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Após as derrotas contra o Atlético Paranaense, pela Primeira Liga, e para o Volta Redonda, pelo carioca, muitos torcedores têm encarado como normais os jogos em que o Fluminense sai sem a vitória. Nos primórdios do futebol carioca, a agremiação detentora do Prêmio Nobel do Esporte era quase imbatível e isso ficou bastante claro na criação do campeonato carioca de futebol.

Sim, se hoje nós menosprezamos este tradicional campeonato – não entrarei nesse mérito -, ele já foi muito importante outrora. No início do século passado, era um dos maiores campeonatos do país, se não o maior. E nessa “fase de ouro”, o tricolor sempre demonstrou supremacia.

Notícia de jornal sobre a vitória do Fluminense sobre o Rio Cricket por 2x0 que garantiu o primeiro título carioca


Em 1906, no primeiro campeonato carioca da história, esta supremacia foi muito visível: nove vitórias e apenas uma derrota no campeonato (contra o Payssandu, no returno, por 3x1), garantindo o primeiro título. E não eram simples triunfos, a maioria era por goleadas acachapantes, como a estreia com um 7x1 sobre o Payssandu (a Alemanha não foi pioneira), um 11x0 sobre o Football Athletic (o lanterninha daquele torneio, com apenas dois pontos) e um 8x0 e um 6x0 sobre o Botafogo.

Diferentemente dos tempos atuais, o campeonato era muito mais enxuto: apenas seis equipes, que jogaram em ida e volta e quem somasse mais pontos era o campeão. Também fugindo do padrão que conhecemos, as vitórias valiam apenas dois pontos e não três. Assim, o Fluminense conquistou 18 pontos em 20 possíveis e foi o campeão, seguido pelo Payssandu, com 14, e o Rio Cricket com 12. O Botafogo, único time conhecido atualmente, foi o quarto, com apenas oito pontos. Pequenino

O destaque da equipe tricolor não poderia ser outro se não o artilheiro Horácio da Costa Santos – sócio-fundador e autor do primeiro gol da história do clube -, que conseguiu expressivos 18 gols em 10 jogos, obtendo a excelente média de 1.8 gols por jogo. Outros atletas destacáveis eram os também sócios fundadores do clube, Victor Etchegaray e Félix Frias, além de Edwin Cox, - irmão de Oscar Alfredo Cox e, segundo relatos, um exímio driblador que, posteriormente, foi jogar no Grêmio e fez bastante sucesso – e Oswaldo Gomes, um dos pivôs da “treta” mais famosa da história, que culminou na criação do futebol do CRF (Clube de restos do Fluminense) e ex-presidente da CDB.

A máquina de gols chamada Horácio da Costa Santos


A equipe base nesta competição foi: Waterman, Victor Etchegaray e Salmond; Clito Portella, Buchan e Gulden; Oswaldo Gomes, Horácio da Costa Santos, Edwin Cox e Félix Frias. Porém, há de se comentar duas coisas: este torneio contou com a participação ilustre do maior ser humano de todos os tempos, Oscar Alfredo Cox, que jogou algumas partidas com a camisa do clube que fundou, e o seu presidente era também goleiro e presidente do Fluminense – Francis Walter jogou, por exemplo, o jogo de estreia na competição. O amadorismo é lindo!

O time campeão de 1906. Foto: Flumania



Depois deste campeonato carioca, o Fluminense ganharia os três seguintes, se tornando o primeiro tetracampeão carioca – embora o Botafogo tente roubar o título de 1907 no tapetão. Supremacia é a palavra. Saudações tricolores!

Autor: Filipe Capuano

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