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Imagem: Nelson Perez/Fluminense FC



O título da coluna de hoje poderia, perfeitamente, ser o mesmo da última semana: “Ídolos merecem respeito”. Se Magno Alves e Cavalieri foram fundamentais na vitória contra o America, no Clássico Vovô foi a vez de Gum arrancar um empate na bacia das almas. Clássico este em que o Fluminense, mais uma vez, teve péssima atuação. Já está virando rotina.


A destacar de positivo no primeiro jogo de Levir Culpi com a equipe dita titular, a constante movimentação das peças de ataque no primeiro tempo. Marcos Jr, Scarpa e Osvaldo não guardavam posição e alternavam participações nas jogadas que poderiam ser melhor aproveitadas se Diego Souza não estivesse em mais uma noite pouquíssimo inspirada. Foi a tônica dos primeiros minutos em Volta Redonda, os únicos em que o time jogou algum resquício de futebol.

Desde então, a primeira finalização na direção do gol só ocorreu aos 40 minutos do segundo tempo, em bola espirrada na área que sobrou para Cícero. Nesse longo intervalo, não houve sequer um chute despretensioso de longe capaz de assustar Jefferson. Esse único dado já esclarece por que um empate com o organizado Botafogo foi tão comemorado. Muitos méritos para o ídolo tricolor Ricardo Gomes por montar uma equipe consciente de suas limitações, e que cumpre à risca o desejado pelo comandante. 

Sempre preciso nas entrevistas, Levir Culpi enfatizou que o desempenho no Raulino deve servir de exemplo para jamais ser repetido. Essa postura, por si só, não resolve nada, mas é fundamental não se acomodar diante da situação crítica vivida pelo time. Essencial, também, é Levir manter sua filosofia de trabalho de não manter jogadores em campo apenas por seus nomes. Diego Souza foi sacado no segundo tempo e não terá vida fácil com o novo técnico caso continue sumido dos jogos.

Se preciso for, os medalhões serão barrados e a molecada de Xerém terá cada vez mais chances. É aí que entra a mudança mais urgente no time atual: Douglas titular. A torcida já está cansada de pedir uma chance para o volante no 11 inicial. Cícero é sacrificado, jogo após jogo, por não ter um companheiro ideal, como foi com Jean, e a cria de Xerém é a única alternativa capaz de suprir a terrível ausência do ex-camisa 7.

Edson vive, até hoje, da boa sequência no segundo semestre de 2014. Contudo, o jogador ainda tem considerável valor de mercado. Uma troca por outro volante seria o cenário ideal. Semanas atrás, circulou na imprensa uma suposta negociação entre Fluminense e Corinthians envolvendo Edson e Cristian. Arriscado? Sem dúvidas. O alvinegro já passou dos 30 anos e não se achou no retorno ao Parque São Jorge. Porém, o Flu pouco tem a perder e uma mudança de ares faria muito bem a todas as partes envolvidas. 

Além de Douglas, outra joia da base que pede passagem é Danielzinho. Está mais do que clara a limitação do time no processo de criação das jogadas, e o meia se destaca, justamente, nessa função. Principal arma do jovem, os passes para laterais entrando em velocidade na área costumam ser fatais para furar defesas fechadas, como no jogo de ontem. Gerson - com disposição - também tem muito a acrescentar nesse aspecto. Mesmo com poucos minutos em campo, foi o melhor do Fluminense contra o Botafogo.

Começar a Taça Guanabara com derrota, e logo com outro clássico na sequência, seria muito ruim para as pretensões do clube no campeonato. O gol salvador de Gum - vigésimo terceiro com a camisa tricolor - serviu somente para isso: dar maior tranquilidade na tabela. Aliás, estatística curiosa: o Fluminense jamais perdeu nas partidas em que o zagueiro marcou. Levir terá uma semana de treinos antes do Fla-Flu. Com pouco tempo de trabalho, não dá para cobrar nada espetacular, mas esperamos, ao menos, um mínimo de organização. 

Autor: Guilherme Bianchini

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