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Caros amigos tricolores! Estamos numa semana decisiva com um Fla Flu novamente em uma final depois de quase 12 anos. Vale lembrar que a última final que houve o clássico dos milhões quem saiu campeão foi o Fluminense, com uma inesquecível goleada de 4x1 na final da Taça Rio de 2005. Atualmente, apesar do time rubro-negro individualmente ser melhor, acredito no Abelão e no poder do coletivo tricolor. Precisamos acreditar na vitória!
Vamos conhecer um pouco desse clássico...
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| Romerito versus Andrade e Adílio. |
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| O encontro de dois ídolos de Fluminense e Flamengo: Telê e Zico. |
Flamengo vs Fluminense pra mim é o maior clássico do Brasil. Um dos maiores do mundo. Não restam dúvidas! Conhecida no mundo inteiro, essa rivalidade é sempre lembrada onde quer que seja: na literatura, na arte, e claro, no futebol. A uns anos atrás o Barcelona mencionou o Fla Flu em um projeto para seu Estádio. Desde 2012, é patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro. Detém o recorde de público em jogos entre clubes: 193 mil pessoas na final do Carioca de 1963.
O Jornal Inglês The Sun elegeu o clássico como o 8° maior do mundo. O francês France Football, um dos 15 maiores. A revista inglesa Sport Magazine, apontou como o 6° maior. O inglês Evening Standard, apontou-o como o 5° maior.
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| Charge sobre o clássico. Provavelmente da década de 40/50. (Autor desconhecido) |
O que quero dizer com isso? Que é um dos jogos de maior importância no cenário futebolístico mundial. Qualquer pessoa que entende o mínimo de futebol não consegue negar a grandeza do Fla Flu. Clássico não é ódio. Caso contrário, West Ham x Milwall seria o maior clássico do planeta. Em pensar que tudo começou com a rebeldia de jogadores do Fluminense que foram pro então Clube de Regatas fundar o futebol por lá e acabaram por mudar pra sempre a história desses dois clubes. Começou tudo ali, quando nove titulares do Fluminense traíram o clube e foram fundar o departamento de futebol do rival, em 1912. Apenas James Calvert e Oswaldo Gomes se recusaram a abandonar o Tricolor. Na primeira partida entre as equipes: 3x2 para o Fluminense! O Clássico das Multidões já decidiu por 11 vezes o Campeonato Carioca: em 8, o Pai levou o caneco.
Por mais que futebol passe longe de ser uma ciência exata, não podemos negar o fato de que na maioria das vezes que o clássico é decisivo, o Fluminense vence. No ano do Centenário do Flamengo, vencemos 3 das 5 partidas do ano, inclusive a que decidiu o título estadual, e empatamos outras 2.
No Centenário do clássico, mais uma vez deu Fluminense: 1x0 no jogo da festa dos 100 anos.
E em um dos jogos mais importantes de toda a história do clássico, mais uma vez deu Fluminense no lendário Fla Flu da Lagoa, onde as 2 equipes decidiram o título do estadual de 1941 no antigo Estádio da Gávea, e onde os jogadores do Fluminense chutavam a bola em direção à Lagoa Rodrigo de Freitas, que a época era bem ao lado, pra esfriar a partida, visto que Batatais, nosso goleiro, havia fraturado a costela e estávamos com 2 jogadores a menos por expulsão. Fluminense 2x2 Flamengo e o empate deu o título, mais uma vez, ao tricolor.
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| O inesquecível gol de barriga. |
O Fla Flu, como diria Nelson Rodrigues, começou 40 minutos antes do nada. E mais um capítulo se escreverá no domingo. Deus queira que seja em favor do Fluminense!
Colunas - FluLink - FluLink Relembra - Fluminense
Tricolores! Depois de 1 semana sem postar nada por motivos de força maior, hoje volto ao FluLink Relembra. E o assunto de hoje é sobre o maior artilheiro da história do Fluminense (que inclusive nunca fez um só gol de pênalti), um goleador que as vezes não é tão lembrado por nós mas que tem seu nome gravado na história do Fluminense. O nome dele é Waldo! Ídolo e artilheiro do Fluminense e do Valencia.
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Waldo Machado defendeu o Fluminense de 1954 a 1961 e nesse tempo conseguiu um feito jamais igualado por nenhum outro jogador tricolor: fez 319 gols em 403 jogos. Waldo fez dupla de ataque infernal, primeiro com o saudoso Telê e depois com Escurinho. Era uma máquina de fazer gols, e como dito acima, nenhum desses mais de trezentos gols foi de pênalti. Ele conquistou pelo Fluminense o Torneio Início de 1954 e 1956, o Campeonato Carioca de 1959, a Zona Sul da Taça Brasil de 1960 e os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, sendo artilheiro nos 2 últimos e também do Carioca de 1956.
O eterno artilheiro do Fluminense depois do sucesso que fez por aqui, resolveu fazer história em outro clube agora no Velho Continente: O Valência, da Espanha. E lá mais uma vez mostrou o seu faro de artilheiro: Foi Bicampeão da Copa da UEFA em 1961-1962 e 1962-1963 e artilheiro do Campeonato Espanhol de 1966-1967 em uma época de ouro do Real Madrid. Waldo desbancou Puskas e levou a artilharia do campeonato!
E lá na Espanha, mais precisamente na cidade de Valência é onde resolveu encerrar a carreira e viver. Waldo é o maior ídolo do clube que leva o nome da cidade.
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| Gol de Waldo na final do Rio-SP contra o São Paulo. |
Waldo provou que era um craque. Um matador nato. Levou o Valência, até então um pequeno à sombra de Real Madrid, Athletic Bilbao e Barcelona, a ser conhecido na Europa inteira. Waldo fez a alegria do torcedor tricolor 319 vezes ao longo de sua jornada nas Laranjeiras. Um dos maiores ídolos do Fluminense não pode passar batido assim! O nosso eterno matador ficará pra sempre com seu espaço exclusivo na galeria de ídolos tricolores.
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| O eterno matador. |
PS: Enquanto quarta-feira que vem não chega, não esquece de acompanhar o Fluminense Histórico lá no Twitter, Facebook e Medium!
Abs
Colunas - FluLink - FluLink Relembra - Fluminense
Salve, Tricolores! Venho hoje aqui relembrar o maior esquadrão amador da história do Futebol Carioca: o Fluminense tricampeão de 1917/1918/1919. O time era literalmente uma máquina, com craques como o lendário Marcos Carneiro de Mendonça, primeiro goleiro da Seleção Brasileira, titular por nove anos e sendo campeão Sul-americano em 1919 e 1922 e da Copa Roca de 1914; Oswaldo Gomes, autor do primeiro gol da Seleção Brasileira e também campeão da Copa Roca de 1914; e do tank inglês Henry Welfare chegou ao Flu vindo do Liverpool e se tornou o 6º maior artilheiro do Fluminense com 163 gols em 166 jogos e titular por 10 anos (1913-1923). Mário Filho dizia que "com Welfare o Fluminense usava uma metralhadora, enquanto seus adversários lutavam de espada".
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| O poderoso esquadrão tricolor. Em pé, da esquerda para a direita: Chico Netto, Laís, Vidal, Marcos, Oswaldo, Otelo e Fortes; Mano, Zezé, Welfare, Machado e Bachi. Foto de 1919 |
Em 1917, o football do Fluminense ainda estava se reerguendo devido à traição de 9 dos 11 titulares tricolores que foram fundar o futebol no Flamengo, onde apenas Oswaldo Gomes e James Calvert se mostraram fiéis a camisa que vestiam. O Fluminense sofreu um baque que demorou a se levantar.
Desde 1911 o Tricolor das Laranjeiras não conquistava um título estadual e isso incomodava bastante a todos. Àquela altura, o clube das Laranjeiras era detentor de 5 taças, sendo seguido por seus rivais: o Botafogo, com 3; America e Flamengo, com 2 cada. O time precisava mostrar seu poderio de fogo e voltar a levantar a taça novamente. E isso ocorreu de forma brilhante: com um tricampeonato inesquecível.
A primeira conquista do tricampeonato do Tricolor mostrou a todos o faro de gol do artilheiro Welfare, que marcou 11 vezes em 5 jogos. o Flu foi campeão com 14 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.
Em 1918, 13 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. E ainda ocorreu um WO por parte da equipe tricolor no último jogo, contra o Carioca, visto que àquela altura havia um surto de gripe espanhola e o Fluminense havia perdido um jogador, French, um inglês recém chegado da equipe do Bangu. Mas o Fluminense já havia se consagrado bicampeão carioca!
Eis que chega o ano de 1919 e a possibilidade do Fluminense conquistar a hegemonia do football carioca sendo tricampeão estadual e ficar com a posse definitiva da Taça Colombo. Todos na cidade sabiam da supremacia da equipe tricolor ante a equipe rubro negra. Era nítido. O Fluminense só havia perdido 1 jogo em todo o campeonato. Contávamos com a defesa da Seleção Brasileira (Marcos, Vidal e Chico Netto), tínhamos Oswaldo Gomes e os artilheiros Zezé e Welfare. E na partida decisiva mostramos nosso poderio e vencemos com facilidade.
Em 1919, o então Presidente da República, Epitácio Pessoa, ao lado de sua esposa e do Ministro da Marinha, chega pra acompanhar de perto da peleja entre Fluminense vs Flamengo. O Fluminense consegue o tricampeonato de uma forma inesquecível: uma goleada de 4x0 em cima da antiga dissidência, o Flamengo. E foi nessa partida que o já ídolo Marcos Carneiro de Mendonça se tornou eterno no clássico.
A primeira conquista do tricampeonato do Tricolor mostrou a todos o faro de gol do artilheiro Welfare, que marcou 11 vezes em 5 jogos. o Flu foi campeão com 14 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.
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| Equipe tricolor em 1917. |
Em 1918, 13 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. E ainda ocorreu um WO por parte da equipe tricolor no último jogo, contra o Carioca, visto que àquela altura havia um surto de gripe espanhola e o Fluminense havia perdido um jogador, French, um inglês recém chegado da equipe do Bangu. Mas o Fluminense já havia se consagrado bicampeão carioca!
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| Equipe em 1918. |
Eis que chega o ano de 1919 e a possibilidade do Fluminense conquistar a hegemonia do football carioca sendo tricampeão estadual e ficar com a posse definitiva da Taça Colombo. Todos na cidade sabiam da supremacia da equipe tricolor ante a equipe rubro negra. Era nítido. O Fluminense só havia perdido 1 jogo em todo o campeonato. Contávamos com a defesa da Seleção Brasileira (Marcos, Vidal e Chico Netto), tínhamos Oswaldo Gomes e os artilheiros Zezé e Welfare. E na partida decisiva mostramos nosso poderio e vencemos com facilidade.
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| Capa do jornal da época sobre a decisão do campeonato. Fonte: Pies de Calumin |
Em 1919, o então Presidente da República, Epitácio Pessoa, ao lado de sua esposa e do Ministro da Marinha, chega pra acompanhar de perto da peleja entre Fluminense vs Flamengo. O Fluminense consegue o tricampeonato de uma forma inesquecível: uma goleada de 4x0 em cima da antiga dissidência, o Flamengo. E foi nessa partida que o já ídolo Marcos Carneiro de Mendonça se tornou eterno no clássico.
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| O Presidente da República acompanhando a partida. |
No clássico houve um pênalti pra equipe rubro negra: Japonês, jogador do Flamengo, bateu o pênalti e Marcos defendeu, porem a bola volta pro rubro negro, que chuta novamente e Marcos volta a defender; o goleiro tricolor solta a bola e outro jogador do Flamengo, agora Sidney, chuta e Marcos defende mais uma vez, tendo a bola escapado de suas mãos, Junqueira, outro rubro negro, solta uma bomba e pela quarta vez consecutiva Marcos Carneiro de Mendonça defendeu. O arqueiro tricolor agora vira lenda e ídolo incontestável da torcida tricolor! A torcida tricolor levantou os jogadores e juntos fizeram uma volta olímpica pra comemorar o feito. Os jogadores ainda receberam as medalhas da mão do Presidente...
Vale recordar que o Fluminense foi campeão com 17 vitórias e apenas 1 derrota.
Esse tricampeonato foi inesquecível também para Oswaldo Gomes: ele participou de todas as conquistas do Fluminense desde o início do campeonato carioca (1906/1907/1908/1909/1911/1917/1918/1919).
Segundo Mário Filho, qualquer tricolor tinha o dever de recitar, como um soneto de Olavo Bilac, o time do Fluminense: Marcos, Vidal, Chico Netto, Laís, Oswaldo, Fortes, Zezé, Welfare, Machado e Bachi! Esse esquadrão está imortalizado na história do futebol carioca. O Fluminense reinou absoluto na era amadora do Rio de Janeiro!
O Fluminense então se consagrava soberano no football carioca na era amadora. Até 1933, ano que houve a profissionalização do esporte, o Tricolor das Laranjeiras levantou a taça 9 vezes, sendo ainda o primeiro clube carioca a ser tetracampeão estadual (1906/1907/1908/1909)!
Nós podemos repetir com gosto: Nós somos a história.
Por hoje é só. Até semana que vem!
Enquanto quarta-feira não chega, não deixem de acompanhar o Fluminense Histórico no Twitter, Facebook e agora no Medium!
Vale recordar que o Fluminense foi campeão com 17 vitórias e apenas 1 derrota.
Esse tricampeonato foi inesquecível também para Oswaldo Gomes: ele participou de todas as conquistas do Fluminense desde o início do campeonato carioca (1906/1907/1908/1909/1911/1917/1918/1919).
Segundo Mário Filho, qualquer tricolor tinha o dever de recitar, como um soneto de Olavo Bilac, o time do Fluminense: Marcos, Vidal, Chico Netto, Laís, Oswaldo, Fortes, Zezé, Welfare, Machado e Bachi! Esse esquadrão está imortalizado na história do futebol carioca. O Fluminense reinou absoluto na era amadora do Rio de Janeiro!
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| A escalação das equipes na decisão. Fonte: Pies de Calumin |
O Fluminense então se consagrava soberano no football carioca na era amadora. Até 1933, ano que houve a profissionalização do esporte, o Tricolor das Laranjeiras levantou a taça 9 vezes, sendo ainda o primeiro clube carioca a ser tetracampeão estadual (1906/1907/1908/1909)!
Nós podemos repetir com gosto: Nós somos a história.
Por hoje é só. Até semana que vem!
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Colunas - FluLink - FluLink Relembra - Fluminense
Salve, tricolores! Primeiramente devo agradecer a cada um de vocês que nos acompanham todas as quartas aqui no "FluLink Relembra" e dizer que o texto da última semana foi o mais visualizado desde que comecei a escrever por aqui. Pra mim é gratificante e dá mais e mais vontade de falar um pouco mais da nossa brilhante história.
E hoje será lembrado o maior de todos: o lendário Castilho, melhor goleiro e ídolo do Fluminense e um dos maiores goleiros da história do Futebol Brasileiro.
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| O eterno dono da camisa 1 do Fluminense. |
Carlos José Castilho é sem dúvidas o maior ídolo de todos os tempos do nosso Fluminense Football Club. Castilho vestiu a camisa das três cores que traduzem tradição por 18 anos, entre 1947 e 1965 e é o recordista de jogos com essa camisa (697).
Além de seus milagres debaixo das traves, Castilho teve uma atitude que ficou pra sempre na memória da torcida tricolor. Um gesto de amor de quem não era apenas um jogador e sim um torcedor apaixonado pela camisa. O ano era 1957 e após sucessivas dores e tendo seu dedo mínimo fraturado diversas vezes, fato que o incomodava e o impossibilitava de ter uma sequência de jogos, Castilho deveria parar de jogar por um tempo para se recuperar completamente. Mas ao invés de desfalcar seu clube por tempo indeterminado, ele teve uma corajosa decisão: amputar parte de seu dedo mínimo para voltar a jogar mais rápido pelo Fluminense.
Me respondam: que jogador faria isso pelo seu clube? Que jogador teria a coragem de amputar parte de seu corpo pelo clube?
Castilho não só provou que era um gênio, um dos maiores goleiros desse País como também que era movido por uma paixão imensa pelo Fluminense Football Club. Um gesto magnífico e digno de um verdadeiro herói que sacrifica a si mesmo pelo sua paixão. Castilho era muito mais que um profissional exemplar: era um homem eternamente grato ao clube que lhe deu tudo. E isso o torna diferente dos demais.
Era chamado de Leiteria e foi até santificado pela torcida tricolor, virando o "São Castilho". Enquanto uns diziam que tamanha era a sorte que tinha debaixo das traves, outros diziam que o goleiro era ajudado pelo sobrenatural. Essa mística toda surgiu em 1951, em um jogo contra a equipe do América, e num certo momento da peleja os adversários bombardearam a baliza de Castilho diversas vezes mas que por fim acabaram por acertar a trave de seu gol por quatro vezes. E sua mania de ficar parado no centro da baliza olhando a bola ir pra fora ou bater na trave acabaram por aumentar ainda mais sua fama de Santo.
Carlos Castilho também era um exímio defensor de pênaltis (em 1952 agarrou 6 deles). Mas a verdade era que Castilho foi um dos maiores goleiros que esse País já viu. Um gênio. O maior goleiro da história do Fluminense ficou sem tomar gols por 255 partidas!
E tinha mais: Castilho sofria de daltonismo e foi o goleiro que percebeu que usando uniformes de cores chamativas, o que era comum àquela época, seria mais fácil do jogador rival perceber seu posicionamento e consequentemente marcar mais gols. Então ele teve a ideia de usar uniformes de cor escura e que confundisse com as arquibancadas para que ficasse camuflado pronto pra dar o bote e defender o FFC.
Nas palavras do saudoso mestre Telê Santana, que foi companheiro dele no Fluminense e era um de seus melhores amigos:
"Se o Fluminense tivesse de homenagear um profissional, teria que levantar o busto de Castilho na frente da sua sede.
Ele carregou o time nas costas. Foi o melhor goleiro que já vi.”
Conquistou pelo Tricolor os Campeonatos Cariocas de 1951, 1959 e 1964; a Copa Rio (Mundial) de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960 e o Torneio Municipal de 1948.
Pela Seleção Brasileira jogou 4 Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962), sagrando-se campeão em duas delas (1958 e 1962). Ganhou também o Campeonato Pan-Americano de 1952, a Taça Oswaldo Cruz de 1950 e 1962 (Brasil x Paraguai), a Taça Bernardo O’Higgins de 1955 (Brasil x Chile) e a Copa Roca de 1957 (Brasil x Argentina).
O dia 2 de fevereiro de 1987 foi um dos piores dias para o Fluminense e sua torcida. Nesse fatídico dia o nosso herói, que tantas vezes saltou pra defender a baliza tricolor, acabou por saltar rumo à eternidade e nos deixou órfãos de sua proteção. Ele partiu deixando seu legado e sua marca na história do futebol brasileiro e no Fluminense.
Castilho sempre estará imortalizado na alma de cada um de nós, que temos em comum com ele essa paixão inexplicável pelo Fluminense Football Club. O São Castilho que outrora nos protegia em campo agora nos protege nos Céus. Obrigado por tudo, nosso eterno camisa 1!
Por hoje é só. Até semana que vem!
Enquanto quarta-feira que vem não chega, não deixem de acompanhar o Fluminense Histórico no Twitter, Facebook e agora no Medium!
Além de seus milagres debaixo das traves, Castilho teve uma atitude que ficou pra sempre na memória da torcida tricolor. Um gesto de amor de quem não era apenas um jogador e sim um torcedor apaixonado pela camisa. O ano era 1957 e após sucessivas dores e tendo seu dedo mínimo fraturado diversas vezes, fato que o incomodava e o impossibilitava de ter uma sequência de jogos, Castilho deveria parar de jogar por um tempo para se recuperar completamente. Mas ao invés de desfalcar seu clube por tempo indeterminado, ele teve uma corajosa decisão: amputar parte de seu dedo mínimo para voltar a jogar mais rápido pelo Fluminense.
Me respondam: que jogador faria isso pelo seu clube? Que jogador teria a coragem de amputar parte de seu corpo pelo clube?
Castilho não só provou que era um gênio, um dos maiores goleiros desse País como também que era movido por uma paixão imensa pelo Fluminense Football Club. Um gesto magnífico e digno de um verdadeiro herói que sacrifica a si mesmo pelo sua paixão. Castilho era muito mais que um profissional exemplar: era um homem eternamente grato ao clube que lhe deu tudo. E isso o torna diferente dos demais.
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| Busto de Castilho na Sede do Fluminense. |
Era chamado de Leiteria e foi até santificado pela torcida tricolor, virando o "São Castilho". Enquanto uns diziam que tamanha era a sorte que tinha debaixo das traves, outros diziam que o goleiro era ajudado pelo sobrenatural. Essa mística toda surgiu em 1951, em um jogo contra a equipe do América, e num certo momento da peleja os adversários bombardearam a baliza de Castilho diversas vezes mas que por fim acabaram por acertar a trave de seu gol por quatro vezes. E sua mania de ficar parado no centro da baliza olhando a bola ir pra fora ou bater na trave acabaram por aumentar ainda mais sua fama de Santo.
Carlos Castilho também era um exímio defensor de pênaltis (em 1952 agarrou 6 deles). Mas a verdade era que Castilho foi um dos maiores goleiros que esse País já viu. Um gênio. O maior goleiro da história do Fluminense ficou sem tomar gols por 255 partidas!
E tinha mais: Castilho sofria de daltonismo e foi o goleiro que percebeu que usando uniformes de cores chamativas, o que era comum àquela época, seria mais fácil do jogador rival perceber seu posicionamento e consequentemente marcar mais gols. Então ele teve a ideia de usar uniformes de cor escura e que confundisse com as arquibancadas para que ficasse camuflado pronto pra dar o bote e defender o FFC.
Nas palavras do saudoso mestre Telê Santana, que foi companheiro dele no Fluminense e era um de seus melhores amigos:
"Se o Fluminense tivesse de homenagear um profissional, teria que levantar o busto de Castilho na frente da sua sede.
Ele carregou o time nas costas. Foi o melhor goleiro que já vi.”
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| Castilho na Copa de 1954. |
Conquistou pelo Tricolor os Campeonatos Cariocas de 1951, 1959 e 1964; a Copa Rio (Mundial) de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960 e o Torneio Municipal de 1948.
Pela Seleção Brasileira jogou 4 Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962), sagrando-se campeão em duas delas (1958 e 1962). Ganhou também o Campeonato Pan-Americano de 1952, a Taça Oswaldo Cruz de 1950 e 1962 (Brasil x Paraguai), a Taça Bernardo O’Higgins de 1955 (Brasil x Chile) e a Copa Roca de 1957 (Brasil x Argentina).
O dia 2 de fevereiro de 1987 foi um dos piores dias para o Fluminense e sua torcida. Nesse fatídico dia o nosso herói, que tantas vezes saltou pra defender a baliza tricolor, acabou por saltar rumo à eternidade e nos deixou órfãos de sua proteção. Ele partiu deixando seu legado e sua marca na história do futebol brasileiro e no Fluminense.
Castilho sempre estará imortalizado na alma de cada um de nós, que temos em comum com ele essa paixão inexplicável pelo Fluminense Football Club. O São Castilho que outrora nos protegia em campo agora nos protege nos Céus. Obrigado por tudo, nosso eterno camisa 1!
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| Telê emocionado no enterro de seu melhor amigo. Fonte: "O último voô do herói", de Paulo Kastrup. |
Por hoje é só. Até semana que vem!
Enquanto quarta-feira que vem não chega, não deixem de acompanhar o Fluminense Histórico no Twitter, Facebook e agora no Medium!
Abs e Saudações Tricolores!
Colunas - FluLink - FluLink Relembra - Fluminense
Particularmente, essa conquista sempre foi um assunto no qual me despertou bastante interesse. Li, reli, li de novo, não parei de ler artigos sobre o torneio. Quis aprender o máximo possível sobre aquela copa que os rivais tanto gostam de criticar. E posso dizer com segurança: é tudo inveja do sempre pioneiro Fluminense. Vai ver é porque àquela altura nenhum deles havia conquistado nenhum título internacional da grandeza da Copa Rio...
A Copa Rio teve duas edições: a de 1951, conquistada pelo Palmeiras, e a de 1952, vencida pelo Fluminense. O Torneio tinha esse nome pois era patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi autorizado pela FIFA e a CDB (que depois virou CBF) ficou responsável pela organização, juntamente com o Fluminense, pois era comemorado o cinquentenário do Clube, que pouco tempo atrás ficou conhecido mundialmente por ter recebido do COI (Cômite Olímpico Internacional) a Taça Olímpica em 1949. E o Tricolor das Laranjeiras conquistou o mundo de forma invicta!
O Torneio foi dividido em 2 grupos: 1 em São Paulo e 1 no Rio de Janeiro.
O grupo da Cidade Maravilhosa era composto pelo Fluminense, campeão carioca de 1951; o Sporting Lisboa, com a base Tri português de 1950/1951, 1951/1952, 1952/1953; o Peñarol, campeão uruguaio de 1951 e com 9 jogadores da Seleção Uruguaia campeã mundial em 1950 (Entre eles, os craques Schiaffino e Ghiggia); e o Grasshopper, campeão suíço de 1951/1952 e representante da Suíça, o País anfitrião da próxima Copa do Mundo, a de 1954.
O grupo da Cidade de São Paulo era encabeçado pelo Corinthians, campeão paulista de 1951 (Com o lendário goleiro Gilmar e o o atacante Baltazar); Saarbrucken, na época finalista do campeonato alemão de 1951/1952 e que vinha de goleadas contra fortes equipes europeias como o Real Madrid, Athletic Bilbao e Liverpool; Libertad, que liderava o campeonato paraguaio à época do convite (A Seleção Paraguaia foi campeã da Copa América em 1953 e vice em 1947 e 1949); e o Áustria Viena, que liderava o campeonato austríaco no momento em que foram convidados (A equipe tinha craques como Ernst Orwick (o maior jogador austríaco de todos os tempos), Ernst Stojaspal, Karl Stotz, Walter Schleger e que foi campeã austríaca em 1952/1953).
Leitor: não há como diminuir a importância e a grandeza da Copa Rio de 1952. É impossível! O Torneio contava com as principais potências da época, exceto com algumas recusas, muitos por causa de razões diversas, como é o caso da Juventus, campeã italiana de 1952 que saiu se sentindo "ofendida" e que, assim como o Milan, campeão italiano de 1951 e que se recusou a jogar a Copa Rio no ano anterior, negou-se a jogar o torneio. O Racing, campeão argentino, foi impedido pela AFA, que inclusive negou-se a mandar a Seleção Argentina vir ao Brasil disputar a Copa do Mundo de 1950; o Liverpool, campeão inglês se recusou a jogar, assim como a maioria dos clubes ingleses/escoceses relutaram a competir a Copa Intercontinental até o início dos anos 80.
Repito: a Copa Rio foi o torneio mais importante até o início da Copa Intercontinental, em uma época onde não havia Libertadores da América e nem Copa dos Campeões Europeus.
O Fluminense a conquistou com sangue nos olhos e brilhos nos pés. O Esquadrão de Castilho, Pinheiro, Píndaro, Didi, Orlando e Telê sob a batuta do Técnico/Maestro Zezé Moreira empatou com o Sporting (0x0), e passou por cima do Grasshopper (1x0), do Peñarol (3x0) na fase de grupos, do Áustria Viena (1x0 e 5x2) na semi final e do Corinthians na final (2x0 e 2x2), até levantar a Taça de campeão mundial de 1952.
Então, após a vitória contra os temidos uruguaios, eis que chega o confronto contra a poderosa equipe do Áustria Viena. O Fluminense não toma conhecimento e vence os austríacos nos 2 jogos: no 1º, dia 23 de Julho de 1952 por 1x0, com gol de Didi, de falta; e no 2°, dia 27 de Julho de 1952 por 5x2. Mais uma vez o futebol sul americano derrota o futebol europeu.
Vale lembrar que até essa partida o nosso goleiro e maior ídolo Castilho até então não havia levado gols.
| A cobiçada Taça da Copa Rio. |
Leitor: não há como diminuir a importância e a grandeza da Copa Rio de 1952. É impossível! O Torneio contava com as principais potências da época, exceto com algumas recusas, muitos por causa de razões diversas, como é o caso da Juventus, campeã italiana de 1952 que saiu se sentindo "ofendida" e que, assim como o Milan, campeão italiano de 1951 e que se recusou a jogar a Copa Rio no ano anterior, negou-se a jogar o torneio. O Racing, campeão argentino, foi impedido pela AFA, que inclusive negou-se a mandar a Seleção Argentina vir ao Brasil disputar a Copa do Mundo de 1950; o Liverpool, campeão inglês se recusou a jogar, assim como a maioria dos clubes ingleses/escoceses relutaram a competir a Copa Intercontinental até o início dos anos 80.
Repito: a Copa Rio foi o torneio mais importante até o início da Copa Intercontinental, em uma época onde não havia Libertadores da América e nem Copa dos Campeões Europeus.
O Fluminense a conquistou com sangue nos olhos e brilhos nos pés. O Esquadrão de Castilho, Pinheiro, Píndaro, Didi, Orlando e Telê sob a batuta do Técnico/Maestro Zezé Moreira empatou com o Sporting (0x0), e passou por cima do Grasshopper (1x0), do Peñarol (3x0) na fase de grupos, do Áustria Viena (1x0 e 5x2) na semi final e do Corinthians na final (2x0 e 2x2), até levantar a Taça de campeão mundial de 1952.
A vitória mais comemorada tanto pelos tricolores como pelos brasileiros foi naquele dia 20 de Julho de 1952, 1 dia antes do Fluminense completar 50 anos, contra o Peñarol. Aquele 3x0 inesquecível foi o vingança tão aguardada após o Maracanazzo, com 2 gols de Marinho e o outro de Orlando pingo de ouro.
| A festa após a vitória ante a equipe uruguaia do Peñarol. (Acervo FFC) |
Então, após a vitória contra os temidos uruguaios, eis que chega o confronto contra a poderosa equipe do Áustria Viena. O Fluminense não toma conhecimento e vence os austríacos nos 2 jogos: no 1º, dia 23 de Julho de 1952 por 1x0, com gol de Didi, de falta; e no 2°, dia 27 de Julho de 1952 por 5x2. Mais uma vez o futebol sul americano derrota o futebol europeu.
Vale lembrar que até essa partida o nosso goleiro e maior ídolo Castilho até então não havia levado gols.
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| Ilustração dos gols da partida. (História Ilustrada) |
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| Jornal sobre a partida. |
E então, o Fluminense conquista a mais bela de suas vitórias, a mais gloriosa batalha da mais importante guerra. Como diria Nelson Rodrigues um tempo depois, mas que pode ser usado pra época: Amigos, a humildade acaba aqui. E acabou mesmo. O Fluminense superou todas as adversidades e se superou pra ganhar esse título.
No 1º jogo, no dia 30 de Julho de 1952, 2x0, com gols de Orlando e Marinho. No 2º embate, no dia 2 de Agosto de 1952, 2x2, com gols de Didi e Marinho pra equipe das três cores que traduzem tradição. Não há mais dúvidas: o Fluminense conquistou o mundo!
Rivais: podem tentar fazer de tudo, diminuir, desmerecer ou menosprezar esse título. Vocês só não conseguirão apagá-lo da história. Jamais.
| A escalação tricolor montada pelo Técnico Zezé Moreira no 2-3-5. (Tactical Pad) |
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Fala, tricolores! Hoje o tema a ser abordado no "FluLink Relembra" é o imponente Estádio Manoel Schwartz, mais conhecido como Estádio das Laranjeiras. O Estádio que outrora foi o maior da América Latina. A casa do Futebol Carioca pré-Maracanã. A histórica e majestosa cancha do Fluminense.
O terreno onde é hoje o Estádio era, antes de ser o Estádio, o famoso Campo da Rua Guanabara, onde em 1904 o Flu jogou pela primeira vez ali. O club montou uma pequena arquibancada e houve ali uma das primeiras vendas de ingresso do futebol Brasileiro para a partida contra a equipe do Paulistano. Já no ano de 1905, graças ao Patrono tricolor Eduardo Guinle, as primeiras arquibancadas definitivas foram construídas. No mesmo ano, os sócios constroem a segunda sede no local. E a terceira sede é construída em 1915, também com ajuda dos sócios.
O Templo do Futebol Brasileiro foi erguido as custas dos sócios do Fluminense (diferente de outros clubes por aí) e também graças a Eduardo Guinle, sócio de número 48 do Club e Presidente de 1916 a 1930. Guinle sempre dedicou-se inteiramente ao FFC e mudou pra sempre a história do Tricolor das Laranjeiras, concluindo em as obras da quarta sede tricolor no terreno e as obras do Estádio das Laranjeiras, da piscina, das quadras de tênis e do stand de tiro esportivo.
O Templo do Futebol Brasileiro foi erguido as custas dos sócios do Fluminense (diferente de outros clubes por aí) e também graças a Eduardo Guinle, sócio de número 48 do Club e Presidente de 1916 a 1930. Guinle sempre dedicou-se inteiramente ao FFC e mudou pra sempre a história do Tricolor das Laranjeiras, concluindo em as obras da quarta sede tricolor no terreno e as obras do Estádio das Laranjeiras, da piscina, das quadras de tênis e do stand de tiro esportivo.
Como diria Nelson Rodrigues: "Não se dá um passo em Álvaro Chaves sem tropeçar numa glória". É impossível. A história reside ali. A primeira partida da Seleção Brasileira foi no campo do Fluminense Football Club, contra o Exeter City, clube inglês, no dia 21 de Julho de 1914, aniversário de 12 anos do Tricolor das Laranjeiras.
O Estádio tricolor foi inaugurado oficialmente no dia 11 de maio de 1919, em uma partida entre a Seleção Brasileira e a Seleção Chilena: vitória esmagadora do Brasil por 6x0.
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| Brasil x Exeter City, em 1914 |
O Estádio tricolor foi inaugurado oficialmente no dia 11 de maio de 1919, em uma partida entre a Seleção Brasileira e a Seleção Chilena: vitória esmagadora do Brasil por 6x0.
| Brasil 6x0 Chile. (Acervo FFC) |
Ali mesmo o Fluminense, em seu Estádio, sediou o Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, atual Copa América, onde a Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título de relevância. Até então o Estádio das Laranjeiras era o maior estádio de futebol da América Latina.
Sediamos novamente o Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1922, no ano do Centenário da Independência do Brasil. Novamente o Estádio dá sorte e o Brasil conquista seu 2º título do Torneio e o 2º título em Laranjeiras. Ainda no ano de 1922 sediamos os Jogos Olímpicos Latino Americanos, atual Jogos Pan-Americanos.
| O Flu expandiu seu estádio em 5 mil lugares para o Campeonato Sul-Americano de 1922. (Acervo FFC) |
No dia 21 de Junho de 1928 o Estádio recebe iluminação artificial, inaugurada na partida entre a Seleção Carioca de Futebol e a equipe escocesa do Morthewell.
A primeira partida oficial do Fluminense em seu Estádio foi contra o Vila Isabel, no dia 13 de julho de 1919 pelo Carioca daquele ano. Vitória tricolor por 4x1, com 3 gols do Tank Inglês Welfare e 1 de Machado.
Em 1961, eis a maior tragédia: O Governo do Estado da Guanabara desapropriou a parte da arquibancada que ficava localizada na Rua Pinheiro Machado para duplicação dessa rua. O Estádio nunca mais foi o mesmo. O Fluminense foi mutilado. Demos prova de sacrifício pelo bem comum.
Em 2004 o Estádio passa a se chamar oficialmente Estádio Manoel Schwartz , em homenagem ao grande Presidente tricolor do período entre 1983 a 1986, onde ganhamos o Campeonato Brasileiro de 1984 e o Tricampeonato carioca de 1983/1984/1985.
Em sua eterna casa, o Fluminense disputou 839 partidas, saindo vitorioso em 531 jogos, tendo empatado 158 vezes e perdido 150 jogos. Conquistamos 11 títulos, incluindo os ganhos no antigo Campo da Rua Guanabara, atual Estádio das Laranjeiras, foram eles: Os Campeonatos Cariocas de 1907, 1908, 1911, 1919, 1924, 1936 e 1938. Ganhamos também o Torneio Aberto de 1935, o Torneio Municipal de 1938 e as Taças Guanabara de 1991 e 1993.
Seus rivais que tanto desdenham o Estádio das Laranjeiras esqueceram que já precisaram do Fluminense. Mas a história é justa e nos lembra: Ali foi o segundo Estádio que o Flamengo mais jogou e graças ao Fluminense ter cedido o as Laranjeiras que a equipe rubro-negra conseguiu jogar a Série A do Carioca. Já seu rival cruzmaltino jogou 102 partidas no Estádio, inclusive a sua primeira partida internacional contra o Universal do Uruguai. O Vasco em 1923 não poderia joga a Série A do Carioca pois não tinha Estádio fixo. O Fluminense, com tamanha fidalguia, cede seu Estádio pro rival poder jogar a elite, com fonte no livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho.
Tricolor: orgulhe-se do nosso patrimônio! Definitivamente, a conclusão a que chegamos é que realmente Nós Somos a História. E ninguém jamais apagará o nome do Fluminense Football Club da história.
Em 2004 o Estádio passa a se chamar oficialmente Estádio Manoel Schwartz , em homenagem ao grande Presidente tricolor do período entre 1983 a 1986, onde ganhamos o Campeonato Brasileiro de 1984 e o Tricampeonato carioca de 1983/1984/1985.
Em sua eterna casa, o Fluminense disputou 839 partidas, saindo vitorioso em 531 jogos, tendo empatado 158 vezes e perdido 150 jogos. Conquistamos 11 títulos, incluindo os ganhos no antigo Campo da Rua Guanabara, atual Estádio das Laranjeiras, foram eles: Os Campeonatos Cariocas de 1907, 1908, 1911, 1919, 1924, 1936 e 1938. Ganhamos também o Torneio Aberto de 1935, o Torneio Municipal de 1938 e as Taças Guanabara de 1991 e 1993.
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| O atual Estádio |
Seus rivais que tanto desdenham o Estádio das Laranjeiras esqueceram que já precisaram do Fluminense. Mas a história é justa e nos lembra: Ali foi o segundo Estádio que o Flamengo mais jogou e graças ao Fluminense ter cedido o as Laranjeiras que a equipe rubro-negra conseguiu jogar a Série A do Carioca. Já seu rival cruzmaltino jogou 102 partidas no Estádio, inclusive a sua primeira partida internacional contra o Universal do Uruguai. O Vasco em 1923 não poderia joga a Série A do Carioca pois não tinha Estádio fixo. O Fluminense, com tamanha fidalguia, cede seu Estádio pro rival poder jogar a elite, com fonte no livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Filho.
Tricolor: orgulhe-se do nosso patrimônio! Definitivamente, a conclusão a que chegamos é que realmente Nós Somos a História. E ninguém jamais apagará o nome do Fluminense Football Club da história.
Quarta feira que vem tem mais! Enquanto isso vocês podem me achar lá no @fluhistory! Abs e ST.
Fonte: Acervo FFC e Rsssf Brasil
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Salve, galera tricolor! Na quarta passada estreamos por aqui a série "FluLink Relembra", falando do histórico craque Paraguaio Romerito.
E o nosso assunto de hoje é sobre um dos maiores times da história do Futebol Brasileiro. Uma máquina que conquistou 9 títulos entre 1936-1941 e reinou no Rio de Janeiro com 90 vitórias, 21 empates e 21 derrotas. 410 gols feitos, 106 só no Carioca de 1941 (recorde) e 187 gols contra.
Um verdadeiro esquadrão recheados de craques e que cinco jogadores dali foram pra França em 1938 junto com a Seleção Brasileira disputar a Copa do Mundo e terminar no melhor resultado do Brasil em Copas do Mundo até então (3º lugar). O Fluminense já reinava antes do Maracanã.
Sem mais. Vamos direto ao ponto!
Essa máquina começou a ser modelada já no finzinho de 1935, quando o Fluminense viu a necessidade de formar uma forte equipe frente aos seus rivais. Tamanha era a força do futebol carioca naquele tempo que dos 22 jogadores convocados pra Copa do Mundo, 18 eram cariocas: Batatais, Romeu, Machado, Tim e Hércules representariam o Fluminense no mundial da França.
Então o club resolveu se reforçar e contratou diversos jogadores da vitoriosa Seleção Paulista, entre eles Batatais, Hércules, Romeu e Machado. Esses craques se juntaram ao goleador Russo e a Brant. Já em 1937, o Fluminense novamente vai a São Paulo e traz Tim, o El Peón, que no Campeonato Sul-Americano de 1936 ganhara o apelido dos torcedores argentinos, impressionados com a qualidade do seu futebol. O Fluminense ainda traz Carreiro em 1940, granade ponta esquerda que fez sucesso no São Cristóvão e o argentino Rongo, ex River Plate e goleador por lá nas décadas de 30 e 40 e que jogou no Fluminense em 1940-1941, sendo bi campeão carioca e dono de um recorde tricolor de 6 gols em um único jogo (contra o São Cristóvão em 1941).
Então o club resolveu se reforçar e contratou diversos jogadores da vitoriosa Seleção Paulista, entre eles Batatais, Hércules, Romeu e Machado. Esses craques se juntaram ao goleador Russo e a Brant. Já em 1937, o Fluminense novamente vai a São Paulo e traz Tim, o El Peón, que no Campeonato Sul-Americano de 1936 ganhara o apelido dos torcedores argentinos, impressionados com a qualidade do seu futebol. O Fluminense ainda traz Carreiro em 1940, granade ponta esquerda que fez sucesso no São Cristóvão e o argentino Rongo, ex River Plate e goleador por lá nas décadas de 30 e 40 e que jogou no Fluminense em 1940-1941, sendo bi campeão carioca e dono de um recorde tricolor de 6 gols em um único jogo (contra o São Cristóvão em 1941).
No Campeonato Carioca de 1936, o Fluminense se sagra campeão após bater o Flamengo num melhor de 3 jogos.
No 1º jogo, empate de 2x2, com gols de Russo e Hércules. Já no 2º jogo, um verdadeiro chocolate na equipe rubro-negra: vitória por 4x1, com 2 gols de Russo e 2 gols de Hércules. Então chega o 3º e último jogo: novamente um empate de 1x1, com gol de Hércules.
O Fluminense foi campeão carioca de 1936 após 18 jogos e 11 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 64 gols a favor e 20 contra. Técnico: Carlos Magnano (uruguaio).
Time campeão de 1936. (Acervo FFC)
No Campeonato Carioca de 1937, o Fluminense se sagra campeão carioca após 22 jogos, 17 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota. 65 gols a favor e 22 contra. Técnico: Carlos Magnano (uruguaio).
No Campeonato Carioca de 1938, saímos campeões após 16 jogos, 12 vítorias, 2 empates e 2 derrotas. 53 gols a favor e 22 contra. Técnico: Carlos Magnano
No ano de 1938 ganhamos também a Taça Gardano, que mede 2,10 e pesando cerca de 120 kg, ela foi disputada entre Fluminense e Flamengo durante 1936, 1937 e 1938; e quem obtivesse mais vitórias em Fla x Flu's levaria o troféu. Como de praxe, a Taça está agora na entrada da Sala de Troféus das Laranjeiras, após 4 vitórias do Fluminense, 2 do Flamengo e 4 empates.
Time Campeão em 1938. (Acervo FFC)
Time Campeão em 1938. (Acervo FFC)
No Campeonato Carioca de 1940, o Fluminense conquista a taça após 24 jogos, 17 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. 62 gols a favor e 31 contra.
Time campeão de 1940. (Jornal da Época)
No Campeonato Carioca de 1941 houve o lendário Fla Flu da Lagoa. Após estarmos vencendo por 2x0, com gols de Pedro Anorim e Russo, e após ter Carreiro expulso, Brant cansado e Batatais com a clavícula deslocada, e não podendo fazer substituições naquela época, com o placar tendo chegado ao empate, faltando 5 minutos pro fim da partida os jogadores tricolores começam a chutar as bolas em direção a Lagoa Rodrigo de Freitas, até então vizinha do Estádio da Gávea. Então a batalha campestre agora atinge as águas, com a equipe de remo rubro-negra indo buscar as bolas a toda velocidade. Esfria-se o jogo e o Fluminense se sagra campeão carioca de 1941!
Tivemos 29 jogos, com 22 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. 106 gols a favor (recorde absoluto) e 48 contra.
Time Campeão em 1941. (Acervo FFC)
Romeu, Russo, Tim e Hércules.
Além dos cinco cariocas conquistados, ainda vencemos um Torneio Extra (1941), um Torneio Municipal (1938) e dois Torneios Início (1940 e 1941).
OBS: Escolhi esse tema visto que muitas vezes essa máquina foi esquecida, mas foi a que mais foi venceu com a camisa das três cores que traduzem tradição. Sob o comando de Romeu, essa geração reinou soberana e com folgas de seus rivais no Rio de Janeiro.
Nessa coluna semanal o intuito será sempre esse: levar a você, leitor, tricolor ou não, um pouco mais da brilhante história que o Fluminense Football Club possui, cheia de conquistas e superações. Vocês podem me encontrar lá no Fluhistory! Abraços e Saudações Tricolores.
Fonte de dados: Fluminense
Fonte de dados: Fluminense
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Nobres tricolores! Hoje venho me apresentar a vocês pois agora aqui no FluLink começaremos com um espaço chamado "FluLink Relembra". Escreverei semanalmente às quartas aqui no site sobre assuntos relacionados a pioneiríssima história do Fluminense Football Club. Me chamo Paulo e sou o administrador do Twitter Fluminense Histórico (@fluhistory) e da Página no Facebook Fluminense Histórico (/fluhistory).
O assunto de hoje é ninguém menos que um ídolo tricolor e paraguaio: Romerito! Está no rol de maiores ídolos e dos melhores jogadores da história do nosso Fluminense Football Club.
Julio Cesar Romero Insfrán é até hoje considerado o maior jogador de futebol da história do Paraguai. Único paraguaio incluído na lista de 100 melhores jogadores vivos da história, elaborada por Pelé e pela Fifa em 2004. Romerito jogou 5 anos no Fluminense (1984-1989) em 215 partidas e fez 57 gols. Participou da conquista do Campeonato Brasileiro de 1984 e dos Campeonatos Cariocas de 1984/1985, sendo dele o gol do Brasileiro de 1984 (no 1° jogo da decisão contra o Vasco) e do Carioca de 85 (na decisão contra o Bangu). Conquistou ainda o Torneio de Seul de 1984 e a Copa Kirin de 1987.
O início de sua carreira foi bastante promissor. Surgiu no Sportivo Luqueño, do Paraguai e ali ele já demonstrava seu talento no futebol e era tido como uma das grandes promessas do futebol Sul-americano Pela Seleção Paraguaia, Romerito ganhou a Bola de Prata do Campeonato Sul-americano sub-19, só perdendo o posto de melhor jogador do Campeonato pra Maradona e ganhou a Copa América de 1979, fazendo o gol de empate do Paraguai contra a Seleção Brasileira, no Maracanã pela semifinal, eliminando assim o Brasil. Na final fez 2 gols no 1° jogo contra o Chile.
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| Romerito em campo pela Seleção Paraguaia. |
Em 1984, o Fluminense contrata Romerito, que até então era jogador do New York Cosmos, que reunia grandes craques do Futebol Mundial (Beckenbauer, Pelé, Carlos Alberto Torres, Neeskens, etc.). Romerito caiu como uma luva no time vencedor de 1983 e foi peça fundamental naquele inesquecível time.
Em 1985 ele foi eleito pela enquete feita pelo El País, jornal uruguaio, o melhor jogador da América do Sul.
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| Romerito em sua apresentação no Fluminense. |
Jogando pelo Fluminense, Don Romero foi convocado pra Copa de 1986, atuando em 4 partidas e convocado pra Copa América de 1987.
Em 1989 sai do Fluminense pra ir jogar no Barcelona.
Em 2003 ele encerra sua brilhante carreira no em seu País natal, Paraguai, na equipe do Cerro Corá.
Até hoje Romerito é presença constante nas Laranjeiras e nos jogos do Fluminense. Como ele mesmo já disse: "Onde eu vou digo que a torcida do Fluminense é a melhor do mundo".
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| Romerito com a camisa do Barcelona. |
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