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O entrevistado de hoje é Kleyton Fernandes, 18 anos, morador da zona oeste, atual membro da Bravo 52.
1- Com a chegada do Fluminense a SuperLiga de vôlei acha que o clube terá bom público?
Kleyton Fernandes:Bom, não dá pra falar com convicção que sim, mas acho muito bom o Fluminense participar da elite de outro esporte popular como é o Vôlei, espero que dê um bom publico nos jogos no RJ.
2- Gosta mais da formação do time com Douglas ou Pierre?
Kleyton Fernandes: Vão me odiar por isso, mas eu não acho o Pierre horrendo como dizem. Acho que fazendo o simples ele não compromete. O Douglas é nitidamente mais qualificado porém ainda é novo, hoje eu prefiro o Pierre.
3- Qual seu jogo mais inesquecível no estádio com a camisa do Fluminense?
Kleyton Fernandes: Qualquer outro tricolor diria algum jogo da libertadores de 2008, mas eu (pasmem) não fui em nenhum jogo da libertadores daquele ano, por meu pai ser vascaíno eu passei a ir frequentemente em jogos sozinho depois de uma certa idade. Um jogo bastante legal foi o FlaxFlu de 2012 do gol de voleio do Fred, eu estava atrás desse gol. E depois ainda o penalti perdido do Botinelli. Perfeito.
4- Acha a torcida do Fluminense muito acomodada para ir aos jogos? O que podemos fazer para mudar esse cenário?
Kleyton Fernandes: Muito. Achava fantástica a atuação da torcida em 2007/2008/2009, mas 2010 o Maracanã fechou e o publico no Engenhão caiu consideravelmente, foi assim durante todo os campeonatos brasileiro no estádio e até a libertadores, achei que o problema era realmente o estádio, a localização e afins, mas o Maracanã voltou e seguimos com o mesmo público pífio (apesar dos preços populares). E eu realmente não sei qual motivo traria o torcedor ao estádio a não ser o próprio clube, a camisa. Se o cara não vai pelo sentimento, não há nada que vá fazer ele ir.
5- Acha que o goleiro Marcos Felipe e o atacante Pedro podem render nos profissionais?
Kleyton Fernandes: Quanto ao Pedro desde a primeira vez em que eu vi jogar, gostei. Achei um centro avante habilidoso, bom domínio, faz bem o pivô, e conclui bem. Já o Marcos Felipe eu não tenho a mesma certeza, nunca vi jogar regularmente, mas quando vi atuar me pareceu um bom goleiro.
6- Qual a importância do Fred para o clube?
Kleyton Fernandes: Ah, quem me conhece sabe que "pago um pau" do caramba pra ele. Tem tudo que um cara precisa pra se tornar ídolo: longevidade no clube (7 anos), títulos (2 brasileiros 1 carioca), terceiro maior artilheiro da história do clube, é decisivo, carismático e ama o clube. Hoje eu ainda acho ele peça fundamental, além de ser um ótimo centro-avante (o melhor do Brasil na minha opinião) é líder dentro e fora de campo. O Fluminense atualmente com tantos jovens jogadores precisa de alguém com esse perfil.
7- Diga uma torcida que goste e que gostaria que o Fluminense se inspirasse nela e porque?
Kleyton Fernandes: E do mesmo jeito que "pago pau" pro Fred, pago pau para as torcidas sul-americanas, as chamadas Barra-Brava. Não sei se tenho alguma torcida específica que queria que fosse inspirada, ate porque temos nosso próprio perfil, mas queria sim mudar a ideologia de pelo menos 80% da torcida do Fluminense, queria fazer entenderem que cantar pelo clube nos 90 minutos, ainda que estejamos perdendo de 10x0, não é aplaudir derrota, queria que entendesse que o clube está acima de qualquer agremiação. Queria também que os pratos substituíssem os chocalhos ahahaha mas muita gente já conseguiu entender alguma coisa, espero que o numero só aumente.
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O entrevistado da semana é Filipe Capuano, 16 anos.


1- Qual incentivo você acha que o Fluminense deve promover para que os torcedores viagem mais em prol do clube?
Filipe Capuano: Acho que o clube deveria incentivar mais caravanas, tendo as próprias do clube. O projeto Vou ver o Flu era muito bom, mas pouco divulgado. Mas, ao meu ver, o melhor jeito de fazer os torcedores gastarem dinheiro pra ir atrás do time são, mesmo, os bons resultados em campo. Quando o time vai bem, a torcida empolga e se propõe a fazer loucuras
2- Na sua opinião qual foi o melhor time do Fluminense nos últimos 10 anos e porque?
Filipe Capuano: Fluminense de 2012. Era um time vitorioso, é disso que precisamos, um Fluminense copeiro, que gosta de vencer. Sem contar que aquele time jogava fechadinho atrás e tinha emoção todo jogo. Contra-ataque era ótimo.
3-Qual é seu FlaxFlu inesquecível e porque?
O flaFLU do centenário, com gol do Fred depois daquele passe do Thiago Neves. Eu não esperava muito daquele jogo, vinhamos de um ano sem vencer nenhum clássico e não ganhamos o flaFLU no carioca. Sem contar que o time ainda tava oscilando no Brasileiro e o Fred nunca tinha feito gol nos putos. Mas, como é tradição, quando o flaFLU é importante, dá Fluminense.
4- Como foi sua experiência pela primeira vez no Maracanã?
Filipe Capuano: Eu não lembro muito bem, eu sei que foi um Fluminense e Vasco em 2004. Um jogo horrível, 0x0. Minha família nunca gostou muito de futebol, eu sempre fui a ovelha negra, mas eu perturbei tanto que consegui meu fazer meu pai ir - e, por incrível que pareça, também foi o primeiro jogo dele no Maracanã, já que ele nunca gostou de futebol - e carregar todo mundo aqui de casa.
5- Onde acha que o clube deve mandar a final da Primeira Liga?
Filipe Capuano: A questão da "casa do Fluminense" em 2016 é um baita problema. Um absurdo o Maracanã estar fechado de novo e não temos grandes opções de estádio no Rio. Se for possível, acho que nossa melhor opção é Moça Bonita mesmo. A prioridade tem que ser o Rio de Janeiro, afinal de contas, o Fluminense é um clube carioca. Se não for possível, eu levaria pra Juiz de Fora, que tem uma boa quantidade de tricolores e é relativamente próximo do Rio.
6- Acha que o time rende mais apenas com Fred centralizado?
Filipe Capuano: O Fred é o Fred, o melhor centroavante do país. O problema é deixá-lo isolado, nenhum atacante no mundo iria render assim. Tem que ter aproximação dos meias e movimentação, ou que tenha alguém na frente pra fazer dupla com ele. Confio que o "Cristiano Osvaldo" possa ser esse cara.
7- Em que posição acha que terminamos o campeonato brasileiro e porque?
Filipe Capuano: Não costumo fazer previsões e prefiro me manter pessimista, então apostaria em algo em torno do troféu sétimo lugar™. Temos boas peças, mas ainda não encaixamos 100%. Levir é um ótimo técnico, pode e deve resolver isso, mas, por ora, prefiro não criar expectativas.
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O entrevistado da semana é Igor Santos, carioca, 21 anos, tricolor de corpo e alma que trabalha e estuda na área de TI.
1- Você vê na nossa torcida uma geração de grande jovens até 20 anos, e quais as vantagens de ter um público mais jovem!?
Igor Santos: Acho que as vantagens são as melhores possíveis, ter um público jovem faz com que a longevidade da nossa torcida aumente, assim como quero que meus filhos vivenciem essa paixão como eu. Eu vejo com muito orgulho esse amor que esse público jovem tem por esse clube. Ser tricolor foi a maior herança de família que meu pai poderia ter me dado, e acredito que muitos adolescentes pensam em deixar essa herança para os seus filhos também, assim como quero que meus filho vivenciem isso de alguma forma.
2- Qual poderia ser o melhor método para o clube lucrar mais em suas partidas, visto que a cota de TV é um pouco injusta!?
Igor Santos: Acho que o melhor modo além de jogar um bom futebol, é atrair a torcida de alguma forma, seja com preços acessíveis ou promoções em alguns jogos de menos importância. Com a falta do maracanã, também não é péssima ideia vender um jogo ou outro pra Brasília, Manaus e fazer algo pra levar também a torcida daqui do Rio para mais perto do time de alguma forma, mas vejo muita má vontade da diretoria com a torcida nesses quesitos.
3- Desde que acompanha o Fluminense, qual o técnico que rendeu o melhor trabalho na sua opinião e porque!?
Igor Santos: Desde que acompanho é mais difícil já que eu fui parar pra prestar atenção mais em tática depois de um tempo, mas das poucas lembranças que tenho de 2004, 2005 pra cá, eu vejo Abel Braga como o melhor treinador que tivemos. Ele teve em 2005 um bom time, mas com elenco limitado e fez um bom trabalho, e em 2012 ele tinha um elenco recheado e mesmo sem ter aquele futebol todo que aquele time poderia render, ele conseguiu sugar o melhor de cada um e manter um equilíbrio entre zaga, meio e ataque, o que tornava o time muito compacto e eficiente, a gente ficava confiante em uma vitória com aquele famigerado “gol cagado” do Fred mesmo que o jogo fosse contra o Barcelona no Camp Nou.
4- O que achou da saída repentina de Diego Souza?
Igor Santos: Bom, a saída do Diego Souza pra mim é um alívio, tanto nos cofres quanto na minha paciência, odeio ver marasmo em campo e o Diego Souza era a personificação disso. No começo até achei ele uma boa contratação, nos scouts tinha números eficientes, e hoje em dia futebol tem muito disso, mas em campo ele só entrou mesmo contra o Cruzeiro na primeira liga, de resto, não produziu. Por isso não entendo que alvoroço é esse contra a saída dele e contra a diretoria, fizeram apostas em nomes desconhecidos ano passado e o pessoal reclamou, esse ano buscaram nomes mais renomados como ele que não deu certo, e reclamam também, fica difícil de agradar essa torcida. Ninguém tem bola de cristal, qualquer investimento tem seus riscos, então foi melhor para o Flu que ele tenha saído enquanto o bicho não pega, Danielzinho neles!
5- Como acha que o clube pode atrair mais torcedores para estádios de porte pequeno?
Igor Santos: Acho que depende muito da localidade desses estádios, Volta redonda é muito longe e cansativo pra quem trabalha e estuda por exemplo. O campo do América em Edson Passos é particularmente melhor para mim, mas teria de ser pensado o quanto de investimento teria de ser feito ali, pra 10, 15 mil pessoas seria legal usá-lo, hoje ele está liberado só pra 13 mil pessoas. Acho válido ter uma alternativa até pros jogos de menor porte em que o Maracanã não seja necessário depois que for liberado para uso.
6- Qual a mudança mais notória do time com a chegada de Levir Culpi!?
Igor Santos: Acho que o que mais se notou foi uma mudança de comportamento e padrão tático. Eu curtia a intenção do trabalho do Eduardo, mas o time já não acreditava no trabalho dele, fora que ele não conseguia arrumar o sistema defensivo de jeito nenhum, Levir já conseguiu um avanço nesse quesito, dando mais compactação ao time, mas ainda tem muito o que evoluir, ele mesmo disse isso. Estou bastante confiante nessa nova etapa do Flu.
7- Acha que o Fluminense pode voltar a Superliga de vôlei!? O que acha que isso significaria para investir em outros esportes?
Igor Santos: Vôlei é um esporte que eu sou muito fã, adoraria ver o nome do Fluminense na mais importante liga do esporte, seja no feminino ou no masculino. As meninas fizeram uma excelente campanha na liga b e chegaram na final, porém o time adversário tem um investimento muito maior no esporte. Queria muito que o Flu investisse em outros esporte, basquete teve um projeto que não foi pra frente, Vôlei feminino mostrou potencial pra chegar, tivemos atletas ganhando medalhas em competições de atletismo, ginástica, Fluminense é gigante em qualquer que seja o esporte que ele entre, só o remo que pode deixar para outros clubes remadores.
Até a próxima semana!
Saudações tricolores!
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A entrevistada da semana é Carol Delgado estudante de Jornalismo, 20 anos, de Juiz de Fora.
1- Acha que o Estádio Mario Helênio tem suporte adequado para receber o Fluminense na temporada 2016?
Carol Delgado: O Estádio Mario Helenio tem capacidade de receber qualquer time do Rio. Até pouco tempo, passou por uma reforma na infraestrutura, sala de imprensa, gramado, vestiário. Além da proximidade da cidade do Rio de Janeiro com Juiz de Fora, uma viagem menos desgastante.
2- Como se explica grandes clubes do futebol brasileiro perderem bastante para clubes com receita, ás vezes, 10 vezes inferior em grandes competições como a libertadores?
Carol Delgado: Acho que não existe uma explicação totalmente certa, cada jogo é um jogo. Certos times com receitas 10 vezes maiores entram na partida com o famoso "salto alto" "já ganhei" e muitas das vezes desprezam o adversário. Acho que essa pode ser umas das explicações.
3- Acha que o clube acertou nas contratações? Precisa de mais reforços para a temporada 2016?
Carol Delgado: Como torcedora a gente nunca fica satisfeita (essa é a verdade). Colocando na balança, o Fluminense fez contratações relativamente boas mas por destino (ou azar) se machucaram e nós ainda não conseguimos tirar algumas conclusões. A zaga foi reforçada, o meio de campo ganhou um "10". Se eu fosse do clube, contrataria laterais (ninguém merece Wellington Silva) e um outro meia (não gosto do Diego Souza). No mais acho que podemos brigar por alguma coisa, já que agora temos um técnico de verdade, depois de três anos.
4- Qual setor tático do Fluminense precisa de mais organização para fluir o jogo?
Carol Delgado: Acho que é aquela velha questão: "Primeiro tem que arrumar a cozinha". Com a chegada do Levir, acho (pelo menos espero) que ele arrume a nossa zaga, e sobretudo arrume a questão da ajuda dos laterais e dos volantes dando aquela famosa cobertura para ninguém se sair sobrecarregado. Se ele conseguir organizar o setor defensivo do time, o resto irá fluir bem, eu espero.
5- Acha certo o clube "priorizar" por reservas em certos jogos!?
Carol Delgado: Não gosto disso. Acho que todo time deve entrar em um jogo como se fosse uma final de Copa do Mundo. Não se deve desmerecer um adversário, e você poupando alguns jogadores para alguma partida, querendo ou não, você está questionando o seu rival.
6- Acha que a mulher já conquistou sus espaço na arquibancada? Que fatos retratam isso?
Carol Delgado: Hoje em dia é mais comum ver a figura feminina nos estádios brasileiros. Mas ocorreu um longo processo até chegar nos dias de hoje, de muitos preconceitos, que lugar de mulher não é no estádio, e infelizmente algumas pessoas pensam assim ainda, mas creio que as mulheres estão conseguindo seu espaço cada vez mais no mundo futebolístico, seja como torcedora, como jornalista esportiva e isso só mostra que somos capaz de superar qualquer coisa e ser respeitada cada vez mais.
7- Qual o maior motivo da febre pelo futebol europeu ter se espalhado no continente americano? Acha que devemos valorizar mais o futebol sul americano?
Carol Delgado: Olha, sinceramente... Eu sou bem patriota... Acompanho o futebol europeu por ser uma estudante de Jornalismo e tenho que ter conhecimento de várias coisas. Mas acho que ultimamente nós deixamos de lado aquele amor pelo futebol brasileiro pelas circunstâncias, como as brigas de federações e times, alguns campeonatos desnecessários e assim vai. Mas podemos tirar algumas coisas do futebol europeu e tentar trazer para o Brasil. Fora isso não tenho nenhum a crítica em relação a "essa febre que se instala no Brasil". Aliás, qual seria a graça de torcer pro Barcelona? Sempre ganha tudo. Prefiro sofrer com o meu Fluminense.
Saudações Tricolores!
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O entrevistado da semana é Giovanni Bourguignon de 21 anos, operador de áudio e vídeo, e torcedor do Fluminense junto a Bravo 52.
1- O que acha da volta da principal TO do Fluminense? Acha que a arquibancada ficará mais "unida" em prol do clube?
Giovanni Bourguignon: Eu acho que a Young faz falta sim na arquibancada e acho que será muito bom pra torcida a volta dela num ano onde estamos sofrendo sem o Maracanã. A Bravo comanda muito bem no Maraca, mas fora dele nós vemos uma torcida muito apática, principalmente em Volta Redonda. Pra mim essas duas deveriam retomar a união que estavam ensaiando antes da punição da Young, mas acho que isso só acontecerá de fato com a volta do Maraca.
2- Se pudesse escolher entre um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil para o clube, qual dos dois seria e por quê?
Giovanni Bourguignon: Eu escolheria um Campeonato Brasileiro, por ser mais importante e mais difícil. Copa do Brasil às vezes você vê um time pequeno com bom trabalho e um pouco de sorte levando o caneco, coisa que você não vê no Brasileirão, onde só os grandes conseguem levar. E quanto mais você ganha, mais você cresce e é respeitado. O pentacampeonato nos colocaria num patamar maior ainda em nível nacional.
3- Aprovou os novos uniformes da DryWorld?
Giovanni Bourguignon: Sim. Gostei muito da preocupação deles em agradar a torcida e manter a tradição. Acho que pra um primeiro lançamento os uniformes ficaram simples mas bonitos e a tendência é melhorar a cada ano. Mas eu gostei sim, pra mim tá aprovado.
4- Qual sua opinião sobre o rendimento de Diego Souza?
Giovanni Bourguignon: Particularmente nunca me animei com sua contratação, não sou fã de seu futebol. Acho que é um bom jogador e que pode ajudar o time, mas ele sempre foi esse jogador que arrebenta num jogo e em outros passa despercebido. Até agora não mostrou ao que veio, único jogo de destaque foi contra o Cruzeiro. Torço para que ele se recupere, me surpreenda, e ainda dê muitas alegrias esse ano.
Giovanni Bourguignon: Muito bom, gostei muito dessa atitude do Peter. Não tenho nada contra o Mário, acho ele um grande advogado e torcedor do clube. Mas como vice de futebol ele cometeu erros que me fazem duvidar de sua capacidade para gerir o futebol do clube. E a justificativa do Peter de que o Mário misturou política com futebol é perfeita e retrata bem o ambiente que habitava dentro do clube. Do Simone não tenho muito o que dizer, não dá pra analisar o trabalho dele quando a última palavra deveria ser sempre do Mário, creio eu.
6- Qual o maior problema na relação clube/sócio torcedor?
Giovanni Bourguignon: O maior problema é o marketing não atentar para as necessidades de cada tipo de torcedor. Demoraram muito para fazer um plano acessível para os frequentadores assíduos dos jogos, por exemplo. E acho que a visão de benefícios para os torcedores de fora do Rio deveria ser revista. Assim como mais divulgação e promoções que atraíssem os tricolores a aderirem aos planos. Mas ai também entra a questão de que grande parte da nossa torcida é acomodada e é difícil alcançar um número expressivo de associados.
7- Em ano de eleições, qual a maior perspectiva para o novo mandatário!?
Giovanni Bourguignon: A minha maior preocupação e perspectiva é que surja
Espero que estejam gostando da coluna!
Saudações Tricolores
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A entrevistada de hoje é Jaqueline Dantas de 20 anos, tricolor de Volta Redonda e estudante de jornalismo.
1- Qual a expectativa para o lançamento dos novos uniformes pela DryWorld?
Jaqueline Dantas: Estou bastante ansiosa, porque quero aumentar minha coleção de camisas. Acho que a DryWorld pode investir em bons modelos para inovar a coleção tricolor e mostrar seu trabalho no mercado brasileiro. Espero que conservem nossa tradição e mantenham a beleza de nossos uniformes.
2- Aprova Levir Culpi ou Cuca e por quê?
Jaqueline Dantas: Aprovo os dois, por gostar muito do trabalho de ambos e achar que o que o Fluminense precisa, neste momento, é de um técnico experiente. Como o Fluminense tem muitos garotos no elenco, ter um técnico que já trabalhou com este tipo de atleta é importante.
3- Como acha que pode ser feita a punição de torcidas?
Eu acho correto punir torcidas, porque acho que esse é o modo pra acabar com as brigas que causam tantas desgraças. Acho certo identificar os elemento por meio das vias de seguranças do estádio para que uma torcida não se puna por alguns elementos.
4- Qual título do Fluminense foi mais importante para você e por quê?
O título que mais me marcou foi o carioca de 2005, por se tratar de um ano que eu estava me apaixonando verdadeiramente pelo clube. A partir de então, eu me tornei tricolor de verdade e toda essa paixão só fez crescer.
5- Como acha que deve ser a fórmula do Campeonato Carioca (na sua opinião)?
Jaqueline Dantas: Gostava mais quando o carioca eram dois grupos e um enfrentava o outro. Sem precisar de mais um grupo e classificar 4. Gostava mais quando classificava 2 de cada grupo tínhamos logo a semifinal. Sem estender o muito o calendário para não prejudicar os clubes.
6- Morando em VR, você vê comoção e expectativa na cidade para receber o Fluminense no Campeonato Brasileiro!?
Jaqueline Dantas: Acredito que a torcida daqui só vai começar a se mobilizar quando o Fluminense começar a apresentar um bom futebol. Por estar “brigado” com a Ferj, acredito que a torcida não esteja frequentando devido a isso.
7- Como estudante de jornalismo, está satisfeita com a cobertura que vê o clube receber?
Jaqueline Dantas: Eu acredito que o clube não receba uma cobertura muito boa devido a toda história que envolve Ferj, Eurico, Primeira Liga e afins.
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O entrevistado dessa semana é Daniel Souza, de 21 anos, estudante de economia e tricolor fanático.
1- Qual a experiência mais incrível que já viveu como torcedor do Fluminense?
Daniel Souza: O jogo em si mais incrível foi aquela vitória épica contra o São Paulo em 2008. Aquilo ali é impossível descrever. Mas a experiência mais incrível foi comemorar o título da Copa do Brasil de 2007. Eu e o pessoal da minha idade jamais tínhamos visto o time ser campeão de algo relevante, eu tinha 12 anos, assisti sozinho trancado no meu quarto, sofri até o fim do jogo e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Ter visto o Fluminense campeão de algo grande pela primeira vez foi um sentimento indescritível.quarto, sofri até o fim do jogo e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Ter visto o Fluminense campeão de algo grande pela primeira vez foi um sentimento indescritível.
2- Em todos anos como torcedor do clube, qual presidente lhe agradou mais e porque?
Daniel Souza: Olha, dos que eu vi: David Fischel eu tenho poucas lembranças, era pequeno, não posso falar muito. Horcades nunca me agradou, sobretudo pelo péssimo legado administrativo que deixou. “Por eliminação”, escolho o Peter, cuja gestão muitos erros e também muitas virtudes. Não sou um fervoroso entusiasta da gestão atual, muito pelo contrário, mas reconheço as qualidades e reconheço que muita coisa melhorou com eles.
3- Qual política de gestão acha que o clube poderia fazer para atrair mais público para os estádios como nas décadas de 80/90?
Daniel Souza: 3- É uma questão difícil. Porque muito da queda de público no futebol não se restringe ao Fluminense. São campeonatos mal organizados, horários bizarros, crise no país (portanto, uma tendência geral a gastar menos com entretenimento). No caso do Fluminense, os resultados discretos dos últimos anos também não ajudam. Nossos ingressos não estão (acho) acima da média nacional. Acho que o único “fato novo” que pode mudar isso e reanimar a maioria dos tricolores é voltar a brigar regularmente por conquistas. Caso contrário, só abnegados (e disponíveis) irão aos jogos. A cultura brasileira, principalmente a do carioca, infelizmente está muito atrelada a ir quando o time está bem e ter preguiça quando não está. Isso com todos os times daqui. É complicado.
4- Qual sua opinião sobre o zagueiro Henrique!? Acha que teria vaga no time titular?
Daniel Souza: Acho que o Henrique foi uma ótima aquisição, é um zagueiro que sempre gostei e fiquei feliz quando veio para o Fluminense. No meu time, ele é titular com certeza. Acredito que com o tempo subirá de produção.
5- O que acha que o clube pode fazer para arrecadar mais sócios torcedores?
Daniel Souza: Um clube como o Fluminense ter cerca de 30.000 sócios é lamentável. Quando se lança um produto, é necessário um estudo de mercado que analise detalhadamente como aquilo será difundido. É difícil palpitar de fora. Acho que já houve um avanço lançando planos com preços diferentes. Pode haver um direcionamento maior para sócios de outros estados. Existe um plano de R$ 18,00 com descontos em lojas que creio já ser acessível para a esmagadora maioria da torcida. O que pode fazer a diferença é um marketing realmente agressivo e que apele para o emocional, que realmente faça todos os segmentos de torcedores entenderem a importância da receita do sócio, sobretudo quando há times ganhando 2 ou 3 vezes mais que nós da TV. Contudo, admito entender pouco de marketing. Deixo pra quem sabe e torço para que o cenário mude.
6- Qual o maior problema do atual time do Fluminense?
Daniel Souza: No elenco eu vejo alguns problemas, mas uma carência em especial me salta aos olhos: volantes. É fundamental ter volantes que marquem bem, mas com bom passe e boa transição. Perdemos o Jean e não repusemos. Acredito muito no Douglas, mas Cícero não vem rendendo tão bem nessa função quanto ano passado, Edson é um enigma e Pierre é só marcação. Marlon Freitas se machucou. Confesso estar preocupado. Eu buscaria alguém dessa função antes do Brasileiro, caso contrário, vamos sofrer.
7- Concorda com a demissão do técnico Eduardo Baptista? Porque?
Daniel Souza: 7-Não concordo. Eu acredito no trabalho dele. Eduardo chegou num momento difícil e nos reorganizou para um fim de temporada digno, em que quase fomos à uma final. Nesse ano, eu concordo que poderíamos estar num estágio melhor, mas oscilações são parte do processo, além de tudo o time tem lidado com muitas contusões e suspensões. Da forma que eu vejo as coisas, não se organiza um time da noite pro dia. Estamos em fevereiro. Para mim, ele é muito bom, eu acredito que se a diretoria quiser mesmo bancá-lo, não irá se arrepender.
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O entrevistado desta semana é o jovem Ygor Pexialini. Estudante tricolor, tem 18 anos, frequenta a torcida Young Flu e mora em Realengo. Confira abaixo:
1- Qual técnico você vê como ideal para o Fluminense e por quê?
Ygor Pexialini: Levir Culpi. Pelo trabalho que fez no Galo, acho que foi subestimado. Enfrentou bem a estigma de pegar um time pronto e se virou bem. Fez o Atlético jogar um futebol bonito, de time grande, que não é. Seria um prazer vê-lo adiantando as linhas e impondo o jogo por aqui.
2- O que pensa na possibilidade do Fluminense jogar em Edson Passos no brasileiro?
Ygor Pexialini: Muito melhor do que Volta Redonda, que não abraçou o time como devia. Mais acessível pra grande parte da torcida, inclusive pra mim. Super apoio.
3-Quais jogadores acha que o Flu tem que dispensar e por quê?
Ygor Pexialini: Wellington Silva, Gum, Pierre e Magno Alves. Com certeza. Salários altos que não condizem com o que podem entregar a equipe. Além de prejudicar o time financeiramente, prejudicam também tecnicamente. Tiram espaço de jogadores que poderiam acrescentar mais ao time, como Jonathan, Ygor Nogueira, Douglas ou Pedro. Não sei o que ainda fazem no Laranjal.
4- Acha que o clube pode viabilizar a construção de um estádio ou ainda não é uma prioridade!?
Ygor Pexialini: Temos que ter os pés no chão. Ainda não é o momento, creio eu. Vemos as dificuldades atuais do clube em aliar a construção do CT com a construção de um bom time em razão financeira, imagina com um estádio? Hoje, é difícil. Daqui uns anos, quem sabe.
5- Porque acha que o Fluminense oscila tanto dentro de um mesmo campeonato? Acha que o time tem uma padrão de jogo "errado"?
Ygor Pexialini: Não acho que o padrão esteja errado, por que o time simplesmente não tem um. Eduardo é fraco, ganhamos jogos na individualidade. Além disso, tem a parte do vestiário que também pesa. Elenco é mimado, se irrita/abala com qualquer coisa. É bem complexo.
6- O que acha do modelo do futebol brasileiro de exportar seus jogadores? Acha que devemos valorizar mais o futebol nacional fornecendo quais suportes para os atletas permanecerem aqui?
Ygor Pexialini: É complicado se analisar isso por que não envolve só futebol. A fraca economia do Brasil quando comparada as outras metrópoles do futebol dificulta muita coisa. O ideal seria ter um celeiro de craques aqui, mas o clube acaba ficando refém de jogadores, empresários e das dívidas que possui. É meio utópico pensar em segurar um Daniel, por exemplo, com um Barcelona interessado. Seria interessante se já não chegassem no profissional fatiados, assim, a vontade do jogador prevaleceria. Mas os clubes possuem um certo vício em Uram's ou Francis Melo's da vida. É complicado.
7- O que o Fluminense tem a ganhar como clube ao "desafiar" a CBF para participar da primeira liga?
Ygor Pexialini: Independência. Chega de ficar nas mãos das federações. Os clubes merecem respeito.
Agradecemos por acompanharem a coluna de cada semana e todo o Flulink.
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No Torcedor em foco dessa semana, falamos com Vicktória Savedra, ela tem 17 anos, estudante de Enfermagem e é uma tricolor do "povão" das arquibancadas. Confira abaixo: 1- Qual a expectativa em relação a Dry World? Levando em conta a marca Adidas, acha que o clube tem mais a ganhar ou a perder com a troca da fornecedora de material? Espera um maior numero de camisas femininas ou estava satisfeito com o tratamento antigo por parte da Adidas?
Viktória Savedra: A expectativa é a melhor possível. Apesar dos riscos, por ser uma marca ainda nova no país, é ótimo ter um patrocínio que valorize a marca e a instituição, além do benefício financeiro claro. É una grande aposta. A parceria com a Adidas foi bem longa e muito boa enquanto durou e justamente pelo longo tempo de parceria acho que não é aceitável ver o clube perder espaço e não ser valorizado pelo que é: um grande do país. Precisávamos de uma empresa que nos valorizasse e a Dry surgiu na melhor hora possível.
2- Você acha que falta mais incentivo por parte do clube a produzir camisas femininas diferentes das masculinas mantendo o padrão de jogo e em quantidades maiores!?
Viktória Savedra: Sim. A torcida feminina do clube é grande e vem crescendo a cada ano, seria justo termos uma coleção exclusiva, não? Ainda mais o Fluminense que tem uma TO só de mulheres. É até razoavelmente fácil encontrar camisas femininas com o padrão de jogo, a carência é grande na parte de camisas comemorativas e edições especiais. A camisa do titulo de 84 ou a do carioca de 95, por exemplo, são disponibilizadas apenas em modelos masculinos. A falta de incentivo por parte da diretoria fica clara nessa situação. Esperamos que isso mude com a chegada da Dry World.
3- Acha válido iniciativas como a de negociar o mando de campo para outros estados (como por exemplo o Fla x Flu em Brasília)?
Viktória Savedra: Uma vez ou outra sim, é bom lembrar que existem torcedores fora do Rio e que esses também merecem ver o time de perto. Mas não acho justo com o torcedor carioca que muitos jogos sejam levados para longe, principalmente jogos importantes. Muita gente usa como argumento o fato de ser uma ajuda financeira e tal, mas o nosso estádio é o Maracanã, que é bem grande. Numa carga de 50 mil, com o clube sabendo disponibilizar preços acessíveis e divulgando da maneira certa, é possível arrecadar o mesmo ou até mais do que arrecadaria vendendo o mando. Em situações como a atual, em que Maracanã e o Engenhão não podem receber jogos, é compressível que o jogo seja realizado fora do estado, já que São Januário e outros estádios no interior não possuem condições, não só pela estrutura, mas também pela segurança do torcedor.
4- O que acha do retorno do Gerson? Acha uma boa para o Fluminense?
Viktória Savedra: Não sou a melhor pessoa pra falar do Gerson. Criei muita implicância com ele depois da última temporada. O que resta é esperar que ele se esforce e melhore, até por conta das Olimpíadas. Eu já impliquei muito com o Kenedy e o moleque começou o ano arrebentando, vem tendo muitas chances no Chelsea e até criei um carinho por ele. Nada mais justo do que dar mais uma chance pro Gerson e ter mais um pouquinho de paciência.
5- Acha que o Fluminense vai "engrenar" com Eduardo Baptista? Qual sua opinião sobre nosso técnico?
Viktória Savedra: Não tenho muita confiança, apesar de ser uma torcedora otimista. Quando o Eduardo chegou eu achei uma boa aposta da diretoria e evitei critica-lo por já estarmos no meio da campeonato e por ele ter um elenco fraco a disposição. Perdemos 19 partidas se não me engano, mas a torcida se manteve paciente. Hoje, com o elenco que ele montou e que não é fraco, a gente não pode admitir não só perder, mas perder jogando de uma maneira ridícula. Aos poucos ele vai tendo o elenco inteiro a disposição e se continuar desse jeito não da pra continuar insistindo. Muitos dizem que não é só resultado, mas todo mundo sabe que lá no fundo é isso sim. Não da pra manter um cara que perde 20 e ganha 5. Com o salário que pagaria a W.Nem ou até a Thiago Neves, que é o que se especula hoje, daria pra trazer facilmente um técnico de ponta. Cuca e Levir estão aí livres.
6- Acha que o público feminino vem sendo mais e melhor participativo nos estádios? O que o clube pode fazer para atrair mais crianças e famílias aos estádios?
Viktória Savedra: Sim!! A última vez que fui ao Maracanã fiquei surpresa e bem feliz de ver muitas mulheres e muitas crianças. Logo pensei: o futebol ainda pulsa. Já em relação a atrair público é meio que algo que ajudaria a todos. Preços acessíveis e que correspondam a renda, já que vivemos um período financeiramente instável e também a questão dos horários levando em conta a segurança do torcedor. Um jogos às 22h, por exemplo, teoricamente acabaria meia noite, o que é bem tarde mesmo pra quem mora perto, ja que a grande maioria usa transporte público. Quem mora na baixada, assim como eu, chegaria em casa às 2h ou 3h e é realmente bem complicado. Já teve a ocasião em que eu saí do Maracanã às 22h e a super via estava fechada, tive que me virar pra voltar pra minha cidade, chegar em casa tarde e estar exposta a Deus sabe lá o que. É bem difícil e com certeza é algo que precisa muito repensado por parte da diretoria.
7- Você acha que falta iniciativa do clube em outros esportes ou somos apenas futebol?
Viktória Savedra: Sim. Pra um clube já ganhou prêmio de maior instituição do planeta é inaceitável não investirem nos outros esportes. Basquete, vôlei, futsal, remo, natação e muitas outras. O que a torcida deve amar e valorizar é a instituição Fluminense, que vai muito além do futebol.
É claro que a gente tem um carinho especial pelo esporte e pelo time de futebol, mas pelo bem do clube e pela grandeza é ideal que tenhamos equipes em outros esportes.
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Vamos prosseguir a coluna 'Torcedor em foco' visando o melhor para o torcedor dentro da nossa política de aproximação, onde o ciclo formado para funcionamento depende e muito de você, leitor tricolor.
Essa semana, falamos com Rodrigo Sandeo, estudante de Relações Internacionais e membro da união entre Bravo 52 e Legião Tricolor.
Essa semana, falamos com Rodrigo Sandeo, estudante de Relações Internacionais e membro da união entre Bravo 52 e Legião Tricolor.
Confira abaixo:
1- Qual seria sua primeira formação ideal de zagueiros do Fluminense para essa temporada e por quê?
Rodrigo Sandeo: À princípio, Renato Chaves e Henrique. São os dois zagueiros do elenco que melhor aliam experiência e qualidade. Gosto muito do Marlon, mas por achar que ele é confiante além da conta, e isso nos prejudicar em ocasiões como a daquele fatídico lance do gol do Palmeiras, no jogo de volta, que nos custou a eliminação, considero que esquentar um banquinho de reservas será saudável para ele. Nogueira ainda é "verde" e precisa mostrar mais. Gum eu respeito muito, tenho carinho, sim, ao contrário de muitos, mas, infelizmente, não dá mais pra ser titular. Até pelo que vi do treino hoje, Chaves me pareceu seguro, com uma antecipação boa nos lances que observei, e não deu chutões. Henrique não é um Thiago Silva de 2007/08, pra não falar do atual, mas é um zagueiro inteligente, que sabe sair jogando e claramente está um pouco acima do nível dos outros que atuam no país, principalmente com a saída do Gil, do Corinthians.
2- Qual o principal motivo para a evasão dos torcedores dos estádios na sua opinião?
Rodrigo Sandeo: Na minha opinião, é o preço proporcionalmente alto dos ingressos em relação a renda média do povo e a baixa qualidade do jogo, ainda mais comparada ao nível europeu, que se tornou uma febre e, infelizmente, tem contaminado as nossas crianças, que ultimamente andam preferindo acompanhar Real Madrid, Barcelona, PSG's da vida e comprar suas camisas, ao invés de se envolverem mais profundamente com os clubes nacionais. Além disso, temos a questão dos horários no jogos de meio de semana, a sensação de insegurança, segundo as pesquisas e, por último, a própria cultura do torcedor brasileiro de ir só quando o time está bem. É triste e ao mesmo tempo hipócrita, pois muitos dos que não vão acham lindo e exemplar o Borussia Dortmund ter uma média de 80 mil por jogo.
3- Acha que o Fluminense deveria contratar mais ou emprestar alguém? Gostou do elenco da temporada?
Rodrigo Sandeo: Penso que o Flu poderia contratar mais alguns reforços, apenas. Eu traria mais um bom meia que pensasse o jogo, apesar de ser um tipo difícil de se encontrar atualmente, pelo menos um que seja economicamente acessível, e contrataria mais um atacante de velocidade. Emendando e já respondendo sobre o elenco, acho que é um elenco enxuto(e talvez isso traga problemas, ainda que, ao mesmo tempo, não seja legal trabalhar com um elenco inchado).
Analisando posição por posição, acredito que no gol estamos bem servidos com pelo menos dois goleiros de confiança ( DC e JC); nas laterais, não me agrada tanto, principalmente a direita com o Wellington Silva, mas considero que estão num nível bem normal pro nosso futebol; na "volância" o Pierre não pode ser titular nem que o Botafogo seja grande, ou seja, de jeito nenhum, mas de resto gosto de todos, caso o Edson volte a ser aquele que nos encantou. Douglas e Marlon Freitas ainda vão surpreender os que não os conhecem. E vale lembrar que Henrique pode jogar ali. No meio, acho que estamos bem, mas temo pela inexperiência. DS é um bom nome, mas não é lá tão decisivo, Scarpa amadureceu e é o melhor. Felipe Amorim pode ser boa surpresa. A grande esperança é Danielzinho, e Eduardo vem de boas temporadas no Nordeste. Além disso, pode ser nosso cobrador de faltas. Foi muito bem no treino que vi, nesse fundamento. Higor é fraco e é um nome que pode ser emprestado. No ataque, temos Osvaldo, MJ, Magnata, que é mais útil do que pensam, Richarlison, que tem muito potencial e Deus, vulgo Fred.
No mais, meu Flu 2016 seria: Cava, Marlon, Henrique, Chaves; Cícero, Douglas, Scarpa, DS e MJ(Amorim); Richarlison e Fred
4- Qual sua visão sobre a atual situação das torcidas do Fluminense? O que acha que podemos melhorar para um canto uníssono na arquibancada!?
Rodrigo Sandeo: Acho que a situação está ridícula. E pra ser honesto não sei muito o que fazer pra melhorar e deixar mais homogênea, até porque considero que seja um reflexo de um problema da nossa sociedade mesmo. Ninguém respeita ninguém, não se aceita qualquer tipo de divergência.. é complicado. As TO's, culturalmente, parece se acharem num patamar superior que não existe e não entendem que o Flu é maior do que qualquer um de nós, e que todos estão ali por isso. Sou da B52 e já presenciei coisas lastimáveis proporcionadas pela minha própria torcida. E a própria torcida entende-se por torcida do Fluminense. Isso é triste demais e é também outro motivo pra afastar torcedores do "povão" dos nossos jogos. Por isso acho quase utópico falar, hoje, em canto ou bateria uníssonos. Sei que é polêmico falar de uma intervenção do clube em si, mas talvez um Departamento de Torcida, que dê suporte as festas, defenda a torcida em jogos como visitante, e que promova mais diálogo e até uma espécie de arbitragem seja uma solução temporária pra encontrar esse caminho que tanto queremos, que é ver a torcida como uma só. Alguns clubes fazem isso e dá certo.
5- Você acha que o sócio do Fluminense é bem tratado? O que acha que o clube pode melhorar de benefícios para sócios!?
Rodrigo Sandeo: Mais ou menos... casos como o desse jogo contra o CAP, pela estreia da Primeira Liga são um absurdo e um enorme desrespeito com todos os torcedores.
Além disso, a demora na entrega das carteirinhas é outro problema gravíssimo. O atendimento via internet, porém, parece satisfatório. Pelo menos, foi nas vezes que precisei. Outro ponto positivo é a variedade de preços e planos, ainda que falte planos mais apropriados para quem mora fora do Rio, mas dentro do país, visto que foi lançado há pouco tempo um plano pros tricolores que moram fora e isso é um grande defeito, afinal, temos uma torcida nacional.
O mais louvável é, com certeza, a democratização do clube, pois agora quem decide o nosso futuro somos nós, torcedores de verdade e que se importam com o resultado dentro de campo, que é a essência da nossa existência. Mas acho que os planos poderiam ser mais atrativos.. Faltam alguns detalhes que vão além dos descontos irrisórios em supermercados. Faltam ações de marketing, como de repente o sócio ganhar uma camisa autografada ao final da temporada, um sessão de "meeting and greeting" com os jogadores, coisas assim. Mas é fato que a falta de um estádio próprio nos atrapalha também. Daria nota 6,5 ou 7.
6- Em que a "Primeira Liga" pode ajudar a dupla FlaxFlu contra a FERJ e CBF?
Rodrigo Sandeo: Acho que a primeira liga pode ajudar em uma forma melhor de pensar e melhorar o futebol brasileiro, embora sabemos que o futebol continua com muita politicagem e vai ser difícil fugir disso pois é algo inerente ao ser humano. É valido por se mostrar contra as federações, contra a FERJ (no caso da dupla Fla x Flu) e CBF que são modelos arcaicos e só prejudicam querendo se sobrepor aos clube quando, na verdade, o clube é quem manda em si. As federações não podem regular os clubes. Vale lembrar o clube dos 13 que "modificou" o futebol brasileiro. Espero que a dupla Fla x Flu continue combatendo as federações, visto que também é um absurdo um caso como o da apropriação da cota de TV dos dois por parte da FERJ. Não existe isso de renda do clube passar por federação. Os clubes são soberanos e FERJ é uma máfia.
6- Em que a "Primeira Liga" pode ajudar a dupla FlaxFlu contra a FERJ e CBF?
Rodrigo Sandeo: Acho que a primeira liga pode ajudar em uma forma melhor de pensar e melhorar o futebol brasileiro, embora sabemos que o futebol continua com muita politicagem e vai ser difícil fugir disso pois é algo inerente ao ser humano. É valido por se mostrar contra as federações, contra a FERJ (no caso da dupla Fla x Flu) e CBF que são modelos arcaicos e só prejudicam querendo se sobrepor aos clube quando, na verdade, o clube é quem manda em si. As federações não podem regular os clubes. Vale lembrar o clube dos 13 que "modificou" o futebol brasileiro. Espero que a dupla Fla x Flu continue combatendo as federações, visto que também é um absurdo um caso como o da apropriação da cota de TV dos dois por parte da FERJ. Não existe isso de renda do clube passar por federação. Os clubes são soberanos e FERJ é uma máfia.
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O FluLink inicia a nova coluna 'Torcedor em foco' visando o melhor para o torcedor dentro da nossa política de aproximação, onde o ciclo formado para funcionamento depende e muito de você, leitor tricolor.
Toda semana, às quintas-feiras, um entrevistado irá expor suas opiniões sobre os principais acontecimentos do clube, com total liberdade para se expressar. Esperamos que aprecie o projeto, que tem Beatriz Garcia como colunista, produtora e entrevistadora.
Em nossa estreia de coluna, falamos com Pedro Ribeiro, estudante de História e membro da união entre Bravo 52 e Legião Tricolor. Confira:
1. Qual a melhor contratação, na sua opinião, do Fluminense para a temporada de 2016? E por quê?
Pedro Ribeiro: Richarlison. Como bom jogador de Football Manager, eu acredito que futebol é comércio, principalmente pra time brasileiro, e o garoto é bom tecnicamente, se encaixa como uma luva no elenco e é novo, mas já tem bom valor de mercado, o que significa que futuramente pode ser vendido por uma bolada. Dos que chegaram, todos eu vejo um bom retorno técnico mas o diferencial para o Richarlison ser a melhor contratação é a idade baixa que ainda permite lapidá-lo para ser um craque, e até garantir uma boa venda futura pois o Flu não pode abrir mão de dispensar finanças.
2. Sobre política: você já tem um candidato em mente? E o que espera da política do clube para esse ano?
Pedro Ribeiro: Tenho a FluSócio em mente por repudiar seus principais opositores, mas gostaria de ser melhor convencido pela FS, gostaria que me passassem mais confiança que a gestão vai conseguir bons resultados em campo e não apenas administrativos. E espero da política exatamente o que está sendo: um festival de acusações por parte da oposição, algumas que até concordo, mas raramente apontando uma solução viável, e a gestão do Peter tentando impressionar a torcida para garantir votos de seu candidato. Quando digo impressionar torcida, falo de inaugurar CT e montar um time forte. Espero de verdade que o time seja sempre assim e não só em ano de eleição.
3. Vamos a parte que mexe com a emoção do torcedor: qual foi o jogo inesquecível que presenciou com a camisa do Fluminense? Por que teve um "gostinho tão especial" para você?
Pedro Ribeiro: Fluminense 2x1 Cerro Porteño. Nunca saberei explicar o motivo. Eu presenciei tantos outros jogos memoráveis, mas aquele mexeu comigo além do normal. Entre os motivos para aquele ter sido o mais especial, primeiro de tudo pela torcida: a maior atuação da mais bonita do mundo que eu tive a felicidade de ver. Éramos só 40 mil, mas 40 mil que deixaram a vida ali. A sequência de Rádio Pirata numa série de escanteios no 1º tempo foi tão alta que até quem viveu hoje não esquece. Eu estava na falecida geral, pude ter uma visão de fora ainda mais encantadora.
Segundo, que o jogo foi lindo, bem a nossa cara, aquele sofrimento típico e tradicional, uma série de gols perdidos, mas que a esperança nunca morreu. Imagino que o gol só demorou para que quando saísse, fosse tão comemorado; E o "gostinho especial" veio após ver o Gum chutando, a bola entrando e eu abraçando meu pai e logo em seguida saio correndo pela geral, batendo no peito, dizendo que amava aquele time e abraçando os outros tão desesperados de felicidade quanto eu. Depois, voltar onde eu estava e ver a torcida explodindo cantando o nome do Gum justifica muito a idolatria que tenho por ele. O gol do Alan e a pancadaria no final só dão um tempero mais especial a esse jogo tão épico quanto subestimado.
4. O que espera que o Fluminense faça em prol de seus torcedores neste ano, visto que o clube ficará inviabilizado de jogar em seu principal estádio (Maracanã)?
Pedro Ribeiro: No mínimo, espero que disponibilize transporte gratuito ou com valor bem simbólico aos seus sócios. Além de abrir Laranjeiras para assistir jogos em que o clube optar por colocar o mando longe do Rio de Janeiro. É uma obrigação da diretoria compensar a torcida da melhor forma possível pela sua negligência em buscar melhores opções.
5. Quais jogadores você acha que o clube pode reaproveitar da base neste ano? E qual pode servir para um bom retorno financeiro ao clube?
Pedro Ribeiro: São tantos que até me perco, os que já tiveram oportunidade ano passado merecem seguir no time, como Nogueira, Léo Pelé e Douglas. A exceção seria o Higor Leite pois acho que mais um empréstimo faria bem a ele. Dos "desconhecidos" no time profissional, deposito mais esperanças no Marlon Freitas inclusive para ser titular. Eduardo e Danielzinho também são jogadores que merecem ser aproveitados.
Pra ser vendido pra clube grande (fora do país) e por valor considerável, só imagino o Marlon (zagueiro). Todos os outros são bons jogadores e podem trazer retorno de mercados secundários, mas nenhuma transferência acima do normal.
6. Qual é a sua opinião sobre o CT em construção? Acha que foi um bom investimento ou acredita que o dinheiro utilizado poderia ser destinado para construir um futuro estádio próprio?
Pedro Ribeiro: CT é fundamental e necessário, acho até que demorou muito para sair do papel e o investimento é perfeito. Estádio é mero sonho de torcedor, não vejo no clube capacidade financeira atualmente para tal e nem é tão necessário visto que bem ou mal o Maraca está lá quase sempre aberto para nós, sem muito custo para o clube.
7. O que você espera desta temporada de 2016 para o Fluminense? Gosta do elenco como um todo? Acha que temos chances de título este ano?
Pedro Ribeiro: Espero o Fluminense se portando como o time grande que é, brigando por tudo que disputa pois temos condições totais para isso. O elenco é o que mais me deixa confiante pois é muito bom, temos um 11 inicial excelente e peças de reposição que mantém o nível em todas as funções, além de um treinador inteligente capaz de fazer as mexidas certas quando necessário e que me aparenta treinar muito bem o time.
Essa foi a primeira entrevista do ano no 'Torcedor em foco'. Agradecemos a disponibilidade e recepção de Pedro Ribeiro.
Até a próxima!
Saudações Tricolores,
Beatriz Garcia
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