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» » » » » Ídolos merecem respeito
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Marcão assumiu interinamente o cargo de treinador com um único objetivo: vencer os jogos restantes na primeira fase do Carioca. E o cumpriu. Há pouco a dizer sobre o desempenho coletivo do Fluminense contra Friburguense e America. Péssimo no primeiro, bem melhor no segundo, mas ainda com muito espaço entre os setores e defesa frágil. São alguns dos desafios que Levir Culpi terá pela frente, como enfatizei na semana passada.

Este texto é dedicado aos dois responsáveis pela vitória em Xerém. Cavalieri e Magno Alves têm seus nomes marcados na história de quase 114 anos do clube, e, mesmo assim, sofrem constantes insultos que vão além de críticas quanto ao desempenho em campo, das quais também discordo. Você pode não gostar de um nem de outro, porém, como tricolor,  possui o dever de reconhecer a importância de ambos para o Fluminense Football Club e, consequentemente, respeitá-los como merecem.

Diego Cavalieri é o maior goleiro a passar por Laranjeiras nos últimos 30 anos, e isso precisa estar claro para todos. Contratado em 2011, teve início irregular no Carioca e na Libertadores, foi barrado por Berna e amargou a reserva até a chegada de Abel Braga, cuja primeira medida foi promover o retorno de Cavalieri ao time titular. O resto é história. A geração que viu Paulo Victor e, desde então, sofreu nas mãos de Ricardo Pinto, Wellerson, Murilo, Fernando Henrique, entre tantos outros, já tem, há cinco anos, um arqueiro em quem se pode confiar. Não é pouca coisa.

A deficiência na saída do gol, de fato, é um problema crônico. No entanto, as falhas nesse quesito são compensadas com reflexo apurado, inteligência no um contra um, bom aproveitamento na defesa de pênaltis e as demais características já conhecidas. O Cavalieri atual pode não ser o mesmo de 2012 - e é difícil que qualquer goleiro do futebol brasileiro tenha nível semelhante -, mas daí a pedir sua barração é uma enorme distância.

Mais absurdo ainda é utilizar alcunhas impublicáveis para se referir ao goleiro. Um tratamento do qual os torcedores de verdade certamente sentem vergonha ao observar. Júlio César foi bem em todas as chances que recebeu, e é fundamental ter um reserva com sua qualidade, algo que não altera o fato de o camisa 12 ser dono absoluto da posição. As duas defesas espetaculares contra o America garantiram o resultado que assegurou a classificação em terceiro lugar do Grupo A, apesar da medíocre campanha.

Magno Alves, autor do tento único no Los Larios, é outro que dispensa comentários acerca de serviços prestados à instituição. Mesmo no pior momento da história do Fluminense, foi capaz de dar alegrias à torcida e ser uma das principais peças no processo de renascimento do clube. Instituiu recordes de artilharia quebrados apenas por Fred. O retorno às Laranjeiras com 39 anos foi acompanhando de incertezas a respeito dos níveis físico e técnico de um atleta com idade avançada.

Contudo, Magnata não deixou transparecer, em nenhum momento, qualquer deficiência decorrente de seus fios brancos. Pelo contrário, mostrou mobilidade e dedicação em campo que não deviam nada a jovem algum. Mas a escassez de gols - apenas um em 2015 - foi justificativa para diversas críticas de quem buscava no que se escorar para manter a opinião contrária à presença de Magno no elenco.

E foi justo na reedição de uma parceria de sucesso do início do século que o atacante reencontrou o caminho das redes. Magno Alves entrou no segundo tempo e anotou os gols decisivos nas duas vitórias sob comando do ex-companheiro Marcão. Contra o Friburguense, oportunismo para marcar após passe torto de Osvaldo. Diante do America, preparo físico em dia para driblar o marcador e potência na finalização para vencer o goleiro, com pouco ângulo para o chute. São detalhes esclarecedores para notar a importância do jogador no grupo. Mesmo que não seja reserva imediato de Fred, o quarentão terá seu valor ao longo da temporada.

Autor: Guilherme Bianchini

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