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Imagem: Mailson Santana / Fluminense FC

Quando Jailson Macedo de Freitas apitou pela última vez na noite de sábado, no Raulino de Oliveira, a grande maioria dos tricolores direcionou seus protestos ao soprador de apito. O motivo para tantos elogios à mãe do baiano foi o grotesco pênalti assinalado para o Santa Cruz já no final da partida. E o torcedor brasileiro, no geral, é assim. Sempre haverá um erro do árbitro para justificar o tropeço. Ou "o time não jogou com raça", "tomamos um gol bobo". Faz parte do folclore do futebol. Obviamente, há casos em que o resultado, de fato, é integralmente comprometido pela arbitragem, mas não foi bem essa a situação em Fluminense x Santa Cruz. 

A postura da equipe me agradou nos primeiros 25 minutos. Não foi um início com grandes chances criadas, nem finalizações perigosas, mas o time estava organizado e buscava as melhores opções para penetrar na defesa dos pernambucanos, muito bem montada pelo ótimo Milton Mendes. Não só a defesa, diga-se. O Santinha mostrou-se muito consciente dentro de campo, e todos os jogadores tinham plena noção de suas funções. Na frente, Grafite sabe usar a área como poucos e levou muitos problemas à zaga tricolor. 

Sem encontrar soluções, faltou ao Fluminense a incessante movimentação de seus atacantes abertos, que dita o ritmo de um esquema sem camisa 10. No mapa de calor da primeira rodada, havia presença forte de Scarpa, Osvaldo e Richarlison tanto na esquerda, quanto na direita. Na noite de sábado, os pontas limitaram-se a ocupar suas posições iniciais. A constante inversão de lados é fundamental para confundir os marcadores adversários e, assim, furar uma defesa fechada. Fred, novamente, desempenhou bem seu papel de recuar para a segunda linha e participar da criação, porém, dessa vez, não recebeu em condições de finalizar em seu habitat natural, dentro da área. 

O tento sofrido no começo do segundo tempo despertou o Flu. Menos de dez minutos depois, o placar já estava revertido. A magnífica falta cobrada por Scarpa - três dos seus sete gols em 2016 foram na bola parada - e o gol marcado e comemorado pela alma de Gum - com impedimento de Fred na origem da jogada - foram o resultado de cinco minutos da mais absoluta intensidade. Só que, a partir daí, o time se deu por satisfeito e esse foi o maior erro. Contra o América, as melhores chances foram criadas após o 1 a 0, e a vantagem só não aumentou porque o ataque abusou de desperdiçar oportunidades. 

Faltou aproximação das linhas em ação defensiva para criar condições propícias ao contra-ataque, aliando os lançamentos de Cícero, Scarpa e Gerson à velocidade de Marcos Júnior. Ao focar apenas na administração da pequena vantagem, o Fluminense assumiu o risco de um lance fortuito que poderia derrubar os 100% de aproveitamento na competição, e ele veio no pênalti cavado e convertido por Grafite. Levir errou ao abrir mão da terceira alteração no momento do empate. Valia a pena lançar Magno Alves, por exemplo, que já decidiu, nessas circunstâncias, alguns jogos da temporada. 

A chance da vitória até apareceu, duas vezes, em faltas próximas à área, mas Scarpa não repetiu a cobrança perfeita do empate e o 2 a 2 permaneceu. A continuação da rodada atenuou o tropeço pois ninguém chegou a duas vitórias, entretanto era necessário acumular o máximo de pontos para ir com mais confiança ao Allianz Parque, na próxima quarta-feira. O time certamente entrará mordido pela sofrida eliminação na semifinal da Copa do Brasil de 2015, e arrancar uma vitória em São Paulo pode alçar o Fluminense à condição de postulante ao título.

PS: Pierre de titular não dá mais. Ou Levir abre mão do volante, ou muda o sistema de jogo que não permite um jogador de meio-campo sem capacidade para passar a bola com segurança e qualidade.


Autor: Guilherme Bianchini

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