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Imagem: Nelson Perez / Fluminense FC

Falasse alguém, antes do começo do campeonato, que empataríamos com Atlético-MG e Chapecoense fora de casa e todos os tricolores dariam-se por satisfeitos com ambos os resultados. Ainda mais se levado em conta o histórico recente, que aponta o Fluminense como presa fácil para Galo e Chape. No entanto, os empates aconteceram e ficou aquele gostinho de que as visitas deveriam ter rendido mais pontos. Apesar da reconhecida força em casa, os adversários estavam repletos de desfalques e não pressionaram o time de Levir Culpi em nenhum momento das partidas. Salvo o gol atleticano com menos de dois minutos, Cavalieri sequer foi exigido nos 180 minutos. Faltou funcionar o ataque, que só conseguiu marcar em chute de Scarpa desviado pela defesa mineira.

Um ponto fundamental para entender a solidez defensiva nos dois jogos é a escalação de Edson e Douglas à frente da área. Somada ao comprometimento tático de Giovanni (burocrático no ataque), Levir parece ter encontrado a fórmula para impedir que os adversários cheguem com facilidade ao gol tricolor, como aconteceu na derrota para o Palmeiras. Mas aí entra em ação a Teoria do Cobertor Curto. Ganha-se na defesa, perde-se no ataque. E o elemento-chave nessa discussão atende pelo nome de Cícero. 

Recuado para a primeira linha de meio-campo no final da temporada passada, o jogador agregou demais à saída de bola da equipe e passou a construir, desde trás, boa parte das jogadas. Ao avançá-lo para a segunda linha, o time perde suas principais características. Embora dinâmico, Cícero não é um atleta que prima pela velocidade. Ele faz a bola correr, como dizem os mais antigos. E há um grande índice de rejeição, em todas as torcidas, a jogadores mais lentos, que pensam mais do que correm.

É bem comum associar esse estilo a rótulos como: "Fulano não tem raça"; "Já começa o jogo cansado"; "Ele não marca". Evito recorrer a esses clichês para analisar com objetividade e sobriedade. São exageros típicos de torcedores descontentes com o time, no calor do jogo, e ávidos pela descoberta de um culpado ou vilão a ser combatido. Cícero é o jogador de linha que mais atuou em 2016. Dos 30 jogos, só não esteve presente nos dois em que Levir poupou titulares, contra Criciúma e Vasco. De 2520 minutos possíveis, jogou 2450. Depois de Scarpa e Fred, é quem mais contribui com gols + assistências (6G e 3A).


A opção de Levir é justificada pela ausência de um "camisa 10", essa entidade mítica do futebol brasileiro. Sem Gerson, o único com características próximas à função é Danielzinho, mas pesa a falta de experiência da cria de Xerém. O deslocamento de Cícero para uma posição já ocupada em outras fases de sua carreira tem base teórica, mas não se aplicou na prática. Ganhamos - muito - com a presença de Douglas, defensiva e ofensivamente, e não dá mais para tirá-lo dos titulares. Sne Pierre recuperar a vaga quando voltar de lesão, é caso pra FMI. Por que não abrir mão de Edson e apostar em uma dupla de volantes com Douglas e Cícero? 

Outro erro que o treinador não pode voltar a repetir é passar um tempo inteiro de jogo sem uma válvula de escape. O time em campo na etapa final contra a Chapecoense era muito pesado e, consequentemente, previsível. Por mais que os atacantes se movimentassem, faltava alguém para tentar o drible, partir para cima da zaga catarinense. Ao sacar Richarlison, a substituição deveria ser por Osvaldo, Marcos Júnior ou pelo recém-chegado Maranhão. Solidez na defesa só se converte em vitórias com um ataque eficiente. Até agora, cinco gols em seis jogos. Muito pouco para quem almeja voos maiores no Brasileirão.

Em um campeonato no qual ainda não temos casa fixa - quando terminarão as obras de Edson Passos? -, as vitórias longe do Rio de Janeiro adquirem importância ainda maior. O Fluminense terá o mando nas duas próximas rodadas, contra Grêmio e Corinthians, porém serão duelos mais difíceis do que os dois prévios, e, provavelmente, não haverá fator torcida favorável. A pressão por duas vitórias não seria tão grande caso tivéssemos conquistado três pontos em uma dessas visitas. Com uma semana para treinos, esperamos os ajustes necessários para sermos competitivos contra dois postulantes ao título. 

Autor: Guilherme Bianchini

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