Select Menu

Gif Flulink



Slider

Travel

Performance

Cute

My Place

Mercado Tricolor

Racing

» » » » » O Eterno São Castilho
«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Salve, tricolores! Primeiramente devo agradecer a cada um de vocês que nos acompanham todas as quartas aqui no "FluLink Relembra" e dizer que o texto da última semana foi o mais visualizado desde que comecei a escrever por aqui. Pra mim é gratificante e dá mais e mais vontade de falar um pouco mais da nossa brilhante história.

E hoje será lembrado o maior de todos: o lendário Castilho, melhor goleiro e ídolo do Fluminense e um dos maiores goleiros da história do Futebol Brasileiro.


O eterno dono da camisa 1 do Fluminense.

Carlos José Castilho é sem dúvidas o maior ídolo de todos os tempos do nosso Fluminense Football Club. Castilho vestiu a camisa das três cores que traduzem tradição por 18 anos, entre 1947 e 1965 e é o recordista de jogos com essa camisa (697).
Além de seus milagres debaixo das traves, Castilho teve uma atitude que ficou pra sempre na memória da torcida tricolor. Um gesto de amor de quem não era apenas um jogador e sim um torcedor apaixonado pela camisa. O ano era 1957 e após sucessivas dores e tendo seu dedo mínimo fraturado diversas vezes, fato que o incomodava e o impossibilitava de ter uma sequência de jogos, Castilho deveria parar de jogar por um tempo para se recuperar completamente. Mas ao invés de desfalcar seu clube por tempo indeterminado, ele teve uma corajosa decisão: amputar parte de seu dedo mínimo para voltar a jogar mais rápido pelo Fluminense.
Me respondam: que jogador faria isso pelo seu clube? Que jogador teria a coragem de amputar parte de seu corpo pelo clube?

Castilho não só provou que era um gênio, um dos maiores goleiros desse País como também que era movido por uma paixão imensa pelo Fluminense Football Club. Um gesto magnífico e digno de um verdadeiro herói que sacrifica a si mesmo pelo sua paixão. Castilho era muito mais que um profissional exemplar: era um homem eternamente grato ao clube que lhe deu tudo. E isso o torna diferente dos demais.



Busto de Castilho na Sede do Fluminense.

Era chamado de Leiteria e foi até santificado pela torcida tricolor, virando o "São Castilho". Enquanto uns diziam que tamanha era a sorte que tinha debaixo das traves, outros diziam que o goleiro era ajudado pelo sobrenatural. Essa mística toda surgiu em 1951, em um jogo contra a equipe do América, e num certo momento da peleja os adversários bombardearam a baliza de Castilho diversas vezes mas que por fim acabaram por acertar a trave de seu gol por quatro vezes. E sua mania de ficar parado no centro da baliza olhando a bola ir pra fora ou bater na trave acabaram por aumentar ainda mais sua fama de Santo.
Carlos Castilho também era um exímio defensor de pênaltis (em 1952 agarrou 6 deles). Mas a verdade era que Castilho foi um dos maiores goleiros que esse País já viu. Um gênio. O maior goleiro da história do Fluminense ficou sem tomar gols por 255 partidas!

E tinha mais: Castilho sofria de daltonismo e foi o goleiro que percebeu que usando uniformes de cores chamativas, o que era comum àquela época, seria mais fácil do jogador rival perceber seu posicionamento e consequentemente marcar mais gols. Então ele teve a ideia de usar uniformes de cor escura e que confundisse com as arquibancadas para que ficasse camuflado pronto pra dar o bote e defender o FFC.

Nas palavras do saudoso mestre Telê Santana, que foi companheiro dele no Fluminense e era um de seus melhores amigos:
"Se o Fluminense tivesse de homenagear um profissional, teria que levantar o busto de Castilho na frente da sua sede.
Ele carregou o time nas costas. Foi o melhor goleiro que já vi.”




Castilho na Copa de 1954.

Conquistou pelo Tricolor os Campeonatos Cariocas de 1951, 1959 e 1964; a Copa Rio (Mundial) de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960 e o Torneio Municipal de 1948.

Pela Seleção Brasileira jogou 4 Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962), sagrando-se campeão em duas delas (1958 e 1962). Ganhou também o Campeonato Pan-Americano de 1952, a Taça Oswaldo Cruz de 1950 e 1962 (Brasil x Paraguai), a Taça Bernardo O’Higgins de 1955 (Brasil x Chile) e a Copa Roca de 1957 (Brasil x Argentina).

O dia 2 de fevereiro de 1987 foi um dos piores dias para o Fluminense e sua torcida. Nesse fatídico dia o nosso herói, que tantas vezes saltou pra defender a baliza tricolor, acabou por  saltar rumo à eternidade e nos deixou órfãos de sua proteção.  Ele partiu deixando seu legado e sua marca na história do futebol brasileiro e no Fluminense.
Castilho sempre estará imortalizado na alma de cada um de nós, que temos em comum com ele essa paixão inexplicável pelo Fluminense Football Club. O São Castilho que outrora nos protegia em campo agora nos protege nos Céus. Obrigado por tudo, nosso eterno camisa 1!


Telê emocionado no enterro de seu melhor amigo.
Fonte: "O último voô do herói", de Paulo Kastrup.

Por hoje é só. Até semana que vem! 

Enquanto quarta-feira que vem não chega, não deixem de acompanhar o Fluminense Histórico no TwitterFacebook e agora no Medium!

Abs e Saudações Tricolores!

Autor: Paulo Roberto Cabral

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário

Deixe um comentário