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Na última quarta-feira, o Fluminense anunciou a contratação do lateral direito Lucas, de 28 anos, vindo do Palmeiras por empréstimo. Chegando ao tricolor para assumir uma posição carente, o jogador é conhecido pelo bom desempenho ofensivo e alto número de assistências, mas vem de uma péssima temporada pelo Cruzeiro, onde foi criticado duramente pelas falhas defensivas e não bastasse isso, ainda se apresentou fora de forma no Flu.

Lucas chega pra assumir a lateral direita.
                     
                                         
Revelado pelo Figueirense em 2007, Lucas chegou tímido ao profissional, mas ao longo do tempo foi conquistando seu espaço no clube catarinense e em 2009, com o alvinegro na Série B, foi titular na lateral, fazendo uma brilhante temporada, apesar de não conseguir o acesso. Foram 3 gols e 7 assistências em 33 jogos.
Em 2010, após terminar a Série B em terceiro, o Figueirense conseguiu o acesso para a primeira divisão e Lucas foi novamente destaque, marcando 6 gols e dando 4 passes para gol, o que lhe rendeu o prêmio de melhor lateral direito do campeonato.

Lucas pelo Figueirense em 2010
                         
                                                  
As boas atuações e o acesso a Série A renderam sondagens de times grandes do futebol brasileiro e o Botafogo acabou agradando Lucas, que acertou sua ida ao alvinegro carioca em janeiro de 2011, assinando um contrato de 5 anos.
Se mostrando uma peça ofensiva muito importante, seu rendimento pelo clube carioca agradou tanto que em outubro de 2012, foi convocado por Mano Menezes para a disputa do Superclássico das Américas contra a Argentina.

Lucas com o troféu do superclássico
                                   
                                                    
No ano seguinte, em 2013, o Botafogo foi campeão carioca em cima do Fluminense e Lucas foi nomeado o melhor lateral direito do torneio, talvez o melhor momento da sua carreira, onde estava em alta. Mas em julho de 2013, uma fratura no tornozelo o tirou dos gramados por 6 meses e o jogador viu Gilberto, jovem revelação do clube carioca tomar sua posição e ser um dos nomes que ajudou a classificar a equipe para a Libertadores 2014.

Após voltar de lesão, o jogador perdeu espaço, com más atuações e com a crise vivida no alvinegro, onde teve o salário atrasado, decidiu processar o clube e cobrar 20 milhões na justiça. Lucas ficou no Botafogo por 4 anos, disputou 171 jogos, marcou 7 gols e distribuiu 22 assistências para seus companheiros. 

Lucas assinou com o Palmeiras em dezembro de 2014

Querendo dar a volta por cima após 2 anos ruins, Lucas acertou sua ida ao Palmeiras, que tinha como grande desafio voltar a conquistar títulos importantes. Com um bom desempenho no campeonato paulista, o lateral parecia ter voltado a boa forma e foi o melhor assistente da equipe no torneio, com 7 passes para gol. Durante o Campeonato Brasileiro, Lucas teve bons e maus momentos, mas ainda sim foi o titular absoluto da lateral.
Em dezembro daquele mesmo ano, o jogador conquistou o título mais importante da sua carreira, a Copa do Brasil. Titular na campanha toda, Lucas não disputou a final por estar suspenso.

Lucas no Brasileirão 2015:

28 jogos
2 gols
3 assistências (13 p/finalização)
798 passes (3º que mais acertava na equipe)
104 cruzamentos (25% aprov.)
49 desarmes (85% aprov.)
105 rebatidas
10 cartões amarelos

Em 2016, sem as mesmas boas atuações do ano anterior e com a chegada de Jean para a lateral direita, Lucas foi perdendo espaço e mesmo sendo titular na Copa Libertadores, foi emprestado ao Cruzeiro junto com o companheiro Robinho.


Lucas não se firmou no Cruzeiro

Sob a desconfiança da torcida celeste, Lucas, que foi contratado pra ser solução, virou um problema. Expulso duas vezes em menos de 6 seis partidas, o lateral começou a ser constantemente vaiado e seus erros sucessivos não irritavam só a torcida, como também o técnico Paulo Bento. 
Com a chegada de Mano Menezes, Lucas foi perdendo espaço e caiu no esquecimento, entrando apenas algumas vezes.

Lucas no Brasileirão 2016:

21 jogos
1 assistência
656 passes certos
86 cruzamentos (12% aprov.)
29 desarmes (82% aprov.)
77 rebatidas
11 cartões amarelos
3 cartões vermelhos

Lucas chega ao Fluminense sob críticas a sua fase e forma, mas conta com o apoio do técnico Abel Braga pra assumir a lateral direita, posição carente no tricolor durante os últimos anos.
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Reprodução/Fluminense Football Club

Novo presidente, nova direção, 'novo' técnico, mas sem muita esperança. O Fluminense se apresenta nesta quarta-feira (04) para começar sua preparação da temporada em 2017 sem grandes novidades no elenco e com um aviso claro: não irá contratar enquanto não conseguir se desvincular de peças que estão em processo de saída. Trata-se da nova política de gestão do futebol, encabeçada pelo presidente Pedro Abad e que tem ainda Fernando Veiga, Marcelo Teixeira, Alexandre Torres e Abel Braga - este último sendo novamente o técnico após três anos e meio. 

O Fluminense vive uma transição não só no comando do futebol, mas também na forma de gerir (ao menos é isso que se produz nos primeiros passos dos dirigentes). Prejudicados pela falta de filosofia e completo amadorismo da gestão anterior, a nova direção se encontra de mãos atadas em contratos longos e com valores fora do mercado atual para os jogadores que possui. Torna-se completamente complicado tomar iniciativa de contratações sem primeiro traçar um plano de desafogo financeiro, ainda mais com a pasta precisando lidar com a falta de um patrocinador master e fornecedor de material esportivo que também contribui financeiramente. Com isso em vista, Abel vai precisar trabalhar com o elenco de 2016 já desfalcado das peças que o clube liberou ou doou (caso de Cícero e que será abordado ainda neste texto) e as aquisições dos promissores Jefferson Orejuela e Junior Sornoza (frutos de uma das poucas atitudes louváveis de Jorge Macedo, ex-diretor de futebol), além dos jogadores que retornam de empréstimo e estão nos planos do técnico. Tecnicamente, não se trata de uma equipe ruim, mas que foi mal gerida e mal explorada no ano anterior, o que significa que o trabalho será árduo neste início, praticamente do zero. Levir não deixou absolutamente nada de bom e Marcão, seu sucessor provisório, trouxe um final melancólico para uma temporada tão frustrante quanto nos anos anteriores.

Sornoza e Orejuela desembarcaram no Rio na terça-feira; Reforços para 2017. (Imagem: Mailson Santana/Fluminense Football Club)

Existe a expectativa de liberar espaço tanto no elenco, quanto na folha salarial com a saída de jogadores como Henrique Dourado, Wellington Silva, Osvaldo, Gum, Giovanni, William Matheus e Dudu (este já treina com o Náutico) para que enfim sejam feitas as reposições da melhor maneira possível. O portal NETFLU falou sobre quatro nomes apalavrados com o Fluminense: Alemão (lateral-direito), Lucas (lateral-direito), Matheus Sales (volante) e Hernán Barcos (atacante). Porém, dois desses jogadores acabaram acertando com outros clubes. Alemão, jogador vinculado ao Bragantino e emprestado na última temporada ao Botafogo, deve permanecer no rival alvinegro após o acerto de compra dos direitos do atleta, enquanto Barcos, que estava praticamente certo no Flu, decidiu jogar no Atletico Nacional-COL, atual campeão da Libertadores e principal time da América do Sul atualmente. Informações que reforçam a dificuldade inicial que Abel deve passar na preparação do time durante a temporada, ainda sem as peças definidas como necessárias.

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Quando falo sobre paciência e pés no chão, tudo que foi dito no texto explica tal definição. Temos um bom técnico, identificado com o clube, assim como os gestores do futebol, mas com carências em um elenco que pode ser chamado de terra arrasada (reforço a culpa no péssimo trabalho de Levir), exceto Gustavo Scarpa, que fez excelente temporada. A torcida se coloca como impaciente e quer uma resposta imediata diante de tudo que vem sendo noticiado, mas precisa enxergar a nossa realidade no momento. É possível ser bem melhor do que em 2016, mesmo que não façam mais contratações e apostem somente nas nossas joias da base, mas não será possível nos tirar de uma fila que se encaminha para cinco anos sem um título relevante, bastando olhar para a ferocidade do rival rubro-negro no mercado de transferências, assim como o Palmeiras, atual campeão brasileiro e até o São Paulo, que se coloca como time em crise financeira, mas anuncia 20 milhões livres para investimento no futebol. 20 milhões, ah, quem dera...

Cícero 'deixou' o Fluminense e vai jogar no São Paulo em 2017. (Imagem: Mailson Santana/Fluminense Football Club)

Entendido o fato do futebol precisar se livrar de contratos prejudiciais para investir, me questiono onde Cícero pode ser encaixado no quesito. Dono dos melhores números de toda a equipe em 2016, junto com Scarpa, o volante foi praticamente chutado de um Fluminense que possui Edson e Pierre (leia novamente os nomes) como opções imediatas após a sua saída. A alegação de jogador caro que produz muito pouco é completamente queimada quando se entra nos sites de estatísticas e é possível notar a importância que Cícero teve para que a gente pudesse sonhar com Libertadores em um determinado momento do Campeonato Brasileiro. Não se deixe levar por pensamentos mágicos. Não se deixe levar por discursos populistas e ultrapassados de que jogador bom é jogador que quebra a canela do adversário e dá bico pra frente depois que rouba uma bola. Jogador bom é jogador que produz. Cícero valia cada centavo dos seus 500 mil e seria muito importante em 2017. Por sinal, é a segunda vez que ele se destaca e no ano seguinte arrumam uma forma de se livrar do jogador com vencimentos altos. Volante é uma posição ingrata. Faz muito e dizem que você não faz nada. Jogado fora o argumento de jogador com custo-benefício ruim, muitos dos defensores das atitudes incoerentes de quem gere o clube há mais de seis anos alegam que Cícero era jogador problema, desagregador e sem sangue. Esse tipo de defesa só expõe a falta de capacidade para gerir um elenco com firmeza e competência. A não ser que existam motivos para o jogador se rebelar, como não pagar o que é direito dele como empregado. Quem não cumpre com seus compromissos, de fato não é respeitado. Portanto, a saída de Cícero, de graça e ainda por cima pagando 30% do salário para o São Paulo usufruir de suas qualidades, é um dos acontecimentos mais patéticos e catastróficos de nossa história. Piada em qualquer mesa de conversa sobre futebol. Cabe ao torcedor, com sorriso amarelo e sem graça, tentar explicar essa atrocidade cometida pela nova gestão. Que seja a única, pois para esse tipo de coisa, não existe mais um pingo de paciência, pois Peter e seus VPs e diretores de futebol levaram tudo.

É preciso olhar com seriedade e calma para um time em construção e que vai precisar de tempo para mostrar seu potencial. Estamos abaixo de muitos times que começam 2017 prometendo um grande ano. É óbvio também que se trata de um relacionamento com dois lados. Quem está do outro lado não pode apenas contar com nossa boa vontade e não mostrar que trabalha duro para melhorar o que hoje não está bom. Pode começar fechando com um novo fornecedor de material esportivo, por exemplo.

Vamos com calma para 2017. Sem expectativas altas, mas também sem pintar o fim do mundo. Diferente dos outros anos, agora temos tudo novo. Então, que se faça um esforço para esperar as coisas tomarem forma.

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Imagem: Getty Images
A temporada de 2016 ainda está em andamento, mas a diretoria do Fluminense já se movimenta para reforçar o elenco do próximo ano. Após fechar com o meia Junior Sornoza, do Independiente Del Valle-EQU, para 2017, o clube anunciou nesta quinta (01) a assinatura do pré-contrato com o volante Jefferson Orejuela, de 23 anos, outro destaque equatoriano do vice-campeão da Copa Libertadores.

Orejuela, recém-convocado para defender a Seleção do Equador pela primeira vez, esteve no banco na derrota para o Brasil, por 3 a 0, e não foi utilizado. Antes da partida, o volante falou com exclusividade ao FluLink. Confira:

FluLink: Já tem uma data para vir ao Rio de Janeiro conhecer as instalações do Fluminense?

Orejuela: Dependo das partidas pelo Independiente no Campeonato Equatoriano. Pode ser que eu viaje em setembro.

FluLink: O que sabe sobre o Fluminense? Conhece algum jogador?

Orejuela: Para ser sincero, não.

FluLink: E do futebol brasileiro em geral? Algum jogador que te agrade...

Orejuela: Tivemos a oportunidade de jogar no Brasil e conhecer um pouco através da Copa Libertadores. Gosto de jogadores como Dani Alves, Casemiro e Neymar.

FluLink: Fale um pouco mais sobre seu estilo de jogo.

Orejuela: Sou um volante central* com muita vontade, rápido, dinâmico e de poucos erros de passe. Também posso jogar um pouco mais adiantado, pela direita ou pela esquerda.

*Nota da redação: nos outros países da América Latina, "volante central" representa um 1º volante que participa de saída de bola e distribuição do jogo.

FluLink: A contratação de Sornoza te motivou a aceitar a proposta do clube?

Orejuela: Sim, com certeza.

FluLink: Foi uma surpresa para vocês, do Independiente Del Valle, que chegassem tão longe na Libertadores deste ano?

Orejuela: Sempre confiamos no que podíamos alcançar e essa foi a chave para que chegássemos tão longe.

FluLink: Deixe um recado para o torcedor do Fluminense que aguarda sua chegada.

Orejuela: Escolhi me juntar ao Fluminense em 2017. Espero dar alegrias a toda essa torcida que sempre está apoiando uma equipe grande como o Fluminense. Nos veremos em breve.


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Imagem: André Durão

Se eu disser que não aguardei por este dia, estou mentindo. Antes, por curiosidade, para saber como seria o ponto final de Fred com a camisa do Fluminense. Imaginava que sairia com Laranjeiras lotada, sendo reverenciado pela gratidão e paixão de seus fãs. Suas declarações me deixavam convicto que não existia modo disso mudar. Com o tempo, com os fracassos, com os sete ou oito técnicos que passaram por aqui desde a saída de Abel e que encerravam os trabalhos fadados à falha no projeto, sempre acompanhado de um futebol modorrento, passei a ver em Fred uma espécie de líder solitário que por mais ídolo e verdadeiramente empenhado em fazer o Fluminense crescer, muitas vezes extrapolava o limite. Limite esse que podia ser visto em diversos jogos desde 2013, quando o time deixava de tentar uma troca de passes para rifar a bola de qualquer maneira para o nosso nove. 

Trocava o técnico, o começo era bacana, meia dúzia de jogos depois, lá estava a bola sendo jogada de qualquer forma para o Fred se virar e tentar decidir. Isso não acontecia sem querer. Até onde sei - e imagino que vocês também saibam, futebol é coletivo e grandes equipes na história deste esporte possuem como principal característica um coletivo muito bem montado, com uma ou duas peças que decidiam quando a situação apertava. Fred deitou e rolou quando teve um coletivo bem montado. Craque do Brasileirão 2012. Depois disso...

Talvez eu deixe de tocar em muitos pontos que quero falar sobre a relação Fred-Fluminense, mas encerrei o parágrafo acima falando de título, quando Fred foi completamente decisivo e escreveu seu nome de uma vez por todas na história de nosso clube. É nesse ponto que eu quero tocar.

Gratidão não precisa ser um sentimento recíproco. Leio quase o tempo todo coisas do tipo "Fred não foi grato ao Fluminense e sua torcida que o acolheu quando mais precisou, então não quero saber mais". Apesar de discordar, entendo o sentimento passional e eloquente, mas tenho certeza que não conseguimos falar de alguma conquista realmente importante do Flu nos últimos anos sem tocar na relevância de Fred em todas elas. O gigantismo é invariável e inesquecível. Foi bom demais. Foi grande demais pra nós, que ficamos ainda maior com ele, que por sua vez, nunca mais vai ter seu nome dito e lembrado sem que nossas cores sejam citadas.

Não cabe a mim te fazer mudar de ideia, seja de forma positiva ou negativa sobre Fred, mas o que sai na TV tem sentido. O atacante tem família, uma esposa grávida que mora em Belo Horizonte, além de seus pais. Ele tem 32 anos, carreira sólida e conta bancária idem. Porém, um pai não se faz somente disso e não preciso me alongar nesta conversa, pois o FluLink é sobre Fluminense e futebol, não Casos de Família, mas por mais que Rio e BH sejam próximos, a distância em situações particulares faz uma diferença absurda.

Outro ponto importante e esse faço questão de falar é com quem Fred estava lidando no Fluminense desde o final de 2010. Comparado à Muricy, Emerson Sheik, Darío Conca e outros mais, Fred aguentou muito tempo. Administrador hipócrita e sem palavra não tem respeito de jogador, por mais que o nível hierárquico te obrigue a achar o contrário. Muito pior quando esse administrador não gosta do jogador e não tem problema nenhum em esconder nos bastidores. Peter queria "se livrar" de Fred HÁ MUITO TEMPO. Acredite, não estou achando, palpitando sobre o sentimento do presidente da Flusócio. Estou dando uma informação que qualquer um que trabalha em Laranjeiras pode confirmar. Em abril, Fred não falou de processo de fritura à toa. Não achou isso por causa de Levir. Aliás, se fosse apenas o Levir, ele teria resistido bem mais na época. Não é exagero falar em chapa política que aniquila ídolos. Como escudo, o ideológico "Vão-se os jogadores, fica o Fluminense", mas o que seria do Fluminense sem os diversos ídolos que tivemos durante 113 anos. Outra armadura é a política da austeridade financeira. Como se isso impedisse alguém de aprender a negociar e respeitar quem vai ficar marcado pra sempre no clube, enquanto gerentes, estes sim, só passam. Não são eleitos para terem seus nomes gritados na arquibancada e sim para arregaçar as mangas e trabalhar em prol do crescimento tricolor.

Sobre as declarações de amor de Fred, não posso responder por ele, que daqui a pouco vai ter a oportunidade de explicar ao torcedor o motivo de dizer em abril que não podia jogar toda uma história no lixo e hoje, bom... Mas posso falar por mim e reafirmar que apesar da gangorra de sentimentos nestes sete anos, sou extremamente grato à Frederico pela história que teve aqui e por todo empenho dedicado ao escudo tetracampeão brasileiro. Ninguém chega ao top 3 de artilheiros de um clube de um dia para outro. Sete anos jogando por um clube no Brasil deixou de ser normal há algum tempo. Obrigado, Fred.

Que venha Richarlison. Paciência e muito apoio com quem pode ser tão grande quanto Fred no Fluminense e na carreira. Isso, claro, se Levir deixar e se a Flusócio não eleger mais um candidato, afinal de contas, vão-se os jogadores, fica o Fluminense e o dinheiro da venda que interessa muito mais. Falando nisso, super vantajoso trocar um ídolo por CINCO MILHÕES. Parabéns.

Saudações Tricolores.
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(Imagem: Bruno Haddad/Fluminense F.C)

Com menos de dois anos de carreira, Eduardo Baptista chega ao Fluminense para substituir Enderson Moreira, demitido após a goleada sofrida diante do Palmeiras em pleno Maracanã. Filho de Nelsinho Baptista, o técnico chega falando em oportunidade da vida. Podemos levar fé em sucesso?

Particularmente, gosto da contratação de Eduardo. Treinador jovem, tanto de idade, como na carreira, já dito acima. Mesmo assim, possui uma Copa do Nordeste no currículo, logo no primeiro ano como técnico. Era preparador físico do clube pernambucano e ganhou uma chance. Com o sucesso logo de cara, ficou e ganhou todo respaldo possível do Sport, permanecendo por mais de um ano e meio e com plano de carreira montado. A torcida tricolor, saudosista e cheia de tradicionalismo, olha com certa desconfiança a vinda do promissor Eduardo Baptista.

Através de amigos e entrevistas do técnico, conheci um pouco mais sobre seu trabalho e sua filosofia. Eduardo atribuiu seu sucesso no Sport ao ótimo planejamento e organização do clube pernambucano. Estrutura, salários em dia sempre e tempo para trabalhar. Palavras dele no programa 'Cartão Verde', da TV Cultura (assista aqui). No Brasileirão deste ano, o Sport teve um início muito bom, ficando invicto por onze rodadas e disputando a liderança do campeonato, com um elenco taxado pela mídia de ''cheio de refugos''. Assim como o Fluminense, teve uma queda entre a reta final do primeiro turno e virada para o segundo. Do G4 para a décima colocação. Pela primeira vez, sofreu grande pressão para ser demitido, mas ao vencer o próprio Flu no domingo passado, aliviou as cobranças de torcida e imprensa. Notou que seu ciclo estava para se encerrar, por isso -também- aceitou a proposta tricolor.

Eduardo deixou um Sport com diretoria que lhe dava carta branca, respaldo e que tinha paciência com oscilações, para pegar um Fluminense que troca pela terceira vez de técnico no ano, pressionado pela sequência ruim no Brasileirão e que vive momento confuso nos bastidores. Com exceção a Fred, os outros medalhões são questionados pelo torcedor, que por sua vez, quer também que os garotos da base resolvam o momento complexo. A diretoria de futebol, que bancava com firmeza a permanência de Enderson, foi atropelada por Peter, presidente, que demitiu o ex-treinador, negociou com Eduardo e apresentou o próprio.

No Flu, vai encontrar também um elenco repleto de jovens, os ''moleques de Xerém''. É assim que ele gosta de trabalhar, mesclando juventude com experiência. Tem como filosofia um futebol ofensivo, veloz e muito bem postado taticamente. Era apontado no início do Brasileirão com o Sport, a melhor equipe em termos de compactação e estilo de jogo.

Em partida pelo primeiro turno do Brasileirão, um flagrante tático do Sport se defendendo. (Reprodução/Sportv)

Para muita gente, fica o receio quanto a capacidade de Eduardo para gerir o atual elenco tricolor por conta da falta de experiência, diante de Ronaldinho, Fred, Cícero e companhia. Como dito acima, no Sport teve carta branca para administrar os elencos de 2014 e 2015 e obteve sucesso. Em outra entrevista, dessa vez para o 'Taticamente Falando', de Raí Monteiro, o agora treinador tricolor foi enfático: "Para ser um bom treinador, não basta entender e fazer um bom trabalho tático. Tem que saber gerir vestiário, gerir um elenco, pessoas, vivenciar coisas do futebol no geral." (assista aqui a entrevista completa).

A partir de sábado, contra a Ponte Preta, as cornetas tricolores estarão voltadas para ele. Vai a Campinas sem Gérson, Jean e Vinícius. Deixou também de fora da viagem, Antônio Carlos (some!) e Magno Alves. É só o começo, mas para o Flu, no momento, é agora ou nunca. Temos também a Copa do Brasil, contra o Grêmio, que por muito pouco Eduardo Baptista não domou na casa deles, no primeiro turno do Brasileirão. O último fio de esperança para a salvação no ano está nele, na Copa do Brasil e na necessidade de afastar qualquer risco de tragédia no Campeonato Brasileiro.

Desejo sucesso a Eduardo Baptista no Fluminense. Que não seja fritado e que possa nos levar de volta aos trilhos, aos bons momentos que tivemos esse ano.

Saudações tricolores.
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(Foto: Carlos Moraes / Agência Estado)




de:James J. Pallotta jjpallotta@asroma.it>
para:Peter Siemsen <presidente.peter@fluminense.com.br>
data:17 de julho de 2015 18:46
assunto:Interesse em revelação

Prezado Presidente Peter Siemsen

Não nos conhecemos pessoalmente, mas já ouvi muito falar do senhor. Sou seu colega, presidente da AS Roma, e gostaria de lhe fazer uma consulta que pode ser interessante para nós dois. Meus olheiros estiveram no Rio de Janeiro há cerca de um mês para poder garimpar jovens valores brasileiros para o nosso time. Ficamos tão saudosos do grande ídolo Marquinho que precisamos de alguém à altura para matar nossos anseios.

Infelizmente, quando nossos profissionais retornaram do Rio, a bagagem foi extraviada e todos os arquivos coletados na estada brasileira se perderam. É aí que entra a sua participação. Os olheiros ficaram impressionados com um talento do seu clube, o Fluminense. O menino é canhoto e extremamente habilidoso, eles disseram. Participa bastante do jogo, tem visão, bom passe, noção de marcação, possui todos os fundamentos e é muito proativo. Só tem um detalhe, presidente: eles esqueceram do nome dessa preciosidade! Só se lembram que começa com a letra "G".

É constrangedor admitir isso, mas não me restou alternativa: preciso da sua ajuda para lembrar que jogador é esse. Tenho orçamento alto para podermos, quem sabe, fechar negócio. Estou disposto a oferecer mais de 15 milhões de euros. Só preciso saber o nome do atleta. Peço desculpas pela confusão.

Att.

James J. Pallotta
A.S Roma



de:Peter Siemsen <presidente.peter@fluminense.com.br>
para:James J. Pallotta jjpallotta@asroma.it
data:18 de julho de 2015 10:34
assunto:Re: Interesse em revelação

Caríssimo presidente James

O senhor certamente está se referindo ao menino Gerson.
Temos total interesse em concretizar a transferência. Aguardo o fax com a proposta formal para assinarmos o contrato.

Atenciosamente.

Peter Eduardo Siemsen
Fluminense Football Club



    de:James J. Pallotta jjpallotta@asroma.it
   para:Peter Siemsen <presidente.peter@fluminense.com.br>
data:20 de agosto de 2015 12:22
assunto:Re: Re: Interesse em revelação


Presidente Peter!

Já faz tempo que nos falamos, lembra de mim, né?

Novamente, conto com o precioso auxílio do colega. Nossa bagagem enfim foi encontrada! O que nos causou estranheza é que, nos nossos registros, percebemos que na verdade o nome do tal jogador (que o senhor falou que era o menino Gerson) está escrito "GUSTAVO SCARPA". O senhor conhece algum jogador com essas referências? Será que compramos o jovem errado?

Obrigado desde já.

James J. Pallotta
A.S Roma
de:Peter Siemsen <presidente.peter@fluminense.com.br>
para:James J. Pallotta jjpallotta@asroma.it
data:20 de agosto de 2015 12:23
assunto:Re: Re: Re: Interesse em revelação
Grande James

Desconheço a informação, certamente houve algum vírus nesse vai-e-vem do laptop que afetou os dados. 
 Fique tranquilo, você fez um negócio da China! 

Aproveitando o ensejo, soube do rolo que aconteceu aí com o Ashley Cole. Que coisa! Se estiver interessado em um lateral esquerdo, podemos conversar sobre o garoto Breno Lopes. É ótimo rapaz e vai acabar indo para algum time da Europa em breve. Pense com carinho. Informação privilegiada, hein. Estou te dando essa preferência. Já te considero um amigo.

Boa sorte com o Gerson.

Abraços

Peter Eduardo Siemsen
Fluminense Football Club


*Conversa traduzida livremente do italiano para o português e 
baseada em fatos reais (da cabeça do colunista) 
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Ronaldinho assina vínculo com o Fluminense. Contrato até 2016. (Gabriel Peres/Divulgação FFC)

Fluminense. Ronaldinho. Foi dada a largada para o relacionamento entre um dos pioneiros do futebol brasileiro e um dos maiores jogadores da história do futebol. Mesmo que apenas aos 35 anos, o dentuço agora veste a camisa do Tricolor. Agora sim, Ronaldinho pode dizer que sua carreira está completa. Faltava ao gênio, a magia de nossa camisa. Pois bem, desfrute. Seja bem-vindo, R10.

A negociação foi sigilosa. Entre sondagens e proposta oficial, foram quase dois meses. A diretoria, totalmente correta na postura, rechaçou dar qualquer declaração que gerasse impacto na contratação do meia-atacante eleito melhor do mundo em 2004 e 2005. Tudo isso por um motivo simples. Tem no histórico recente do craque, balões aplicados em times brasileiros, como o Grêmio em 2011, Palmeiras no ano passado e agora, há quinze dias, no rival cruzmaltino. O departamento de futebol foi ousado. Montou um projeto para ter Ronaldo. 600 mil mensais, acrescido de bônus nas ações de marketing do clube em cima do nome de R10. Assina por um ano e meio. Tempo suficiente para conquistar o que falta em sua carreira: Copa do Brasil e Brasileirão. Além, claro, de juntamente a Fred, tentar trazer o primeiro título continental do Fluminense, em 2016.

Ronaldinho chega como uma incógnita, assim como chegou ao Atlético-MG, em 2012. Lá, destroçado pela mídia ao deixar o clube protegido, viu no clube mineiro a oportunidade de mostrar que gênios e mestres, nunca perdem sua qualidade. Levou o até então Galo, carente de títulos, de volta a Libertadores, conquistando a própria, em 2013. Ronaldinho foi a contratação chave para a mudança de patamar daquele clube. Com seus defeitos extra-campo e suas atuações que oscilavam entre a perfeição e o nulo, ficou por dois anos. Saiu ao perder espaço com Levir Culpi e foi parar no Querétaro, time mexicano e que se não fosse R10, ninguém faria ideia até hoje de sua existência. Durou menos de um ano por lá e agora, em 2015, acerta seu retorno ao futebol brasileiro. 

Em seu perfil no Twitter, Ronaldinho postou essa imagem, às 18h05. Novo reforço confirmado.

A contratação do homem que é idolatrado por Neymar e Messi, hoje grandes nomes do futebol mundial, divide a torcida tricolor. Tem quem esteja eufórico, como este que vos escreve, como também tem quem ache o reforço de Ronaldinho Gaúcho, uma tremenda furada, ou até insanidade. Dá pra compreender, pois seu histórico extra-campo e os contos do futebol que envolvem a falta de comprometimento do novo camisa 10 do Flu, preocupa qualquer um. Porém, não estamos falando de um ''bad boy'' do futebol brasileiro. Estamos falando de um dos maiores jogadores da história. Maradona, fanfarrão e detestável como é, se rende ao craque do sambinha na bandeirinha do córner. R10 não é qualquer um. Que ele entenda a honra de estar vestindo uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro, pois nós sabemos a honra que é ter o jogador Ronaldinho. Vem para somar, vem para dar ao torcedor novamente, o prazer e a confiança de uma boa posição no Campeonato Brasileiro. Vem para ser o toque de qualidade nesse time tão aguerrido e tão batalhador, que se multiplica em campo por três pontos. 

Certa vez, Bruno Leonardo, colunista deste blog, disse em um texto, que faltava o arquiteto no 'Time de Pedreiros' do Fluminense. Chegou o maior de todos. O torcedor não tem outra escolha a não ser torcer. Torcer por ele, pelo Fluminense, torcer pelo sucesso desse relacionamento. É a união de gigantes. O dono do futebol show e o dono da magia de ser Football Club. Que seja homogêneo. Que sejam felizes. 

Saudações tricolores.


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Imagem/Reprodução

Após a saída de Cristóvão Borges do comando técnico do Fluminense, muitos boatos correram, mas Ricardo Drubscky acabou sendo o escolhido como substituto. A decisão pegou a torcida de surpresa, por se tratar de um desconhecido por muitos. 

Drubscky é natural de Minas Gerais, tem 55 anos e entre sua longa carreira no futebol, já foi preparador físico e diretor de futebol. Como treinador, já comandou dezessete equipes antes de chegar ao Fluminense. Seu último trabalho foi pelo Vitória-BA, onde acabou demitido há duas semanas. Seus títulos no currículo são um estadual com o Botafogo-PB, em 2002 e uma série D, em 2011, com o Tupi.

O novo técnico do tricolor teve seu trabalho de maior expressão com o Goiás, no ano passado, onde ficou na décima segunda colocação do Campeonato Brasileiro. Drubscky era chamado de professor pardal pelos torcedores do esmeraldino. No ano passado, lançou um livro sobre táticas e presenteou Fred, principal jogador do Flu. Há quem diga que ambos são amigos e que possuem o mesmo assessor, Francis Melo. 

Após essa breve apresentação, fica claro que sua vinda é extremamente contestada e provavelmente, rejeitada pelo torcedor do Fluminense, que apesar de não suportar mais as burradas de Cristóvão, não imaginava que a atual gestão o trocaria por um técnico de times sem grande expressão no currículo. Obviamente, Drubscky não vem pelo livro ou pelo que fez no futebol. O técnico chega ao Flu porque o salário não vai beirar nem 100 mil reais, o que agrada nessa nova maneira de gerir o clube. Além disso, o novo técnico trabalhou com a base do Atlético-PR, em 2013. O atual elenco que temos gira hoje em torno de alguns jogadores que saíram de Xerém. 


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Não dá, de maneira alguma, para se fazer uma análise técnica de Ricardo Drubscky, afinal de contas, ninguém acompanhou de fato o trabalho do mesmo em outras equipes. Porém, existe um fato, praticamente unânime nas redes sociais: Por onde ele passou, não deixou saudade. Quando indicamos seu trabalho no Goiás como melhor, significa que foi o mais duradouro, já que na maioria das equipes, Drubscky não conseguiu durar uma temporada completa. 

Desejo, como torcedor e sempre defensor do Fluminense, boa sorte e bom trabalho ao novo treinador. E neste mesmo parágrafo, anuncio aqui que se não houver uma oposição digna do meu voto no ano que vem, se torna improvável escolher alguém na próxima eleição presidencial. Não é desse jeito, com essas escolhas, que teremos um Maracanã lotado e o clube com associação em massa. Com essas escolhas, Peter Siemsen assume de uma vez por todas, junto de sua diretoria, que não entendem não só de futebol, mas também de Fluminense. Com essas escolhas, assume-se a incapacidade de pensar sem colocar o imediatismo na frente da inteligência. Beiramos o fracasso no falido Campeonato Carioca por insistência em um técnico que não funcionou. Hoje, no decorrer da temporada, é feita uma troca muito arriscada, por uma outra aposta que não tem uma série de bons números a seu favor. Planejamento não é o forte dessa gestão. Não no futebol.

Parabéns, diretoria, por não pensar fora da caixinha ultrapassada e fracassada do futebol brasileiro. No fundo, não somos vítimas do retrocesso e sim, cúmplices.

Saudações tricolores.
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Fred fica até 2018 no Fluminense. (Imagem/Divulgação FFC)


Laranjeiras, 30 de janeiro de 2015. O clube que chegaria ao fundo do poço sem a antiga patrocinadora, anuncia a renovação do maior ídolo da atualidade por mais quatro anos. O Fluminense tem Fred e o Fred tem o Fluminense.
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Imagem/Gazeta Press

Contratados como apostas em 2014, Edson e Guilherme Mattis possuem vínculo com o Fluminense até maio deste ano. Com boas apresentações na última temporada, é natural que ambos tenham sido sondados, e se existiu semelhança no status quando chegaram ao clube, não podemos dizer o mesmo do discurso de cada um quando questionados sobre o futuro.
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Quando a semana se arrastava para a mesmice e a calmaria nas Laranjeiras antes da partida diante do Boavista, surge uma notícia interessante: Fluminense e São Paulo estariam negociando a troca entre Wágner e Osvaldo por empréstimo de uma temporada. Analisando friamente: Seria uma boa?

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