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Imagem: Nelson Perez / Fluminense FC

Qualquer análise tática ou técnica torna-se dispensável diante de um Fla-Flu como o que vivemos ontem. O Fluminense vinha de duas dolorosas derrotas para Sport e Santos. O rival estava confiante, ao melhor estilo “deixou chegar”, após ganhar fora de casa e ingressar no G-4. No primeiro tempo, o Flu não viu a cor da bola, e só o imponderável é capaz de explicar o marcador zerado após 45 minutos de domínio – ora mais intenso, ora menos – rubro-negro.

Todo esse conjunto de circunstâncias negativas apontava para nossa terceira derrota consecutiva e para mais uma vitória deles, que os deixaria bem próximos da liderança. Mas, no sábado, completaram-se 21 anos da data que muito nos ensinou a respeito de favoritismo e expectativas em um Fla-Flu. Desde aquele fatídico 25 de junho de 1995, o coirmão da Gávea sabe que algo dará errado quando eles entram em um clássico com todo o favoritismo do mundo. E é disso que a gente gosta.

Eu ainda voltava de viagem e escutava o jogo pelas dramáticas ondas do rádio nos primeiros minutos do clássico. Não foi fácil. Simplesmente não ouvia uma única ação ofensiva do Fluminense. Quando a bola saía em tiro de meta para Cavalieri e abria-se espaço para algum comentário ou anúncio, o Flamengo já estava novamente com a bola no retorno para o narrador. E no pré-jogo? Perguntado sobre Guerrero, um dos "imparciais" comentaristas disse: "Tomara que faça gol". Assim mesmo, com essas palavras, escancarado, sem tirar de contexto. Mais um fator que me deixou com sangue nos olhos para a partida.

Poderia, agora, ponderar sobre a duvidosa qualidade de muitos jogadores do atual elenco, sobre o péssimo desempenho na etapa inicial, mas tudo isso é irrelevante se comparado à mágica de bater no filho bastardo com requintes de crueldade. Como traduzir em palavras a emoção sentida após Richarlison driblar o goleiro, colocar para dentro e ir às mais sinceras lágrimas na comemoração? Como teorizar mais uma performance monstruosa de Douglas? Como descrever a enorme atuação de Gum, longe de ter sido diminuída pelo gol do peruano?  E como explicar a vocação para a eternidade de quem é protagonista desde 40 minutos antes do nada?

A racionalidade que “é normal” deste blog volta ao ar na próxima semana. Seria desonestidade intelectual expor justificativas racionais para algo que vai muito além da simplicidade do léxico. Todos nós teríamos um desgosto profundo. 

Autor: Guilherme Bianchini

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