, financeiras ou de outra natureza, e o “time de guerreiros” retorna. Mas pode merecer a alcunha de guerreiro quem escolhe o momento para sê-lo? Ou se é guerreiro o tempo todo, ou se é outra coisa. Até que se prove o contrário, ao menos para mim, este elenco é outra coisa.

Dessa vez foi preciso derrubar Enderson, excluir Ronaldinho Gaúcho do convívio, para que a paz voltasse a reinar. Fico com os dois pés atrás em relação a esse espírito guerreiro que só se manifesta com exigências bem atendidas. Mas que não sentiu pena do torcedor tricolor quando lhe impôs uma sequência de derrotas acachapante a ponto de se aproximar perigosamente da zona de rebaixamento.

Que o leitor desculpe o tom crítico, mas são muitos episódios que recomendam cautela e vacina. Prefiro exaltar o feito do Fluminense, mas é claro que falarei de atuações individuais, sem o que fica difícil explicar a classificação.

Com todas essas premissas colocadas, digo que vi um Fluminense muito combativo, mas com muita coisa a se melhorar. Um Fluminense que dá garantias de evolução, mas não de título.

Houve luta na Arena. Mas nem tudo se resume à volta da garra e do comprometimento. Eduardo Baptista tem grande parte do mérito. Ontem, enquanto teve pernas, seu time pressionou a saída de bola adversária, e quando não pressionava, recuava formando duas linhas de 4 muito próximas, dificultando qualquer infiltração dos meias gremistas entre elas. O Grêmio, portanto, atacava preferencialmente pelos lados, onde encontrava Léo Pelé e Jean muito bem postados e ajudados por Gustavo Scarpa e Marcos Júnior na marcação. Com os espaços por dentro interditados, e as laterais bem protegidas, o Grêmio passou a abusar das bolas altas (foram 41 cruzamentos ao todo) e foi consagrando a dupla de zaga tricolor, especialmente Gum, o renascido.

Mas basicamente o Fluminense de Eduardo Baptista retornou ao contexto construído por Enderson até a chegada ao G4: solidariedade na marcação, compactação defensiva, dificuldade na retenção da bola e aposta no contra-ataque, mesmo tendo dificuldade para executá-lo. Estamos nos firmando com um time de baixa produção ofensiva, que quase sempre termina os jogos com menos posse de bola e menos finalizações que o adversário. Terminamos com 41% de posse de bola, e 8 finalizações, contra 59% e 19 finalizações gremistas. Um Flu pouco vazado, que permite assim que os poucos gols pró rendam vitórias, ou pelo menos, empates santos como o de ontem.

A opção por centralizar Gerson e posicionar Scarpa e Marcos Júnior pelas pontas melhorou o escape tricolor para o contra-ataque, mas não resolveu nosso problema na faixa central do campo. Gerson continua com dificuldade de dar sequência à maioria das jogadas e mantém o cacoete de se jogar nas divididas. Mas sua escalação parece se justificar pela expectativa de a qualquer momento ele consiga tirar da cartola uma jogada de lampejo.

E dessa vez não foi diferente. Gerson iniciou a jogada do gol tricolor, se antecipando a um passe que visava o lento Edinho (isso não nos pertence mais) e partindo numa arrancada fulminante até a linha de fundo. A partir daí um cruzamento rasteiro, uma sequência de 3 rebotes até a bola sobrar na direita para Marcos Júnior. O Resolve cruza com precisão na cabeça de Fred, que completa, em lance de centroavância explícita, para o fundo das redes. Detalhe para a movimentação do capitão tricolor no lance: enquanto a bola sobrevoa a área, Fred ameaça correr para o 1º pau, desloca Erazo, que o acompanha, dá um leve passo para trás e cabeceia nas costas do zagueiro. Tem coisas que nenhum falso 9 faz. Só um verdadeiro.

Fomos para o intervalo sentindo o cheirinho da vaga para as semifinais.

Na volta do intervalo, o Grêmio, como era de se esperar, voltou com agressividade redobrada e cedeu espaços demais atrás, sobretudo pelo lado direito da sua defesa. O Fluminense teve oportunidade de liquidar a fatura nos 15 minutos iniciais da etapa final. Até que Baptista sacou Marcos Júnior, pôs Osvaldo e o escape pela direita deixou de funcionar. A partir daí, a má preparação física do Fluminense começou novamente a dar as cartas. Enquanto o escrete gremista não diminuía o ritmo, nosso time se desmanchava. Jean saiu sentindo câimbras e Higor teve que entrar numa tremenda fogueira, logo após o gol de empate dos gaúchos. Tive frio na espinha vendo nosso jovem meia improvisado e tendo que dar contas das investidas de Fernandinho.

O Fluminense flertou com o perigo e se safou. Não o teria feito se não fossem as atuações de duas figuras muito criticadas (e com justiça) nos últimos tempos: Cavalieri e Gum. O primeiro relembrou as jornadas mais inspiradas de 2012, com 3 defesas de alto grau de dificuldade. Inexpugnável. O segundo renasceu das catacumbas. Gum tem todas as limitações técnicas que possamos imaginar, mas o excluo de qualquer conluio. Gum não carrega consigo qualquer vocação para a desonra de entregar jogos. Sempre me incomodou ver parte da torcida tratando-o como um leproso.

Por fim, neste texto que já vai extenso, permitam-me falar especialmente de Léo Pelé.

Léo fraturou o pé ainda no primeiro tempo contra o Grêmio e jogou todo a etapa complementar no sacrifício. Ao fim do jogo dizia a todos que jogaria contra o Santos de qualquer maneira, ainda negando-se a acreditar na realidade.

Léo, que Deus, não o Deus apequenado de alguns companheiros teus de time, que só abençoa alguns eleitos, mas o Deus-amor generoso que a todos provê, conserve em ti essa gana e essa fome de jogar futebol, que nem uma fratura demove do desejo de jogar. Logo você, Léo, que entrou numa fogueira gigante e deu conta do recado. Menino-homem, na melhor acepção da palavra.

Tiro livre:

- Aprendeu, Diogo Olivier? Jamais representará uma catástrofe o Grêmio ser eliminado por um time que tem uma camisa pesada como o Fluminense. Lembram quando eu disse lá em cima que me recuso a escrever sobre encomenda? Pois vocês fazem o jornalismo regionalista que escreve o que seus leitores querem ler. Sabe onde isso desemboca? Na desinformação. Pintaram um Fluminense pequeno que jamais existiu. O jornalismo populista para vender jornais, caçar cliques. Isso sim é catastrófico.

- Na euforia da classificação, você aparece em vídeo, não é Pequeno Príncipe?

- O Fluminense é maior que qualquer vestiário.


Por Bruno Leonardo













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Hoje é só agradecimento, à garra, à raça, ao posicionamento, à tranquilidade e à classificação. A todo o time e à comissão técnica, meu muito obrigado, e obrigado por poder assistir o vídeo dos bastidores da classificação...vamos aos "agradecimentos":

Obrigado Cavalieri: por mais todas essas defesaças, milagres, melhor dizendo. Se não fosse você, não nos classificaríamos...foi um dos heróis do jogo, como disse a Kriss Flu...grandes defesas que deixaram nossos corações apertados...ontem você fez alguns golaços, não é Vidente Cego? Nosso paredão está voltando...nota 12 (de novo)

Obrigado Jean: quero você na direita pra sempre, quem mandou jogar PRA KCT...perfeito nas marcações e incansável como sempre. Tanto que na sua saída, o Flu tomou o gol...se você não sentisse as câimbras, não teríamos tomado o gol...nota 9

Obrigado Gum: nosso Baresi brasileiro, dito pelo amigo Rodrigo Salomão, como você jogou bem ontem, só vou tirar 1 ponto seu pela falha na marcação no gol deles, em que a bola passa nas suas costas por não estar na linha de 4, mas tudo bem, você foi um monstro também...e como você cresce com o Marlon ao lado né? Continue assim, Guerreiro, se não vai na técnica, vai na garra, na vontade...nota 9

Obrigado Marlon: pela sua segurança, tranquilidade e cobertura de sempre, pena que você não fica muito tempo no Flu, espero estar errado, mas estás jogando DEMAIS e já tem muita gente de olho em você...nota 9 

Obrigado Léo: por mesmo marcando muito de longe os laterais do Grêmio, conseguiu obedecer ao esquema do EB e ter melhorado no segundo tempo. Estou sabendo que jogou no sacrifício no 2o. tempo, por isso que suas lágrimas, misturadas de dor e felicidade, foram compartilhadas por todos nós. Torcendo aqui pra não ser nada, você virou um cara essencial nesse time...nota 8 

Obrigado Pierre: nosso cão de guarda, não temos mais como viver sem você ali na kabessa da área...sua obediência tática ao nosso treineiro fez de você mais uma peça fundamental nesse time...ainda mais que foi até o fim sem tomar o cartão, ou seja, perfeito. Nos lembrou o Marcão (Seleção) com sua raça e dedicação no jogo todo (bem lembrado Fábio Quintino). Por isso que sua nota foi merecidamente uma...nota DEZ 

Obrigado Cícero: por ter arrumado nossa 2a. volância, você tem conseguido marcar e tem melhorado MUITO a saída de bola no meio de campo, não aguentava mais aqueles seus toquinhos e firulas no meio de campo, gerando contra-ataques pros caras, agora não tem mais isso. Se não fosse aquela sua roubada de bola, nosso gol não sairia. Mesmo se adiantando um pouco no fim, conseguiu manter uma constância até o jogo acabar...você voltou a jogar muita bola...nota 9

Obrigado GUSTAVO SCARPA: você é um dos que mais se dedica ao time, chama a responsa, ajuda muito na marcação e sua dobra na ajuda ao Léo foi perfeita, como bem observou a Nathalia Terceiro Bolinho, tanto que quase não tivemos perigo pelo seu lado no segundo tempo. Tanta ajuda que o gás acabou, mas valeu mesmo pela dedicação, você representa muito bem a molecada boa de Xerém, você é craque...sentiremos muito a sua falta no domingo...nota 8,5

Obrigado GÉRSON: por escutar os esporros do Fred e mesmo assim, aceitá-los e entendê-los sem quebrar a harmonia do time, ele sabe o que diz...é isso que os torcedores querem de você, mais entrega. Sinto que seu condicionamento não está nada bem, mas você compensa pela habilidade nos pés, ou seja, vai muito bem no ataque, mas mal na defesa. Gostei MUITO mais de você pelo meio, gera muito mais opções ao ataque...e se aquela letra entra hein? Mas, Gérson, por favor, pare de cavar faltas, os árbitros já se ligaram na sua e não marcam mais nada, continue dando sequência nas jogadas, tenho certeza que seu gol virá por aí...nota 8

Obrigado Marcos Junior: pela vontade, pela raça...até demais em certas horas né Resolve? Até o Luis Noel sentiu seu nervosismo, mas ele também ficou bem satisfeito com suas jogadas rápidas e com sua ASSISTÊNCIA fenomenal, colocando a bola na kabessa do Capita!!! Saístes aplaudido merecidamente...nota 8

Muito Obrigado FRED: por ser O CARA, que dedicação, que postura, que GOL, gol de quem sabe, gol ABENÇOADO...e TODOS nós sabemos que o Flu sem você é outro Flu...sua vontade é contagiante e suas broncas "carinhosas" são pra fazer crescer e não diminuir, o Gérson que o diga. Qual atacante no mundo faz o que você faz lá atrás? Nenhum, só você mesmo, devem ter sido umas 4 ou 5 bolas cortadas na defesa ontem, fenomenal...não tenho mais adjetivos pra você Capitão, obrigado mais uma vez...nota DEZ

Obrigado Douglas: entrou pra matar as jogadas e matou, na verdade entrou de 2o. volante depois do Cícero se adiantar um pouco, e mesmo com pouco tempo, se mostrou tranquilo e não se desesperou nos ataques deles...nota 5,5

Obrigado Higor Leite: por ter entrado numa fogueira e ter feito muito bem seu papel, com muita raça e vontade...nota 7

Obrigado Osvaldo: por ter feito aquela confusão no fim do jogo e segurado o contra-ataque dos caras, valeu até o amarelo. Brincadeiras a parte, entendo que você teve uma importante função tática e marcou o lateral deles, mas das próximas vezes, levante mais a kabessa, pois será muito mais produtivo...o Fred estará sempre ao seu lado...nota 5,5

Muito Obrigado Eduardo Baptista: que mesmo com POUQUÍSSIMO tempo de trabalho, já conseguiu dar uma cara moderna ao nosso time, se bem que demos uns 15 chutões no primeiro tempo, mas vá lá, os gremistas vieram mordendo no início, não tinha como arriscarmos, um erro ali no começo seria fatal. Perfeita sua análise tática, 4-2-3-1 quando atacávamos e 4-4-2 (Europeu) quando defendíamos. As 2 linhas de 4 MATARAM o esquema do Roger, que nunca jogou contra ninguém marcando assim. Ótima proteção à zaga dos seus 2 novos volantes, um achado, graças à sua experiência e visão de jogo, claro...e que falta de sorte o Jean ter saído naquela hora, não? Justamente na hora de recompor sua primeira linha de 4, os caras fizeram o gol na nossa única falha no jogo todo...que coisa...mas em compensação foram mais de 50 DESARMES, isso mesmo, deve ter sido mais que o BR15 todo! EXCELENTE, mostra a resposta do time ao esquema bem armado...agora vem cá, só pra nós, vamos melhorar nas substituições né Xará, pelamordeDeus...o Osvaldinho deveria ter entrado no lugar do Gérson né, o resto foi normal. Pela sua inteligência tática...nota DEZ


KABESSADAS:

- Obrigado Ronaldinho: por ter pedido pra sair no momento certo e entender que estava mais prejudicando do que ajudando o Fluminense...nota DEZ pela hombridade, que você seja feliz...

- R10 x Flu11 (Ed, Vidente Cego)...

- Concordo com o Mitchell Galdino, 50mil torcedores É O MÍNIMO que aceito no jogo contra os Porcos no Maraca, está mais do que na hora do torcedor tricolor apoiar o time...


- FOI GUERRA, só que temos mais 4 pela frente!!! 

- Gremistas, que Peninha de vocês...


Edu Kabessa
@kabessatricolor no twitter

FOTO NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

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Fred disputa a bola pelo alto com Erazo no empate sem gols contra o Grêmio (Foto: Celso Pupo/ Fim de Jogo)


Nos últimos dias falou-se pouco de futebol.

Matérias dando conta de um suposto contato do Fluminense (ou do Pedro Antônio, à revelia do clube) com Muricy galvanizaram as redes sociais. Um intenso debate sobre boas práticas jornalísticas (ou a falta delas) e um tribunal para queimar culpados e hereges foram rapidamente instalados.

Dias depois, uma matéria de O Globo dava conta de um possível esvaziamento de poder de Mário Bittencourt, que teria sido causado pela decisão de Peter Siemsen em acumular a presidência e o comando do futebol. Entre outras coisas, relatos de vaidade excessiva do VP de futebol (cujo apelido nos bastidores é “pavão”) e um tratamento arrongante dispensado a certos jogadores.

Novamente, muita discussão nas redes sociais sobre a veracidade dessas informações e pouca mobilização para a partida contra o Grêmio. O resultado é que não colocamos nem 10 mil pessoas ontem no Maracanã. 

Poucas horas após a publicação da matéria, uma ação ensaiada lançou nas redes sociais a patética hashtag #FechadoComOMário. Talvez a única jogada bem ensaiada que testemunhamos no Fluminense nos últimos meses. Algumas postagens chegaram a acontecer instantes antes do treino ou simultaneamente ao mesmo, o que evidenciou um trabalho frenético das assessorias, posto que é impossível treinar e navegar nas redes sociais ao mesmo tempo.

Uma babação de ovo ao chefe em níveis jamais vistos. E que demonstrou um Fluminense muito preocupado com sua imagem na mídia, em um momento em que todas as energias deveriam estar voltadas para dentro. Afinal de contas, é dentro das 4 linhas e não nas redações que o futebol ainda é jogado. Se no jogo midiático a resposta do clube vem a jato por notas oficiais ou hashtags, em campo precisamos acumular 11 derrotas em 13 no campeonato brasileiro para começar a agir.

Mas a chegada de Eduardo Baptista começa a deixar suas primeiras impressões digitais. É possível dizer que não ter tomado gol contra a boa equipe do Grêmio é um avanço. A rigor, somamos 3 tempos inteiros sem termos nossas redes balançadas (no 2º tempo contra a Ponte também não levamos gol). O próprio Eduardo salientou na coletiva pós-jogo que pretende começar o time pela defesa, partindo da premissa que o primeiro passo para a construção de uma vitória é não tomar gols.

Ao contrário de outras jornadas, em que tínhamos um volante fixo e outro saindo muito para o jogo, Eduardo Batista fixou Pierre e Cícero próximos a zaga e não liberou demasiadamente os laterais. Com a entrada de Edson no lugar de Wellington Silva no 2º tempo, trancamos de vez o lado direito, uma vez que Edson atuou plantado na lateral. Boa parte da nossa consistência defensiva esteve apoiada nisso: dois volantes fixos protegendo melhor a zaga e negação de espaços nas laterais.

Também contribuiu para a segurança de nossa defesa o fato do escrete gremista ter entrado em campo com o regulamento debaixo do braço, disposto apenas a evitar a derrota e deixar para decidir a fatura em sua arena. O elenco gremista é ainda mais curto em opções do que o tricolor e foi a campo com sua força máxima, uma vez que não dispõe de condições para mesclar o time e manter a competitividade. O desgaste era evidente na pouca movimentação de Douglas e na pouca inspiração de Giuliano, um pouco mais efetivo na criação que seu companheiro de meio. A baixa produção do meio gremista isolou Luan e não teve em Bobô um desafogo útil. A rigor, o Grêmio só teve esse desafogo quando Roger Machado lançou Fernandinho no 2º  tempo para impor velocidade sobre um Edson improvisado e que não teve o suporte de Osvaldo, ficando num perigoso 2-1 em certos momentos.

O Fluminense achou uma forma de jogar do meio para trás, mas continua quase nulo do meio para a frente. Atrás de Fred uma linha de 3 meias com Scarpa e Gerson abertos e Marcos Júnior pelo centro, fazendo a liga entre volantes e meias, se aproximando dos laterais e meias abertos para tabelas e recompondo a marcação. Dessa forma fica difícil expressar o arranjo numérico disso, se é um 4-2-3-1 ou um 4-4-1-1, posto que a liberdade de Marcos Júnior para flutuar desfaz qualquer desenho estático.

O fato é que não funciona, porque nem Scarpa e nem Gerson possuem verticalidade. Carecem de arranque e drible para passarem pela marcação e carregarem a bola até de Fred. O que poderia ser sanado se Fred saísse mais da área para projetar ambos à linha de fundo ou para entrada da área. O Fluminense ainda é uma equipe que joga um conceito antigo de futebol, que se resume carregar a bola até Fred. A partir daí chegamos a um diagnóstico equivocado: não é Fred que fica isolado. É ele que se isola com sua pouca movimentação. Um problema que não se apresentava até o surgimento da pubalgia que o tirou de algumas partidas. Até a lesão tínhamos um Fred participativo e que recuava até a intermediária para acionar os laterais ou meias chegando de trás. Hoje o Fred estático obriga o time a buscá-lo em bolas altas alçadas aleatoriamente.

Apesar de tudo, o Fluminense que se apresentou ontem fez lembrar por instantes aquele do 1º turno, que se equilibrava na corda bamba do 0x0 ou do 1x1 e achava o gol da vitória sem impor volume de jogo, muitas das vezes inferior na posse de bola. É o melhor que Baptista conseguirá com esse grupo: um time que esgrima mais do que joga futebol e obtém vitórias na unha. Sobretudo enquanto carecer de laterais mais efetivos e de um maestro de meio de campo. Que deveria ser Ronaldinho, o ausente. Que jamais será Marcos Júnior, a pulguinha esforçada. Que teve em Vinicius algo muito próximo disso, até fraturar o pé esquerdo.

Valeu pela evolução defensiva e pelo empate que mantém no ar alguma autoconfiança para o jogo contra o Goiás no sábado, válido pelo Brasileirão, e que começará a determinar nosso destino na competição. Pela fragilidade técnica do adversário, por ser em casa e pela proximidade na tabela (o Goiás está 3 pontos atrás), este jogo é chave para afastar qualquer desfecho macabro no campeonato.

Esse Fluminense ruim de bola mas lutador evitará o pior. O Fluminense indolente que se colocou a 3 pontos da zona de rebaixamento, não. Seja lá qual foi o expediente utilizado para fazer este grupo voltar a jogar com hombridade, funcionou. Que mantenham a fórmula.

Nem que o cachimbo da paz seja um hashtag baba-ovo. Ou uma chamada nos ovos. Sabemos que não é assim que se faz futebol profissional e não funciona no longo prazo. Mas no curto prazo funciona e tudo na vida do Fluminense agora é curto prazo. Vamos viver de migalhas e conquistas gradativas. Comemorar um jogo sem gol sofrido. Comemorar que Gerson correu mais do que botou a mão nas cadeiras. Que Cícero deu carrinho e não morcegou. Depois a primeira vitória em muito tempo. E por fim a permanência na Série A e, quem sabe, um improvável título na Copa do Brasil.

Quando chegarmos neste momento, teremos espaço para discutir o Fluminense estruturalmente, o Fluminense do longo prazo. Lá se foram quase 2 mandatos (5 de 6 anos) do presidente Peter. Acho improvável que em 2016, último ano à frente da presidência, seja dado um cavalo de pau na condução do futebol profissional. O Fluminense abraçará a ilusão de que precisaremos fazer apenas alguns ajustes pontuais e vai empurrar a árdua tarefa de mudar as coisas para a próxima gestão.

Feliz 2017 a todos.

Por Bruno Leonardo




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