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Imagem: Mailson Santana / Fluminense FC

Muitos são os méritos de Levir em seu primeiro mês de trabalho no Fluminense. Defesa menos exposta, saída de bola com qualidade, laterais eficientes, criação de oportunidades. E a maior virtude do time atual é a sintonia existente entre todos esses fatores dentro de campo. Na fácil vitória por 3 a 0 sobre o Boavista - a segunda em cinco jogos sob o comando do novo treinador -, foram necessários apenas 20 minutos de ótimo futebol para liquidar a fatura. 

A primeira chance construída pelo Flu chamou atenção. Cícero recebeu de Pierre, avançou e abriu para Fred. O centroavante, na ponta direita, cruzou para a área, e lá estavam Osvaldo e Scarpa prontos para o cabeceio. Uma síntese do sistema ofensivo baseado no deslocamento constante de suas peças. Essa flutuação foi vista já contra o Botafogo, embora ofuscada pela péssima atuação na partida em questão. Não há nada de revolucionário nessa movimentação implementada por Levir. Aliás, é uma necessidade no futebol atual que ninguém guarde posição para confundir a defesa adversária. No entanto, soa como novidade para os tricolores imaginar um Fred que não seja protagonista na conclusão de todas as jogadas produzidas pelo ataque.

Vejo poucos motivos para se preocupar com a adequação do capitão ao novo conjunto de ideias ofensivas da equipe. Como sempre aconteceu em seus sete anos de clube, não tardará para ele reencontrar o caminho das redes. Diversas oportunidades estão sendo criadas durante os 90 minutos, e é fundamental que o próprio Fred tenha consciência de seu papel além das finalizações. Quando necessário, estará na área para arrematar e fazer o que mais sabe. 

Outro ponto positivo do trabalho vigente de Levir é a sensação de que todos os jogadores em campo têm a mesma importância para o time. Não há um elo fraco, alguém que o torcedor olhe e identifique como uma fraqueza. Até mesmo Pierre, cornetado por nove entre dez tricolores, mostra-se essencial para o funcionamento do sistema. Ontem, por exemplo, não errou nenhum passe. Foram cinquenta e sete bolas entregues no pé – ou quase – dos companheiros de equipe. Contesta-se essa estatística com comentários do tipo “só toca para o lado”, mas até esse fundamento tem seu valor. O lance citado do início do jogo começou com um desses passes “para o lado”.

O camisa 5 toma cartões a torto e a direito? Sim. Às vezes comete faltas desnecessárias? Também. Douglas potencializaria o poder do meio-campo? Acredito fortemente nessa possibilidade. Porém, é preciso reconhecer o bom momento vivido pelo volante sob o comando de seu ex-treinador no Atlético. Assim como a fase de Wellington Silva. Muitos acreditam em “milagre” de Levir, mas não é bem assim. O lateral já mostrou suas qualidades em muitos momentos. A diferença atual reside na regularidade de suas boas apresentações. A explicação para isso se encontra na sincronia mencionada. Uma vez que o time funciona como um todo, há mais espaço e confiança para a individualidade se sobressair quando necessário. E o torcedor passa a ver com outros olhos um jogador outrora contestado.

Não é  preciso achar, entretanto, que tudo feito por Eduardo Baptista estava errado e Levir Culpi é um Messias capaz de transformar o Fluminense em um novo Barcelona. As últimas experiências com treinadores nos mostraram que isso pode acabar mal. Até mesmo o consagrado Abel Braga, após dois ótimos anos, se perdeu em 2013 e foi demitido. Cristóvão foi outro que teve excelente começo, mostrou um futebol moderno, e o fim da história todos sabem. O sucesso prematuro de Levir é resultado de uma mistura do que havia de positivo nas ideias do jovem Eduardo com o entendimento de futebol adquirido ao longo dos anos pelo experiente comandante.

O começo do técnico envolveu partidas decisivas na Primeira Liga e clássicos no Carioca. Contra o Boavista, iniciou-se uma sequência de confrontos, em tese, mais acessíveis. Os três próximos adversários serão Bangu e Madureira, pelo Estadual, e Tombense, na estreia da Copa do Brasil. Jogos em que vitórias tranquilas como a de ontem são esperadas e novos testes devem ser feitos visando a preparação para os duelos decisivos que definirão o primeiro semestre tricolor.

Autor: Guilherme Bianchini

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